Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quinta-feira, 6 de março de 2014

Mantendo o foco

          


          I Tm 1.4 Conta-se que houve um período em que a igreja gastava considerável tempo para discutir sobre quantos anjos cabiam na cabeça de um alfinete.  Encontramos vários momentos no texto sagrado que denunciam o povo de Deus perdendo o foco de maneira a dedicar as atenções para o supérfluo ao invés de empregar esforços no seu real papel que é glorificar a Deus.
Ao mentorear um jovem pastor, o apóstolo Paulo fará algumas recomendações sobre a maneira como ele deveria conduzir o rebanho aos seus cuidados. Visto que muitas divagações ameaçavam a trajetória da igreja, era preciso manter o foco a fim de evitar esforços inúteis.
A recomendação dada para Timóteo refere-se à igreja de Éfeso, que, segundo Paulo, havia em seu meio algumas pessoas disseminando ensinos estranhos à autêntica doutrina. No argumento dele, estes ensinos são fábulas.  
Os termos fábulas e genealogias estão diretamente ligados às tradições judaicas, sendo que criavam histórias paralelas aos textos sagrados e eram contadas como verdades a serem recebidas e aplicadas, entretanto, serão duramente combatidas por Paulo sob a alegação de serem doutrinas de homens e que em nada contribuíam para o desenvolvimento da igreja.
Ainda de acordo com Paulo, a circulação destes ensinos desencadeavam acirradas disputas no meio da igreja, comprometendo o seu real serviço a Deus como ato de fé. Quando a igreja perde de vista o que a une e move, qualquer coisa torna-se suficiente para tomar o seu tempo e dedicação.
O que tem tomado o nosso tempo hoje na igreja? Quanto à doutrina é bom lembrar que o que nos une é a cruz de Cristo. Portanto, é em torno do cristocentrismo que deve girar a igreja.

O que importa?



João 3.14-15  Após ter sido procurado por um líder religioso querendo saber mais sobre o que Jesus queria dizer por nascer de novo, dá-se início a um diálogo que passará a ser um marco no evangelismo baseado em João 3.16, conhecido também como a máxima do evangelismo mundial. A única maneira que você tem de desfrutar das bênçãos de Deus é evidenciando fé! Esta foi a prova exigida no Antigo e no Novo Testamento. Vejamos o paralelo com base na perspectiva de Cristo.

I -E de modo por que Moisés levantou a serpente no deserto” 14ª (Cf. Nm 21.5-9).
 “Levantar” Exaltar – A ordem para que Moisés pendurasse a serpente de bronze no deserto não tinha a finalidade de torná-la um objeto de culto, pois se assim fosse, o próprio Deus não ordenaria para que mesma fosse destruída (2 Rs 18.4). Sendo assim, ela apenas tipificava o redentor que viria. Por esta razão, olhar para aquela serpente exemplificava um ato de fé. Logo, está claro que tanto o olhar para a serpente quanto para Cristo é uma questão de fé, pois do contrário, em ambos os casos, a desobediência traz a morte.

II -Assim importa que o filho do homem seja levantado”14b
Olhar para a cruz é matéria de fé e, é exatamente isto que Jesus afirma. O desafio consiste em receber Jesus como substituto sacrifical, visto que, assim como muitos ficaram prostrados no deserto por não acreditarem que aquele ato preservaria as suas vidas, de igual forma muitos perecem hoje por não compreenderem que o gesto de Jesus na cruz demonstra amor por nós. É por isso que Jesus afirma que é uma questão de vida ou morte

III- “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. V 15. De acordo com a argumentação de Cristo, quem não crer na provisão de Deus para a redenção do pecador, já está sob a condenação (Jo 3.18). Por outro lado, aquele que crê desfrutará da vida plena, mas já no aqui e agora usufrui das bênçãos e cuidados do Senhor. Esta ênfase tem como propósito combater a falsa impressão de que as expectativas da igreja gira apenas em torno da eternidade. Se é verdade que a fidelidade da igreja não deve limitar-se apenas a coisas terrenas, é fato também que as suas expectativas não dizem respeito tão somente as coisas futuras.

Na verdade a estratégia de Cristo foi apontar para Nicodemos o maravilhoso plano da redenção, conforme o livro de Números: A) 1-9 - Preparativos para sair do Sinai. B) 10-21- Jornada do Sinai até a planície de Moabe – Pecados e fracassos constantes, até que O Senhor na sua graça manda que a serpente seja levantada. C) 22-36 - Bênçãos e vitórias na planície de Moabe. Este é exatamente o caminho percorrido pela igreja desde a queda no Éden até a segunda vinda de Cristo. É preciso fé!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Tradicional ou tradicionalista? O ideal de Cristo para a sua igreja!



2 Ts 2.15 Observa-se que muitas vezes o tradicionalismo é preservado pela igreja como se fosse um autêntico ovo de ouro. No entanto, a sua verdadeira essência acaba se revelando como improdutivo e paralisador, visto que os crentes acabam valorizando o supérfluo ao invés de cultivarem o que realmente importa. Diga-se de passem, foi por assumir esta postura que os escribas e fariseus ouviram mensagens tão duras por parte de Cristo. O grande desafio nesta oportunidade consiste em diferenciar o tradicional do tradicionalismo. Para tanto, trataremos a questão em dois momentos.

I-Tradição - O termo tradição tem a conotação de transmitir, entregar, o que equivale a transmitir valores espirituais através de pai para filho, é como o pai que transmite conhecimento e técnicas ao filho para que uma determinada cultura não caia no esquecimento.
A ideia aqui de tradição, descrita por Paulo, diz respeito a preceitos doutrinários, portanto, quando ele manda que os irmãos de Tessalônica preservem a tradição,  refere-se a ao corpo de doutrina recebido pela igreja por parte da sua liderança.  
Esta ideia fica ainda mais clara quando lemos 1ª Coríntios 1:23:  “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei”. O apóstolo é enfático ao afirmar que não implantou nada na igreja que não tenha vindo da parte do Senhor. Com isso, a ênfase acima é para que a igreja continue preservando os ensinamentos espirituais legados por Cristo aos apóstolos e transmitidos a igreja.

II-Tradicionalismo – Este termo implica uma ligação forte com determinados costumes que são reproduzidos de geração em geração sem necessariamente importar a sua relevância, mas que deve ser reproduzido simplesmente porque alegam que sempre foi assim. 
Vale ressaltar que na perspectiva bíblica o tradicionalismo aparece sempre como algo ruim e que aliena as pessoas de Deus reduzindo-as a doutrinas de homens. Em Colossenses 2.8-15 encontramos a tradição dos religiosos que vinham impondo uma série de regras proibitivas e escravizadoras para o povo, como verdades a serem rigorosamente obedecidas, sendo que, Cristo e os apóstolos afirmam que fomos chamados para adorarmos ao Senhor de consciência livre.

Louvamos a Deus pelos setenta e quatro anos de existência da ceara conservadora. Já são mais de sete décadas fazendo a contra mão do que o sistema do mundo tenta impor como verdade a ser seguida. Bendizemos ao Senhor pela firmeza da igreja em manter-se firme na preservação da sã doutrina.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O valor do reino III


Mt 6.25-33 O versículo acima é o ponto alto do manifesto contra o materialismo.  O primeiro lugar que Cristo faz referência nos tornar parecidos com Deus e, isso nos leva a evidenciar os frutos do Espírito.  Somos desafiados a estabelecer uma escala de valores em nossa vida conforme veremos:

I – O corpo vale mais do que o vestuário. VV 28-30 - Sem corpo não existe necessidade de roupa. De modo muito claro Cristo enfatiza que Deus supre e, que apenas aqueles que não fazem parte do reino agem como se tais provisões fossem incertas, daí a razão pela qual são tomados pela ansiedade. 
“considerai” observai bem. De acordo com a Ilustração v, 28 os lírios eram considerados pelos homens como sendo de nenhum valor.  Enquanto que as vestes eram consideradas como parte das poses, as famílias de grande poder aquisitivo gastavam grandes somas com roupas, contudo, na argumentação de Jesus, estas roupas não podiam nem de longe ser coparadas com a beleza momentânea dos lírios, que eram cuidados pelas mãos divinas. 

II – A vida vale mais que a comida que a sustenta. V,31 – Vale lembrar que a argumentação de Cristo começa no verso 25, quando diz: “Não se tornem ansiosos” , ou seja,  não deixem estas coisas consumirem seus dias. Estas palavras equivalem a dizer que colocar o coração no que perece, é postura de quem não faz parte do reino. Muito mais valioso que as vestes e a comida é a vida que a boa mão de Deus te deu.  
Dentro de uma sequência lógica, Cristo argumenta que a comida não terá nenhuma utilidade caso não possua a vida para dela usufruir. Mais uma vez é apresentado de modo muito claro a postura equivocada dos gentios e, ao mesmo tempo, soa a advertência para que o cidadão do reino não absorva tal prática, para que não se torne igualmente reprovado.  

III – A comunhão com Deus deve ocupar lugar central em nossa vida. V, 33 - “fiquem buscando constantemente”. Dai a Deus a devida prioridade. O que deve conter na busca? a) Seu reino – Reconhecer Cristo como rei da sua vida; b) Sua justiça – Valores jurídicos e éticos. Cristo conclui seu raciocínio lógico de modo brilhante, como podemos observar; enquanto o cidadão do reino dedica o coração na busca do reino e da justiça, que é um dom dado por Deus, o Pai celeste cuida para que não falte comida, bebida ou vestuário.  

Na escala de prioridades qual lugar o reino de Deus ocupa em sua vida? No seu cotidiano qual é a ordem do dia? Recomendo para que você não oferte ao Senhor apenas aquilo que sobra como fazem os gentios. Portanto, dedique a ele prioritariamente o seu tempo, bem como, capacidade intelectual e espiritual na certeza que é dele que advém todas as provisões. 
 Rev. Givaldo Santana 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O valor do reino II



Mt 4.23O contexto social político e religioso nos dias de Jesus não era muito diferente do nosso, visto que havia muito paganismo e pouco interesse pelas questões religiosas.  Jesus precisou organizar um método de trabalho para alcançar o seu propósito. 
Mateus enfatiza que Cristo percorreu toda região à sua volta anunciando as boas novas, tendo como base três atividades principais:

Ensinando                                       
Pregando  
Curando

I- “Ensino”  (didática,  instruir) – É equivalente a comunicar uma informação mais detalhadamente. Os mestres visitantes podiam falar nas sinagogas, contudo, vale destacar que até então, Jesus era um mestre desconhecido, pois estava apenas iniciando o seu ministério público, mas ainda assim, consegue fazer exposições, provavelmente por trazer uma proposta nova e que certamente atraía a atenção dos ouvintes, embora tenha despertado a ira da liderança de então, a exemplo de escribas, fariseus e saduceus. Quando o assunto diz respeito ao ensinamento de Jesus, é bom destacar que ele não procurou apenas transmitir conhecimento, mas pelo seu ensino buscou inflamar o coração dos seus ouvintes. A intenção deste ensinamento não era levar os seus ouvintes a criarem gordura, temos que fazer missão (At 1.8) como veremos no ponto a seguir.

II – “Pregando” – Esta atividade tomou o maior tempo de Jesus – “proclamar entres outros” - O tema principal – as boas novas do reino. Ele não perdia oportunidade para dar esta ênfase. Jesus estreitava a relação com os seus ouvintes para suprir as suas necessidades, ele agia intencionalmente. Não o vemos fazendo distinção entre aqueles que eram socialmente aceitos e os que viviam às margens da sociedade. Não havia tratamento diferenciado, pois a todos o evangelho era ofertado igualmente. Se o ensino visava fortalecer e fundamentar o corpo, a proclamação por sua vez, tinha como propósito a expansão do reino, e para alcançar tal intento, ele entra na casa de pecadores e estabelece diálogo com prostituta, corrupto, bem como pessoas muito religiosas. Não existe outra maneira de espancar as trevas, o evangelho é a única ferramenta capaz de operar eficazmente no coração do pecador e Jesus sabia muito bem disso. No Antigo Testamento se dizia: Venham ao templo contemplar  a sua beleza, mas agora é dito ide -  vamos, vamos – precisamos construir relacionamentos no intuito de levar os que nos cercam a desfrutar do reino e, isso só é possível, por meio da pregação. 

III- “Curando” – “servindo, ministrando” - Pregação e cura se entrelaçam no ministério de Jesus.  Jesus não centrou o seu ministério em si, mas empregou esforços para compartilhar das bênçãos espirituais com os seus ouvintes. Para Hendriksen os milagres operados por Jesus tinham um significado tríplice: a) Confirmavam sua mensagem (Jo 14.11); b) Revelavam que de fato era o messias das profecias (Is 35.5); c) Comprovavam que o reino já havia chegado porque o conceito de reino indica bênção para o corpo e para a alma, conforme podemos observar nas palavras de João: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” 3 Jo 1:2.  É fato que Deus continua manifestando o seu poder na vida dos pecadores como sempre fez, porém, vale destacar que as ações realizadas por Deus visam sempre um propósito maior, ou seja, nenhuma cura tem um fim em si mesma. 
Jesus respirou missões e a igreja é inflamada para proceder da mesma maneira. Aproveite as oportunidades e, se elas não aparecerem, crie.  A igreja é o corpo vivo da missão. O método é simples, porém eficaz. Saiam dos seus espaços de conforto em busca dos pecadores, isso é missão.  

Pr. Givaldo Santana

O valor do reino



Mt 3.2 Quando você ouve falar em reino, naturalmente pensa em um rei e seus súditos. Dentre os evangelistas, Mateus é o único que trata sobre esta perspectiva mais amplamente, entretanto, a abordagem do assunto não fica restrita a ele. Vale destacar que não se trata aqui de uma monarquia terrena, mas sim, dentro de uma perspectiva puramente espiritual. 

Por se tratar de um reino com a perspectiva tão somente espiritual, destacamos aqui o seu prenúncio: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” Is 40.3. Isaias faz referência a um arauto e Mateus apresenta João Batista como sendo o próprio. O que foi profetizado há 700 anos A.C., está se cumprindo e agora o precursor passa a preparar o caminho para a chegada do rei e, ao mesmo tempo, procura deixar claro quem de fato está apto para fazer parte deste reino. 

Ao contrário do que vinha sendo pregado até então, onde havia um templo santo e uma cidade santa, João Batista proporá uma nova forma de adoração, ou seja, o adorador terá como condicionante para que a sua adoração seja aceita, o estado em que se encontra o seu coração, conforme destacaremos a seguir, embora esta condicionante sempre tenha prevalecido, no entanto, nos referimos à questão de um lugar como determinante. 

I- “Arrependei-vos” - A palavra arrepender (metanoia) significa mudança radical de atitude(vs 2). Vivemos em uma época em que se fala muito em tolerância, onde não é permitido que você imponha ao outro os seus conceitos de ética e moral. Portanto, a sua verdade pode não ter valor algum para o outro, sendo assim, o conceito de certo e errado dependerá muito da perspectiva de cada indivíduo.  Entretanto, quando o Senhor da igreja faz menção a quem de fato tem parte com ele, os discípulos assustam: “Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6:60).   O arrependimento, portanto, consiste em viver sob a dependência de Deus, implica ter coragem para romper com o “mundo” (refiro-me à esfera espiritual), aliás, quanto a isso João diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2:15).  Somos chamados para fazermos parte do reino, mas quem estabelece as condicionalidades é o próprio Deus e não os hábitos culturais ou as últimas tendências de cada época.  

II-  “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas” (vs. 3). João Batista fala a respeito de entrega. Talvez esta seja a maior dificuldade em nossos dias, visto que o homem tem todas as repostas, que vai desde os fatores climáticos até a classificação dos tipos de tristeza com a definição das suas causas e tratamentos, existe especialista para tudo, sendo assim, não existe situação para a qual o homem não tenha resposta, certo? Errado! Não estou aqui fazendo oposição à ciência, aliás, ela é útil e necessária, porém em matéria de espiritualidade e fé é completamente leiga, quanto a esta questão o apóstolo Paulo diz: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2:14).  Para fazer parte do reino o seu coração precisa ser lapidado, e suas emoções trabalhadas pelo Espírito. Você pode até vir como está, porém terá de ser refeito os teus conceitos e valores a respeito do reino, precisam ser revistos. 
Ainda dentro desta perspectiva, vemos que existe uma tentativa de conciliar trevas e luz, isto é, ignorar as Escrituras e ainda assim pensar que está fazendo a coisa certa. É a cegueira espiritual da qual Cristo e os apóstolos tanto falam, não tem como conciliar. 
Com base nas Escrituras você pode dizer que faz parte do reino estabelecido por Cristo? A mudança radical já aconteceu em sua vida ou você vive tentando remendar roupa velha com pano novo? Você pode dizer que vive sob a dependência de Deus? Quanto às regras para fazer parte do reino já estão estabelecias, compete a você aplicá-las ao coração e poderá ser chamado cidadão do reino. 

Pastor Givaldo Santana 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aniversário Igreja Presbiteriana Conservadora









Cristo, a base da nossa esperança


1 Tm 1.1 Vivemos em dias em que as pessoas não alimentam muitas esperanças, aliás, há quem defenda que o sistema está falido. Existe descrédito em relação aos nossos governantes, a justiça e também em relação à igreja de modo geral. Como sonhar com dias melhores diante de tal situação? A esperança é o sentimento que nos leva a sonhar com dias melhores, é o cobustustível que mantém acesa a nossa expectativa.
A introdução da epístola está relacionada com o costume de Paulo que procurava deixar claro a autenticidade do seu apostolado e neste propósito, ele acaba proporcionando aqui um elemento fundamental para o ser humano que é a esperança. Sendo assim, ele evocará três títulos intrínsecos nos quais estão fundamentados esta esperança.
(1) Senhor: Dentre as muitas ideias que poderíamos extrair, é possível apontar aqui dois pontos fundamentais; a) Ele detém o controle da nossa vida. Partirei do pressuposto de que está claro para os amados leitores de que Cristo é a segunda pessoa da trindade e, portanto Deus em essência e poder. Desta maneira ele detém o controle da nossa vida. Um aspecto de relevância é que o fato de o reconhecermos como o Senhor da nossa vida não nos diminui conforme acusam os céticos, pelo contrário, isso nos faz descansar o coração na certeza de que o criador e Senhor de todas as coisas preocupa-se conosco e com os anseios do nosso coração. b) Ele nos compensa pelo esforço empregado. Não se trata aqui de barganha, e muito menos de passar a ideia de que o homem pode comprar a sua salvação, mesmo porque, está claro nos textos paulinos que ninguém é capaz de compensar o valor do sangue vertido na cruz do calvário. Porém, a Bíblia aponta vários textos prometendo bênçãos sobre aqueles que não medem esforços para trabalhar no reino; a isto o texto sagrado denomina de galardão, ou recompensa pelo esforço empregado.

(2) Jesus: este nome é uma transliteração do nome Josué, que significa “ele certamente salvará”. Nele encontramos a esperança de que, por meio dele encontramos a salvação pra nossa alma cansada. Quanto a isto, o próprio Jesus desafia: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Mt 11.28. Não me refiro meramente ao estresse do dia-a-dia, mas daquela situação em que as dificuldades do cotidiano te empurram para uma angustia tal, que você é levado (a) a pensar que Deus te abandonou e, que por esta razão, não existe solução para a sua vida. Um ponto a ser destacado aqui é que, ao contrário daquilo que a igreja pragmática dos nossos dias tem ensinado de que as bênçãos são momentâneas e restritas a esta vida, as Escrituras nos apresentam algo para o presente e porvir: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” Jo 4.14. Portanto, este nome assegura aos que crêem, provisões para o presente e vida eterna para o futuro.
 (3) Cristo: (Ungido), este termo descreve que Cristo foi ordenado e qualificado pelo Pai para levar a bom termo a tarefa de salvar o pecador. Ele é o redentor, sendo conduzidos por ele não existe possibilidade de perecermos. É em cristo que concentra a esperança da vida eterna por ser ele o único mediador.  Champlin afirma que por meio de Cristo esta esperança tem uma conotação subjetiva e objetiva. Subjetiva por estar relacionada com a expectação de bênçãos espirituais e objetiva, pela própria realidade esperada. De acordo com Ellicott, Cristo é a própria subsistência e o alicerce da esperança. Portanto, Cristo é a nossa esperança por pelo menos duas razões: Primeiro, por causa do seu ofício, por ser o único mediador e segundo, por causa do seu ofício expiatório.
O Senhor quer ministrar esperança em teu coração. Abandone o orgulho, o medo, as incertezas e deposite nele toda a sua angústia e ansiedade, na certeza de que ele pode preencher o teu vazio e mudar a tua sorte. Os homens podem te decepcionar, porém, Deus não! Ele faz concretizar as suas ricas e benditas promessas.  
Pastor Givaldo Santana

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Assumindo uma postura diferente IV



Jr 10.23-25 Todos certamente já ouviram sobre a história trágica do Titanic que naufragou matando centenas de pessoas, porém, o que marcou este episódio foi a frase que alguém supostamente teria pronunciado por julgar a obra como perfeita: “Este nem Deus afunda!” Na década de 80 foi eleito Tancredo Neves, onde teria sido dito que nem Deus o impediria de assumir a presidência do Brasil, mas o fato foi que ele foi sepultado antes de tomar posse. O profeta Jeremias afirma que existem coisas adversas que fogem da previsão humana conforme veremos.
A partir do verso vinte e três o profeta fará uma oração, onde apontará não só a sua necessidade, mas também a da Casa de Israel. Nesta súplica aparecerão alguns elementos como: misericórdia, amor, soberania e juízo. 
I – Reconhecendo da nossa fragilidade v, 23
1.1 - “Eu sei, ó SENHOR, que não é do homem o seu caminho”. Muito embora seja importante que se faça planos para todas as etapas de nossa vida, é preciso ter consciência de que o amanhã é campo desconhecido. Dentro desta perspectiva podemos afirmar que nenhum ser humano pode ter como pilar ele mesmo, como se fosse uma unidade auto contida. Quem pode viver simplesmente de sua própria erudição? 1.2 – “nem do homem que caminha o dirigir os seus passos.” Equivocam-se todos aqueles que acham que a sabedoria reside neles mesmo, aliás, a estultícia já consiste em fomentar tal pensamento, pois a sabedoria reside em confiar a Yahweh os projetos e sonhos na certeza de que apenas ele pode avaliar antecipadamente o resultado das ações presentes. Observe a súplica do salmista: “Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” Sl 17.5. Levando em consideração que apenas o Senhor detém o controle de todas as coisas, apenas aqueles que nele confiam podem ter a certeza que o amanhã será abençoado por serem dirigidos pelo Senhor do universo. 

II – A suplica por correção v, 24
2.1 – “Castiga-me, ó SENHOR” – A correção do Senhor tem sempre um caráter pedagógico. Com isso se quer dizer que em momento algum o mesmo disciplinará um servo seu pelo simples prazer de vê-lo sofrer pelas conseqüências dos seus atos, pelo contrário, haverá sempre o propósito de levar o pecador a compreender que não vale a pena viver em rebelião contra o seu criador. Ao contrário daquela ideia que se tinha na antiguidade de um deus vingativo e que tinha satisfação em ver o homem penando, vemos Jeremias evocando atributos comunicáveis como amor e misericórdia presentes em Deus.  
2.2 – “não na tua ira, para que não me reduzas a nada.” Ao ver Jeremias proferindo estas Palavras nos vemos na obrigatoriedade de desmistificar uma ideia dos nossos dias que procura descrever a figura de Deus como sendo unicamente amor. Ao longo das Escrituras vemos os escritores sacros fazendo menção à ira de Deus contra o pecado e consequentemente também aos pecadores ou desobedientes. Lá no novo testamento, por exemplo, vemos: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hb 10:31.  Observe ainda: “Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.” (Jd 1.15).  Portanto, fez muito bem o profeta ao clamar para que Deus não manifestasse a sua ira, mas sim evidenciasse misericórdia para com a sua vida e Judá. 

III- O clamor por justiça v, 25
3.1 - “Derrama a tua indignação sobre os gentios que não te conhecem”. O livro dos salmos é dividido por categorias, sendo uma delas os chamados salmos imprecatórios. As palavras proferidas pelos salmistas ficam bem próximas do que chamaríamos de desejo de vingança, entretanto, não é exatamente este o propósito. O salmo 59 é um deles: “Consome-os na tua indignação, consome-os, para que não existam, e para que saibam que Deus reina em Jacó até aos fins da terra. (Selá.)” (Sl 59.13).  O intuito na verdade é para que a justiça de Deus seja vindicada. Em relação ao texto em questão Jeremias lança um imprecatório contra a Babilônia para que sofra o juízo pelo sofrimento causado a Jacó que aparece aqui simbolizando o povo de Deus. “porque devoraram a Jacó, e devoraram-no e consumiram-no, e assolaram a sua morada”. v,25 
3.2 - “sobre as gerações que não invocam o teu nome”. Ainda no salmo 59 vemos: “Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam.” Verso 12.  Como Deus manifestaria misericórdia sobre pessoas que nem sequer lembram do seu nome? Como manifestaria benevolência para com aqueles que seguem os deuses criados para satisfazer seus próprios desejos e ambições? Pensando por esta perspectiva entenderemos a argumentação de Jeremias, pois apenas aqueles que conhecem o nome do Senhor podem desfrutar dos seus cuidados. 
Dentre as lições que podemos tirar do capítulo dez de Jeremias é que o Senhor não abre mão da sua glória, aliás, vemos ao longo de toda Bíblia a ênfase de que há um só Deus e um só Senhor, e que a nossa vida deve visar o louvor da sua glória. Vimos que toda tentativa para reproduzir a divindade não passa de divagação. Vimos também que o Senhor chama o seu povo para um concerto, onde como resultado do arrependimento pelos pecados, o Senhor mandaria cura como conseqüência de sua misericórdia, entretanto, Jeremias evoca a justiça de Deus contra aqueles que causam sofrimento aos santos e, no entanto, pensam que ficarão impunes. Você conhece o nome do Senhor? Reconhece que ele é o único e verdadeiro Deus, ou venera algum outro deus por achar que adorar o soberano criador é insuficiente? A Deus toda glória!

Pr. Givaldo Santana

Assumindo uma postura diferente III



Jr 10.14-21 A teologia declara que existe um ser superior e que este Ser é Deus. Não obstante, o texto sagrado nos aponta diferentes épocas e contextos onde a humanidade toma atitudes como se o homem detivesse o controle de todas as coisas, inclusive da sua própria vida.  Toda esta problemática se deve à dureza de coração do homem, aliás, por esta razão, o SENHOR dirá por meio do profeta Ezequiel: “E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ez 11.19).

O texto em questão apontará a decadência da casa de Israel porque a sua liderança deu o mau exemplo conforme veremos ao examinarmos o texto: 

I – A Cegueira – “Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento” v, 14. Antes mesmo de discorrermos sobre este aspecto é preciso lembrar que os versos 3 a 5 destacam a habilidade do artífice, sendo que Jeremias enfatizará o modo hábil como o mesmo manuseia a madeira o metal e o tecido. No final das contas o resultado é uma verdadeira obra de arte. Todavia, tudo caí por terra quando fica evidente que o propósito é reproduzir a divindade, e sendo esta a motivação, a bela obra de arte ganha a conotação de uma massa fria e inexpressiva, visto que, até o homem e o menor dos animais é capaz de respirar, coisa que não acontece com a obra do artífice.     

II- A consequência– “A minha tenda está destruída, e todas as minhas cordas se romperam” v, 20. O lar é o seu porto seguro! Ao sair para trabalhar você não vê a hora de voltar para casa, ao viajar, por mais maravilhosa que seja o passeio em determinado moment, você ficará ansioso (a) para voltar ao seu lar. Você consegue imaginar o que é perder o teto da noite para o dia? Pois bem, Jeremias descreve aqui a ideia de nômades cujas tendas estão vulneráveis a ataques, sendo que os poucos que sobrevivem são levados como escravos. A mão do Senhor seria pesada sobre a casa de Israel como consequência da dureza de coração deste povo. 

2.1- “ninguém há mais que estenda a minha tenda” v,20 - A desolação prevaleceria, todos seriam de modo abrupto arrancados de seus lugares e não teriam mais liberdade para entoar louvores ao Senhor em ajuntamento solene, pelo  contrário, na condição de cativos seriam perseguidos e a angústia faria parte do cotidiano destas pessoas. 
I
II – A estupidez – “Porque os pastores se embruteceram, e não buscaram ao SENHOR; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se espalharam.” V, 21. Vale destacar que estamos falando de um povo teocrático e, portanto, o termo “pastores” descreve não só líderes espirituais como governantes. Esperava-se que estes líderes agissem com sabedoria ao ponto de conduzir a casa de Israel de acordo com os estatutos do Senhor, todavia, a característica desta liderança é a estupidez. Esta última palavra terá o mesmo significado daquela mencionada pelo apóstolo Paulo em Gálatas: “insensatos” (idiotas), quando acusa a igreja de ter se afastado dos caminhos do Senhor. O fato é que o profeta Jeremias acusa a liderança de ter dado o mau exemplo a ponto de todo o povo ter caído na idolatria. De onde se esperava a sabedoria e os bons conselhos, veio a estupidez e o descaminho. 

Você reconhece que há um só Deus e um só Senhor? Pois bem, a casa de Israel resolveu venerar as belas obras de artes feitas pelos artífices e os resultados foram mortes e cativeiro. O texto sagrado é claro ao afirmar que Deus não abre mão de sua glória, e que por esta razão, todo louvor e glória são devidos tão somente a ele. 
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Assumindo uma postura diferente II



Jr 10.6-11 Um forte indicador de que você incorporou a cultura pagã é quando para você tudo passa a ser natural.  Por exemplo, em pleno domingo à tarde você liga a TV e toda a família se assenta para assistir na busca de entretenimento, após cinco minutos de programação, todos são bombardeados por gestos obsenos, bate papos capciosos e de duplo sentido, além de danças para lá de sensuais. O que você faz? Muda de canal ou diz: A televisão perdeu o pudor, onde já se viu? Mas, continua assistindo como se tudo fosse absolutamente natural.   
Desafiando a casa de Israel a apresentar uma postura diferente, Jeremias continuará a sua argumentação.

I- O SENHOR é incomparável v, 6 “Ninguém há semelhante a ti ó SENHOR”. É feito aqui um contraste entre o Senhor e os ídolos, Jeremias diz que sob os seus cuidados está o destino de todo homem: “Clamai, pois, o dia do SENHOR está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação” (Is 13.6).

1.1- Em grandeza “tu és grande” em essência e no agir. “Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.” Sl 126.3. O texto descreve a grandeza de Deus manifesta em forma de graça e misericórdia em favor de todos aqueles que nele depositam a esperança.   Se por um lado a condição dos ídolos é apontada como nula pela própria condição deles, em contra partida, vemos o Senhor se manifestando: “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” Is 46:10. Em que lugar vemos baal ou moloque esboçando alguma ação? Pois é justamente para esta questão que o profeta Jeremias chamará a atenção da casa de Israel. 

1.2- Em poder “e grande o teu nome em poder”. As Escrituras nos apresentam este poder manifesto de duas maneiras, isto é, poder absoluto e poder ordenado. O primeiro consiste no fato de que ele pode todas as coisas sem restrições, já o segundo equivale a dizer que ele não fará absolutamente nada que contradiga a sua essência e que, portanto, esteja fora dos seus decretos. Quanto aos dois aspectos aqui mencionados Jesus disse: “Ou pensas tu que eu no poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? (poder absoluto) Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? (poder ordenado)” Mt 26:53. De modo que o ser e realizar de Deus não são aspectos excludentes, mas sim, que um completa o outro. Portanto, Jeremias destaca aqui O DEUS que na sua essência é poder e ao mesmo tempo enfatiza também o seu propósito de abençoar os pecadores.

II – A sua essência é diferente v, 10. Quando Jeremias descreve o deus dos gentios ele diz: “ensino de vaidade é o madeiro” v, 8, contudo, ao mencionar SENHOR da aliança ele aponta características inconfundíveis conforme destacaremos a seguir. 

2.1 – Ele é a verdade  v, 10 “Mas o Senhor é verdadeiramente Deus”. Jeremias o  contrasta expressamente com o deus dos gentios. O propósito de apontar a verdade como um atributo do Deus criador tem aqui um objetivo muito claro, que é o de levar a casa de Israel a crer nas promessas a ela feitas, sim, Jeremias quer deixar claro que não foi levantado pra pregar como resultado de uma boa ideia que alguém teve em determinando momento, mas sim, que foi levantado pelo único e verdadeiro Deus para anunciar a sua reprovação à postura tomada por aqueles que deveriam fazer a diferença, ao evidenciar um compromisso com a verdade.  

2.2 – Ele é vivo – Este é sem sombra de dúvida o ponto alto do discurso de Jeremias. Todo o esforço empregado pelo referido profeta consiste em fazer os seus ouvintes entender que apenas (אֱלֹהִ֔ים) Elohim  (Deus) é capaz de interagir, o que não ocorre com os deuses dos gentios. Portanto, por se tratar do Deus vivo, a casa de Israel é desafiada a depositar nele fé e esperança. O profeta desafia o povo a buscar na certeza da resposta, não se trata então de um monólogo, mas de ações, onde pecadores clamam e, Deus na sua graça inclina os seus santos ouvidos, a fim de manifestar misericórdia.  

2.3 – Ele é eterno – Um aspecto a ser mencionado aqui é que não encontraremos nas Escrituras nenhuma tentativa no propósito de provar que Deus existe, pelo contrário, os escritores sacros sempre partirão do pré-suposto de que ele existe, desta maneira, o esforço empregado consiste em testificar do seu Ser e agir. Se por um lado foi dito que os deuses dos gentios são idealizados por mortais e, portanto, têm início e fim, em contra partida, o Deus eterno será apontado como um ser transcendente, ou seja, não está limitado ao espaço e nem ao tempo. Esta conclusiva é de grande relevância para o mortal, pois, isso indica que o seu passado e presente não são desconhecidos do Deus eterno e que por esta razão, a ele pode ser confiado o futuro.  

Ao relatar a respeito da essência de Deus, o profeta Jeremias procura impactar a Casa de Israel, é como se ele mandasse pesar na balança os feitos do Deus de Israel com os feitos dos deuses dos gentios e, que não precisaria ir muito longe para se concluir que apenas o Deus eterno é digno de todo louvor e adoração.  Você não precisa de um deus para cada situação, pois o Deus vivo e eterno se propõe a suprir todas as tuas necessidade, para tanto, basta nele confiar. 
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assumindo uma postura diferente I



Jr 10:1-5 Um ditado popular diz que a voz do povo é a voz de Deus. Entretanto, vemos no texto uma exortação para que a casa de Israel faça a contra mão deste pensamento. Jeremias registra que indo no vácuo da maioria, Israel  estaria contra Deus. Com exceção da descrição da cidade de Nínive, onde de acordo com as Escrituras toda a cidade teria se voltado para Deus, nas demais partes do texto sagrado veremos que o que prevalecerá será a ideia de Amós capítulo nove onde apenas “um pouco” permanecerá fiel a Deus. O texto acima deixa claro que a voz do povo não é a voz de Deus e, que os servos do Senhor têm como incumbência fazer um caminho contrário daquilo que a maioria chama de natural, ainda que isto resulte em críticas ou perseguições das mais variadas.  

O texto começa com uma exortação ao povo de Deus. Qual é a mensagem do Senhor para o seu povo? Ao invés de ser influenciado seja você um agente influenciador! O profeta Jeremias mostrará como isso é possível por meio de três atitudes como segue.   

I- Atentando para a Palavra v, 1 “Ouvi a palavra que o SENHOR”  Temos aqui um oráculo, ou seja, o profeta age tão somente como porta voz, portanto, não havia aqui a emissão de opinião particular. Vale destacar também que este “ouvi” não consiste apenas em adquirir informações a respeito, mas sim, aplicar o coração no propósito de transportar o conhecimento adquirido para a vida prática. Mesmo porque, uma pessoa pode orgulhar-se de “conhecer” a Palavra de Deus (tomar conhecimento do que está escrito) sem, no entanto, manifestar o menor interesse de aplicar ao coração. Aqui aparecem aquelas figuras descritas por Cristo (casa na areia), Tiago (homem que contempla no espelho seu rosto natural), Tito (Onda do mar), todas estas figuras não passam de meros intelectuais da fé. 

II – Tendo uma postura diferente dos gentios v, 2 “Não aprendais o caminho dos gentios” (cegueira espiritual). Emprega-se o termo gentios para significar aqueles povos que não eram da família hebraica (Lv 25.44), mas também usa-se o mesmo termo para descrever os incrédulos, como é o caso aqui em Jr 10.25. O desafio era para que a casa de Israel servisse como modelo de temor e adoração ao SENHOR, contudo, o que se vê é um povo místico como os demais. Por esta razão, vem a exortação: “nem vos espanteis dos sinais dos céus”.  Os babilônios acreditavam que raios e trovões fossem manifestações dos deuses e este mesmo tipo de crença teria passado a fazer parte do cotidiano de Israel. Daí a afirmação de Jeremias “porque com eles se atemorizam as nações”, ou seja, o medo ao invés de temor em forma de contrição e obediência a Deus. 

III – Não acreditando na nulidade dos ídolos v, 3 “os costumes dos povos são vaidade” (Nulo).  “Obra das mãos do artífice”. Quanto a esta questão Isaías denunciará: “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.” (Is 45.20). Esta é exatamente a denúncia feita por Jeremias: “corta-se do bosque um madeiro” “com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.” Era preciso fixar a imagem muito bem, pois havia a crença de que caso se a mesma viesse a cair e quebrar, o deus ali representado poderia manifestar a sua fúria contra o adorador displicente. E para combater esta ideia o profeta dirá: “Não tenhais receio deles”, ”Não podem fazer mal”, “Nem tampouco têm poder de fazer bem”v, 5.  

Vivemos em uma época onde se combate todo e qualquer tipo de intolerância, inclusive a religiosa. Outra característica dos nossos dias é a pluralidade de ideias, sendo que nesta perspectiva cada um tem a sua verdade e, portanto, não existe valor absoluto e, sendo assim, toda tentativa no sentido de levar alguém a seguir um padrão chega a ser tirano e, portanto, inaceitável. Contudo, o que vemos no registro de Jeremias é que o SENHOR não abre mão da sua glória, sendo assim, seja por pura veneração ou com a finalidade de adoração, prevalece o que está contido no primeiro e no segundo mandamento. Faça a diferença!

Pastor Givaldo Santana 

sábado, 26 de outubro de 2013

Do aquebrantamento ao triunfo



Jr 33.1-13 A Bíblia registra vários momentos em que povos ímpios agem como varas nas mãos do SENHOR para disciplinar o seu povo. Contudo, se por um lado estes ímpios oprimiam o povo de Deus, em outro momento são punidos pela maldade do próprio coração. Entretanto, Jeremias deixa claro que é do propósito do Senhor ouvir e responder a todos aqueles que a Ele clamam. Com esta afirmativa queremos enfatizar que no texto lido identificamos desafios e garantias, conforme pode ser comprovado.

I- O apelo - “Clama a mim” v, 3 – Até meados da década de noventa era muito comum os pregadores gastarem mais tempo com o apelo do que com a exposição bíblica, contudo, chegou-se à conclusão de que a pregação em si já é o apelo ao coração do pecador e que, portanto, não compete ao pregador realizar a tarefa que é exclusivamente do Espírito Santo.  A lógica da coisa é que o aquebrantamento é decorrência do reconhecimento de miséria e pecados e só o Espírito é capaz de operar esta ação no coração do pecador. 

II – A garantia - “responder-te-ei”, “Anunciar-te-ei” “coisas grandes e firmes que não sabes” v, 3.  Se a condição de Jerusalém e Judá até então era de prostração, surgem agora garantias de que aquela realidade ganharia contornos diferentes e favoráveis ao povo de Deus. Os benefícios abrangeriam todos os campos que envolvem o ser humano, ou seja, espiritual, emocional e financeiro, conforme podemos observar: “Eu trarei a ela saúde e cura,” “lhes manifestarei abundância de paz e de verdade.” E continua: “removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel” “purificarei de toda a sua maldade com que pecaram contra mim; “perdoarei todas as suas maldades”. Isto equivale a dizer que a vida deste povo sofreria uma guinada de 360º. 

III – A queixa - “Porquanto escondi o meu rosto desta cidade, por causa de toda a sua maldade.” v, 5. O Senhor declara a razão pela qual aplica duro juízo ao homem, isto é, a rebeldia, o desprezo aos seus estatutos, a vaidade que é capaz de tomar o coração do pecador de maneira que o mesmo é levado a pensar que pode desprezar as ordenanças do SENHOR e, ainda assim, continuar bem. É muito comum encontrarmos pessoas apresentando justificativas para os seus atos pecaminosos como forma de se isentarem de suas responsabilidades e, desta maneira, alegam que não são culpadas e que, portanto, Deus tem que abençoá-las, afinal, elas são “inocentes”, contudo, a queixa do SENHOR mostra outra realidade posta.  

IV – O triunfo - “E este lugar me servirá de nome, de gozo, de louvor, e de glória,” V, 9. Dentro da cultura hebraica o nome não tem como objetivo apenas prestar uma homenagem a alguém como é o caso da cultura ocidental, mas sim, tem como propósito descrever uma realidade vivida em determinado momento, ou até mesmo marcar a história de uma família ou de um povo. Portanto, na vida daqueles que estavam prostrados e desolados o nome de YAHVEH “Javé” (SENHOR) seria exaltado de maneira que os de foram ficariam admirados pelo agir do SENHOR no meio do seu povo: “entre todas as nações da terra, que ouvirem todo o bem que eu lhe faço”, “espantar-se-ão e perturbar-se-ão por causa de todo o bem, e por causa de toda a paz que eu lhe dou.”  

Para que Jerusalém e Judá desfrutassem de todo este triunfo, era necessário primeiramente o aquebrantamento como reconhecimento dos pecados cometidos contra os estatutos do Senhor. O adversário de nossas almas tem enganado muitas pessoas, inclusive algumas que estão sentadas nos bancos das igrejas, de que não precisam rever as suas atitudes pecaminosas para ter que desfrutar dos cuidados do Senhor. O resultado disso são pessoas muito religiosas, porém, completamente distantes do Senhor e da Sua Palavra. Clame a Ele para que aquebrante o seu coração e desta maneira você certamente triunfará. 

Pastor Givaldo Santana 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O padrão de igreja ideal


At 9.31 Após ter passado por um período de ardente prova e perseguição, onde Saulo aparece como um dos principais atores, agora a igreja goza de um período de calmaria, como é próprio de toda guerra. Esta trégua segundo o historiador Flávio Josefo, deu-se porque em 39 D.C., o imperador romano Calígula resolveu colocar a sua estátua no templo com a finalidade de adoração, e isto atraiu a atenção dos judeus, dando assim, uma trégua para a igreja. 
 Em face desta nova condição, Lucas descreve que a igreja como um organismo vivo que é, continua a sua trajetória “no temor do Senhor” evidenciando algumas características: 

I - Edifica-se por ensino e amor (Cf. Rm 15.14) - Para sermos classificados como igreja, temos que ter como marca este amor e cuidado de uns para com os outros. Uma característica muito forte da igreja do primeiro século que é descrita por Lucas é o espírito de comunhão, aliás, esta é uma das razões pela qual o modelo de igreja emergente foge dos padrões bíblicos, visto que tem como uma de suas marcas o isolamento, pois enfatiza que apenas a sintonia do crente na vertical é o que efetivamente importa. Todavia, a tônica das Escrituras é que a nossa comunhão com Deus ficará evidente no modo como somos fortalecidos enquanto compartilhamos as nossas virtudes e defeitos rumo ao fortalecimento da igreja. 

II – Vive impulsionada Pelo Espírito Santo (Cf. Jo 14. 16,26) – É de fundamental importância que a igreja compreenda quem é e qual é o papel do Espírito Santo. Este termo nos remete para as seguintes idéias: “Exortação”, “Encorajamento”. É exatamente assim que Cristo se refere no texto acima. Outra idéia é: “consolo”, ou seja, “aquele que foi enviado para o lado de outro”. Portanto, ele exorta, consola e age como ajudador. Isto quer dizer que, assim como Cristo esteve com os seus discípulos, da mesma maneira o Espírito Santo se faria presente no cotidiano dos mesmos. Assim como Cristo foi enviado do Pai para a igreja, de igual forma o Espírito Santo, porém, Cristo agora volta para o Pai, a fim de nos preparar morada, enquanto que o Espírito vem preparar o coração da igreja para que Deus habite. 

III- Cresce pela evangelização dos perdidos  At 8.4
Não temos como pensar em modelo ideal de igreja, sem inevitavelmente ligá-la à sua tarefa missionária. Portanto, seja em meio às provas ou na calmaria, em qualquer circunstância ou lugar você tem como papel testificar dos feitos de Deus. Aqui está outra característica muito presente no livro de Atos, isto é, em todo momento Lucas relata os servos de Deus compartilhando as suas experiências de fé. A convicção dos apóstolos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20) era a mesma esboçada pelos demais integrantes da igreja, de modo que Lucas registra: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47). 
Pensar em igreja ideal nem de longe consiste em apontar um grupo isento de incorrer em equívocos e erros, mas se tem algo que lhe qualificará como aquela que está no caminho certo é a presença do “temor do Senhor”, que lhe possibilitará o anseio por evidenciar as características descritas acima.  Visto que se trata de pontos cruciais para a subsistência da igreja e, justamente por esta razão, aparecem aqui como marcas de uma igreja ideal. 

Pastor Givaldo Santana

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Resgatando o fervor espiritual da igreja


I Ts 5.19 Uma foto postada na internet esta semana de um veículo importado sendo levado para dentro do templo, a fim de ser ungido, reascendeu uma discussão entre pastores sobre a dinâmica da igreja na atualidade. Em meio ao debate caloroso, composto por opiniões diversas, concluiu-se que uma ala da igreja vive uma luta constante para lançar novidades todos os dias, no propósito de manter pessoas místicas no recinto sagrado, enquanto que a outra ala permanece estagnada, fria e indiferente; o que nos leva a entender que ambos os lados distanciaram-se da proposta original. 

No texto em questão, Paulo destaca que a igreja não deve desprezar a profecia, que aqui refere-se ao ensino, ou a exposição das Escrituras feita pelos apóstolos e demais líderes ao povo de Deus. Atrapalhar a ação do Espírito Santo, portanto, equivale a não colocar o coração na Palavra de Deus, pois, o Espírito Santo é como uma chama viva em nossa vida, contudo, Ele pode apagar por falta de manutenção. Vale ressaltar que o prejuízo aqui de modo algum recai sobre Deus, mas unicamente na vida daqueles que apagam o Espírito em suas vidas. 

Dentro desta perspectiva é correto afirmar que o evangelho tornou-se uma paródia na vida de muitos crentes. E o resultado claro desta realidade é a frieza espiritual que tem tornado muitos indivíduos apáticos e voltados para si mesmos, razão pela qual tem faltado vivacidade espiritual na vida da igreja. E como consequência, a coragem para servir, o desejo de crescer na fé e a disciplina da oração estão congelados. Sendo assim, o estudo e a vivência das Sagradas Escrituras é quase nulo e o evangelismo está fora de cogitação.

É por todos estes fatores que a frieza espiritual precisa ser substituída pelo fogo do Espírito Santo que desencadeará em três atitudes essenciais para a igreja:  
a) Nos convoca ao estudo profundo das Sagradas Escrituras, que resultará em uma vida irrepreensível, santa e íntegra.  
b) Nos coloca de joelhos dobrados e coração quebrantado diante de Deus (Adoração).
c) Nos impulsiona a pregar o evangelho com coragem e destemor. 

Este Fogo que tira a impureza pela confissão de um coração arrependido é também o Fogo que nos permite evidenciar amor por Deus e Sua Palavra. É Este Fogo que nos fortalece na santificação sem a qual ninguém verá a Deus. Portanto, o crente que apaga o Espírito Santo se distancia do Senhor, dá mau testemunho e, fica indiferente no tocante a necessidade de compartilhar da sua fé com as demais pessoas. 

Pastor Givaldo Santana 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Qual é o real valor da igreja?


Ef 5.25-27

Introdução 

Recentemente recebi um email com o título: IBGE: quase 1 milhão de evangélicos saem dos ‘templos’ por ano (Por Ákel Edin).  Segundo Edin todo o esforço da reforma caiu por terra. A podridão que tanto os reformadores condenaram ao propor a reforma protestante, está presente na igreja hoje. E, por isso, ele sugere a adesão de movimentos que estão presentes em diferentes países como: “‘Caminho da graça’ de Caio Fábio, e o ‘Show tem que parar’ do irmão Paulo, e as igrejas orgânicas que começaram nos EUA com Frank Viola”. Estes movimentos apresentam a igreja enquanto instituição, como um sistema falido, e propõe reuniões informais nas casas, citando como exemplo a igreja primitiva.  Edin conclui a sua argumentação fazendo o seguinte desafio: “Ore antes de comer, de dormir, ao acordar… Tenha bons costumes”. Para ele fazendo estes exercícios diários você estará cumprindo o seu papel na qualidade de discípulo de Cristo. 
Muito embora eu discorde da postura acima descrita, a minha consciência pede para que eu concorde com uma afirmativa descrita acima, como sendo verdadeira, ou seja, a igreja vem progressivamente se distanciando do pendão levantado pelos reformadores. O espaço não me permite, mas em poucas palavras, afirmo que existe um distanciamento real das Escrituras. Contudo, quero destacar aqui, ainda que de modo breve, o real valor da igreja de Cristo. 
Contextualizando a passagem, o apóstolo Paulo enfatiza o real valor do matrimônio, e como ilustração ele descreve o amor de Cristo pela igreja. Espero que não esteja usando aqui um texto para pretexto, mas pretendo destacar apenas a ilustração comparativa, onde o apostolo enfatiza o real valor da igreja.  O matrimônio é considerado como símbolo da relação entre Deus e seu povo, esta ideia atravessa toda a Bíblia, aliás, o termo aliança já trás consigo este sentido. 
I – A entrega “si mesmo se entregou por ela” v, 25, 26. No evangelho de João este ensinamento é muito claro: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Jo 10:11.   O apostolo Paulo destaca que esta entrega teve algumas motivações, isto é, “Para a santificar”  (separar para o serviço a Deus), e “Para purificar” (Livrar da culpa do pecado e da corrupção). Os dois termos estão ligados, pois a santificação vem por meio da purificação. Quanto ao meio através do qual isto se dá ele declara: “Pela palavra”, (Jo 17.17) esta é a Palavra que descreve as promessas de Deus apara o seu povo.  
II - A motivação “Para a apresentar a si mesmo” v 27. O que teria motivado Cristo a se entregar? Na cultura que Paulo tem em mente, após os noivos firmarem o compromisso, dava-se início a um período festivo que podia ir de sete a catorze dias, onde a noiva se produzia para apresentar-se ao seu amado.  Portanto, após ter passado por todo um processo, a igreja se apresentará ao seu Senhor como uma “Igreja gloriosa”. Para tanto, ela precisará estar “Sem mácula”. A ideia aqui é: sem contaminação, que refere-se aos aspectos morais e espirituais, reforçado pelo termo: “Nem ruga” (contrair), que expressa o sentido de pecado.  
     III- O propósito “Porém ”v, 27. Para que este esforço empregado em prol da igreja? São dois os motivos. Para apresentar ao Senhor uma igreja: 1) “Santa” (separado do uso comum para Deus), 2) “Irrepreensível” (Sem culpa cf. Nm 6.14). Fica claro no texto que Cristo está trabalhando na vida da sua igreja, que embora no presente momento ela pareça bem distante do ideal, na verdade, está passando pelo processo de purificação por meio da Palavra, a fim de apresentar-se ao Cordeiro de modo impoluta para louvor e honra daquEle que reina hoje e sempre. 
O que dizer das acusações que são feitas à igreja evangélica dos nossos dias? Eu ousaria dizer que até têm pessoas não convertidas em seu meio, sejam lideres ou liderados, contudo, embora o mau testemunho e o distanciamento das Escrituras seja uma realidade, eu não posso simplesmente generalizar como se a podridão estivesse presente na vida de todos aqueles que fazem parte de uma denominação constituída. Portanto, sou da opinião de que todo extremo nos leva a percorrer caminhos perigosos, lembrando ainda que em outro lugar Paulo orienta seu leitores a examinarem tudo, mas que retivessem apenas o bem.  Entendo que o Senhor da igreja está no controle, e que no tempo determinado pelo Pai ele virá para separar Joio e trigo. 

Pastor Givaldo Santana 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que importa?


É manter a alegria da salvação

I Pd 1.3-13 Este certamente não é o mesmo Pedro impulsivo e cheio de fraquezas descrito nos evangelhos. Depois de tantas provas e já nos seus últimos dias de vida, um homem maduro compartilhará da sua experiência com os demais irmãos que sofriam grande pressão por causa da fé. 
Pedro escreve esta epístola por volta de 64 d.C. A esta altura Roma tem grande parte da cidade queimada e os moradores colocam a culpa no imperador Nero, que por causa dos seus projetos ambiciosos teria provocado tal catástrofe, porém, como Nero sabia que os romanos não viam os cristãos com bons olhos, ao ser acusado, disse que na verdade os cristãos teriam sido responsáveis pela queimada, como resultado, foi levantada uma furiosa perseguição contra os cristãos. 

Ao escrever aos irmãos, o apóstolo Pedro teve como finalidade desafiar àqueles que estavam dispersos na Ásia menor para que permanecessem firmes nestes tempos difíceis. Eles tinham nascido de novo por meio da ressurreição de Cristo e, por isso, deviam manter no coração a viva esperança. Pedro afirma que a confirmação da fé que tinham por meio do teste é mais preciosa do que o precioso ouro refinado. Sendo assim, deveriam, por esta razão, preparar as suas mentes para buscar a Cristo em santidade, movidos pela esperança cristã que repousa no fato de ter Deus ressuscitado o seu Filho Jesus Cristo dentre os mortos. 

A epístola tinha como objetivo duas questões básicas: A) Fortalecer os irmãos e B) Alimentar o rebanho de Deus. Pedro inicia a sua argumentação destacando alguns fatos gloriosos da salvação. No primeiro momento diz que fomos escolhidos pelo Pai; segundo que fomos feitos santos pelo Espírito e terceiro que somos purificados pelo sangue do Filho. Daí ele argumenta que a nossa salvação está garantida por três fatores: A) A prova (v,3) – “Ela é garantida pela ressurreição de Cristo”, B) A permanência (v,4) – “Ela é mantida nos céus para nós”, C) O poder (v,5) – “o imenso poder de Deus assegura-nos que chegaremos seguros no céu. Por todos estes fatores é que Pedro argumenta que a  alegria da salvação não deve limitar-se às circunstâncias.

Ligados a todos os aspectos mencionados vemos no texto três ênfases: 
I- A viva esperança v, 3 “Centralizada em cristo”. Dentro desta perspectiva o autor aos hebreus diz que o que se vê não é esperança. Talvez se aqueles irmãos olhassem para os episódios que os cercavam corriam o risco de concluírem que nada daquilo valia à pena, mas o apóstolo cuida de animá-los sob a alegação de que a obra operada em seus corações havia sido concretizada por Cristo e que esta salvação não estava limitada ao circunstancial, mas que era de caráter duradouro. 
II- A herança incorruptível e imarcescível v, 4. Temos aqui aquela ideia expressa por Cristo em Mateus 6 quando fala a respeito do tesouro nos céus, onde ladrões não minam, não roubam e nem a ferrugem ou a traça tem a capacidade de comprometer o seu real valor. Portanto, não eram as provações que fariam aquela herança murchar, pelo contrário, a pressão aplicada só serviria para confirmar o quanto eram fervorosos e estavam dispostos a padecerem pela causa do evangelho. 
III- O poder divino que preserva em meio às provas: VV 5-8. Aqui podemos destacar três pontos através dos quais os irmãos poderiam extrair deste poder: Por meio da fé v, 5; pelo regozijo nas provas v, 6; em amor e gozo indescritível, 8. A ideia é muito clara, Pedro argumenta que a força para vencer a prova não estava contida essencialmente no crente, mas em Deus que fornece o suporte(fé) necessário para que não fiquem prostrados pelas circunstâncias ameaçadoras.
É fato que a igreja não gosta de passar por provas, mas é verdadeiro também que os servos de Deus sabem que em grande ou pequena escala elas sempre vêm. Muito embora eu não seja muito favorável às frases prontas que são rotina no meio evangélico, abrirei uma exceção aqui para dizer que Deus não nos poupa das provas, mas nas provas. Precisamos ter em mente também que as provações nunca têm um fim em si mesmas, mas que levarão sempre a um propósito muito maior. Lembre-se que Deus não está indiferente à tua causa.  
Pastor Givaldo Santana 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O que importa?


At 5.17-30 Normalmente as tramas de investigação envolvem bastante pressão por parte dos investigadores para obter a informação desejada. Alguns cedem diante do primeiro aperto, enquanto outros resistem o máximo que podem porque sabem que as informações desejadas podem colocar em risco uma operação e até os interesses de uma nação. O texto acima relata um momento crucial para o cristianismo, pois os apóstolos são pressionados a desistirem da ideia de serem embaixadores à custa da própria vida.  Qual a sua reação diante das pressões? O propósito aqui é enfatizar a postura dos apóstolos como sendo um modelo para a igreja de Cristo. 

I – A oposição v, 17 “levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos que estavam com ele”.  A presença e pregação dos apóstolos incomodavam, sobretudo porque ameaçava o sistema político e religioso ali constituído. Em relação ao aspecto político o que Roma menos queria era o estouro de uma revolução e, como não entendiam muito bem o propósito dos apóstolos, era muito melhor que aquele “movimento” fosse desmobilizado antes de ganhar proporções gigantescas. 
Já em relação ao aspecto religioso, o texto diz “... a seita dos saduceus, tomaram de inveja” v, 17. A bíblia cita duas alas religiosas existentes nos dias de Jesus, a saber, os fariseus e saduceus. Acontece que os saduceus não acreditavam na vida após a morte e, portanto, negavam a idéia de ressurreição, por isso, fizeram tanta oposição aos apóstolos que anunciavam o Cristo ressurreto, além do mais, ao contrário dos fariseus, eram pessoas abastadas e por esta razão tinham influência o suficiente para tirar seus opositores da jogada. Portanto, como àquela altura os apóstolos já tinham caído na graça do povo, o mais urgente a fazer seria tirá-los de cena, daí a parceria religiosa e política no intuito de calá-los: “Prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública”v, 18. Contudo, Deus tinha um propósito maior a realizar por meio daqueles homens, conforme veremos a seguir.  

II- A ordem v, 19,20 “Ide e apresentai-vos no templo”. Qual o motivo desta ordem? Pela manhã por volta das nove da manhã, uma grade multidão se reuniria no templo para oferecer sacrifícios e, portanto, um momento propício para que o evangelho fosse anunciado. Aprouve a Deus ter libertado miraculosamente os seus servos, agora os impele a colocar-se em uma hora e local estratégico para denunciar os pecados e fazer um apelo ao arrependimento.
Grande susto tomaria  os  soldados  ao  irem  até  a  salinha insalubre para  buscar os prisioneiros para as autoridades interrogá-los. “... a ninguém encontramos dentro” v 23. A idéia aqui é a de um grande silêncio. Eles ficaram atônitos sem entenderem o que exatamente teria acontecido, aliás, a mesma reação tomará também as autoridades: “Então o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.” V, 24. Ao chegarem ao templo, lá estavam os apóstolo cumprindo o que lhes foi determinado. Contudo, os soldados não queriam correr o risco de serem apedrejados pelo povo e nem as autoridades, daí a razão pela qual os pregadores não foram tratados com hostilidade, conforme registra o verso 26: “Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).” Na seqüência veremos o desfecho daquela situação.

III- A decisão v, 29 “Importa obedecer a Deus do que aos homens”. Esta foi a resposta que aquelas autoridades obtiveram ao inquirirem os apóstolos sobre a desobediência de continuarem anunciando o Cristo ressurreto. A vida deles certamente estava por um fio, mas o comprometimento deles na condição de embaixadores era muito maior.
É fato que temos na própria Palavra de Deus a determinação expressa para obedecermos às autoridades constituídas, porém, eles estavam ali obedecendo aquele que é muito maior. O fato é que eles estavam tão envolvidos com aquela causa que não pouparam palavras ao acusarem as autoridades ali presentes de serem coniventes com a morte de Cristo. Aliás, aquela acusação deixou políticos e religiosos tão furiosos que decidiram imediatamente pela morte dos pregadores, que só foram poupados devido à intervenção de um fariseu cujo nome era Gamaliel.
Os apóstolos estavam convictos quanto à posição que deveriam tomar diante da pressão e até mesmo à custa da própria vida. Decidir por obedecer a Deus sempre deixará os transgressores furiosos e, portanto, sempre virão com toda força para cima daqueles que apontarem seus erros à luz das Escrituras.
Quanto à realidade dos nossos dias, a sociedade quer nos moldar com suas práticas e valores, é um sistema perverso sem parâmetros espirituais, com uma idéia de sexualidade distorcida e intelectualmente comprometida, quanto a este último item basta atentarmos para as músicas mais tocadas no rádio e televisão.  Portanto, somos conclamados a tomarmos a mesma postura dos apóstolos e com ousadia declararmos que nos recusamos a ceder às imposições diabólicas, pois somos súditos e embaixadores do Rei. Decida se você quer ser aplaudido por todos os homens ou rejeitado por Deus. O que importa? É obedecer a Deus. 


Pastor Givaldo Santana