segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Implicações do Pai Nosso IV
Texto: Mt 6.10b
A submissão
“... Faça-se a tua vontade,
assim na terra como no céu”
Introdução
Esta petição de Cristo contraria a visão
antropocêntrica e humanista dos nossos dias, pois ao contrário das afirmativas
destas correntes de pensamentos, que colocam o homem como a base do existir, as
Escrituras apontam para Deus como a fonte motivadora de todos os valores que
norteiam a humanidade, daí a postura de Cristo em colocar o homem em posição
submissa.
Em que consiste esta submissão? Ela ocorre na medida em
que submetemos à apreciação de Deus os nossos projetos e sonhos.
A característica da oração sincera é que ela buscará
sempre submeter-se à vontade de Deus. Vale lembrar que esta não é uma postura
puramente racional, mas que emana da ação do Espírito Santo em relação à
disposição do nosso coração.
É importante destacar ainda que a petição: “Faça-se a tua vontade”. Não é a
declaração de um soldado derrotado em um campo de batalha, mas sim, a
manifestação sincera de alguém que declara depender e confiar a condução dos
seus projetos e sonhos nas mãos do Senhor.
O salmista sabia muito bem da importância desta submissão
e, por isso, disse: “Deleito-me
em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.” Sl 40:8
É
simplesmente fabuloso quando o coração piedoso volta-se para Deus sabendo que
ele quer o melhor para os seus servos. Olhem para a postura de Cristo sobre a
sua disposição no tocante à sua submissão ao Pai: “Jesus
disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar
a sua obra” Jo 4:34. Você está apto (a) para fazer uma declaração desta natureza?
Pois é exatamente isto que declara quando pede: “Faça-se a tua vontade”. A questão da submissão era algo tão intenso na vida de Cristo que ele disse:
“Porque eu desci do céu, não para fazer a
minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Jo 6:38
Estaria você com o coração
disposto a submeter-se à vontade soberana do Senhor, ou a oração do Pai Nosso
não passa de uma repetição mecânica em sua vida?
Rev. Givaldo Santana
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Um ditado popular e sua verdade
Existem muitos ditados populares que
atravessam gerações e que reproduzem grandes verdades, muito embora alguns não
correspondam à realidade, como por exemplo: “Deus tarda, mas não falha”.
Estamos aqui diante de uma inverdade, pois Deus na condição de criador e
dominador do tempo, jamais tarda. Mas podemos citar outro ditado que
corresponde à verdade: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. E
assim os adágios vão cruzando o nosso caminho.
Quero chamar a atenção do leitor para um
ditado de muita relevância para abordar aqui: “A pressa é inimiga da perfeição!” Caso você nunca citou esta frase
em algum momento, já deve ter ouvido uma dezena de vezes. O ponto em questão é
que este ditado nos apresenta em suas entrelinhas profundos e relevantes
ensinamentos respaldados nas Escrituras.
Observe
o registro de Moisés: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera,
descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.” Gn 2:2. Vamos refletir um
pouco; não teria Deus poder para criar todas as coisas em um único dia e de uma
só vez? É obvio que sim, entretanto, ele achou por bem fazer por etapa e
durante seis dias. Isso te ensina alguma coisa? Muito embora nos nossos dias o
tempo seja considerado algo absolutamente caro, é importante entendermos que “A pressa é
inimiga da perfeição!” Depois que Deus deu a sua obra por concluída ele a
contempla: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito
bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.” Gn 1:31.
É
preciso ter consciência de que na nossa vida, as mudanças expressivas demandam
tempo, como por exemplo: Na nossa família, alcançar os alvos demanda tempo. Na
vida profissional, os objetivos que visamos demandam tempo. Então eu pergunto: Por
que temos tanta pressa? Lembre-se que dar tempo ao tempo é um santo remédio,
pois chorar pelo leite derramado é tempo perdido.
Rev. Givaldo Santana
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Implicações do Pai Nosso III
Mt 6.10 Na oração do Pai
Nosso Jesus faz seis petições: A primeira consiste em que tenhamos uma visão
correta sobre o que vem a ser santificação. A segunda está relacionada à vinda
do reino: “Venha o teu reino”. O que
está contido nesta petição? É o que veremos nesta oportunidade.
A vinda do
reino só se configura como realidade no momento em que o Espírito Santo opera
com poder na vida do pecador. É
exatamente este o teor do pedido de Cristo, isto é, no momento em que elevamos
a nossa voz em oração, devemos clamar a Deus para que a mensagem libertadora
encontre lugar no coração iníquo. Daí a razão para afirmar à luz das Escrituras
que a vinda do reino no coração do pecador requer oração fervorosa: “E, tendo orado,
moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito
Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (At 4.31).
A ênfase
que encontramos na segunda petição é que O Reino já chegou e está aqui, mas
ainda está ausente de muitos corações. Olha o que Cristo afirma em outro
contexto: “... eis que o reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21b).
Basta uma
olhada para o nosso redor e concluiremos que inegavelmente o progresso na
evangelização não caminha no mesmo ritmo da iniqüidade, e por saber desta
realidade Cristo ensina aos seus discípulos a clamar pela misericórdia de Deus
em favor daqueles cujos corações estão cheios de rebelião contra Deus e a sua
Palavra.
A igreja
precisa entender claramente que, para que haja mudança no coração do pecador,
faz-se necessário que a graça e o poder de Deus operem eficazmente na sede das
emoções e das vontades, isto é, no coração. Sem que isto ocorra o pecador tende
a se enganar em pensar que basta apegar-se a algum tipo de credo e já terá sido
o suficiente para lhe colocar em uma posição confortável perante Deus. Porém,
Mauricio Andrade muito sabiamente nos informa que: “Deus não nos chamou para
sermos crédulos, mas crentes! Jesus Cristo nos ensina o dever de amar a Deus
com entendimento”.
Vale lembrar que o estabelecimento
do Reino de Cristo nos corações exige esforço da igreja: “venha o teu reino” temos
nesta petição uma oração pela atividade missionária Ap 6.2 (Jesus reina
eternamente).
Você tem pregado
esta verdade? É fato que Somente o Espírito Santo pode persuadir o pecador de
modo eficaz a crer, mas você pode ser um canal de bênção para levar esta
mensagem. Vale lembrar que o crente não está diante de uma tarefa fácil como
observa Heber Carlos de Campos: “Iluminação moral e espiritual é aceita sem
dificuldades, mas redenção por uma operação somente divina é uma proposta
escandalosa. Por isso, o evangelho é a notícia, novidade totalmente
desconhecida entre os homens”. Portanto, a idéia não é só para que o reino
venha extensivamente, mas também para que ele se estabeleça intensivamente, com
isto, quero dizer que o propósito deve ser não somente para alcançar o máximo
de pessoas, mas também para que estava palavra invada e persuada cada um dos
alcançados. Que a sua oração seja: “venha o teu reino”.
Rev. Givaldo
Santanaterça-feira, 26 de junho de 2012
Implicações do pai nosso II
Mt 6 . 9 Após enfatizar a importância de reconhecer que Deus está entronizado nas alturas, Cristo agora invocará a Sua santidade, “santificado seja o teu nome”. A teologia enfatizará vários atributos de Deus, sendo uns comunicáveis e outros incomunicáveis, ou seja, algumas qualidades são restritas a Deus, enquanto outras podem estar presentes também na vida da pessoa piedosa.Não podemos falar em santidade sem nos lembrar do superlativo revelado por visão ao profeta Isaías: "Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Isaías 6:3). Esta tríplice repetição expressa ideia de “santíssimo”, isto é, perfeita santidade. Encontramos a mesma ênfase em Apocalipse: “E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.” 4:8). Como se pode ver, tanto o Antigo, quanto o Novo Testamento abordam a santidade de Deus.Mas afinal de contas, por que ao ensinar os apóstolos a orar Cristo enfatiza a santidade de Deus? Você lembra que falei sobre atributos comunicáveis? Pois bem, você deve ter uma visão da excelência de Deus ao dirigir-se a Ele em oração. Com isto quero dizer que sem uma vida de santidade a sua oração não passará de pedidos carnais, frutos de uma vida corrompida pelo pecado: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” Tg 4:3. De acordo com o Breve Catecismo, a palavra santificar na Bíblia descreve a idéia de tirar do uso comum para o uso sagrado, ou ainda tornar moralmente puro ou santo (1 Co 6.11).Diante das afirmações acima, você se acha apto (a) para fazer a oração do Pai Nosso? O intuito não é te desmotivar, mas sim, te levar a ter uma vida de santidade de maneira que você ore na certeza de que o Senhor inclinará os seus santos ouvidos para o teu clamor. Para tanto, se faz necessário que você morra para o pecado (Rm 6.11), e seja vivificado pela graça (Rm 6.13) é isto que denominamos de Santidade, que aliás o autor aos Hebreus é bem taxativo: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” Hb12:14.Você está apto para fazer a oração do Pai Nosso ciente da responsabilidade que está chamando para si? O modo como você vive perante Deus te dá certeza de que virão as respostas para as tuas orações? Caso a sua resposta seja negativa não há razão para desânimo, faça um exame introspectivo e decida viver em santidade.Rev. Givaldo Santana
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A Dinâmica do Amor e Alegria no Casamento Feliz
O Casamento é a eutanásia do romance. Essa é uma das frases do filme A
História de Nós Dois que reflete o senso comum da nossa sociedade sobre o
casamento. Outro exemplo disso é que um dos símbolos do casamento é a forca.
Encontramos milhares de ilustrações no google, em brincadeiras com os
noivos, vinculando o matrimônio a uma
rotina desgastante e pesada. Que o melhor da vida está ficando para trás.
Infelizmente há uma triste
realidade em grande parte de casamentos que mais parecerem martírios eternos do
que felizes para sempre. Isso porque ao passar do tempo e chegada da rotina foi
se perdendo o brilho nos olhos, a emoção, a novidade e o encantamento. É por
isso que muitos concordam que realmente o casamento é a eutanásia do romance.
Essas coisas causam
ressonância no conceitual sobre o casamento e diminuem algo que é extremamente
maravilhoso e objeto de alegria e amor. Isso acontece porque muitas pessoas são
mal resolvidas e não conseguiram satisfazer uma pessoa e tentam se satisfazer
em muitas. Isso acontece porque querem viver o vigor de seus vinte anos e estando com quarenta. Isso acontece porque não conseguem lidar com
os desafios do matrimônio e se escondem no conceitual popular de que o
casamento é uma forca triste e extenuante. Enfim, isso acontece porque não
descobriram a proposta de um casamento feliz que mantem a chama acessa da
alegria e amor.
Por isso quero convidá-lo a
refletir sobre a gênese do matrimônio. Aqueles elementos que estavam presente
no início do relacionamento e que foi se perdendo com o tempo. E por isso quero
falar sobre a verdade da afeição, devoção, exclusividade, acolhimento e
segurança no matrimônio. Esses são os elementos de um lar que consegue manter o
amor e alegria tendo sua estrutura firmada em Deus. É possível um Casamento e
uma Família Feliz. Mas para isso precisamos nos divorciar do senso comum do
casamento e nos firmarmos no senso divino de matrimônio.
Pr. Fábio Itosexta-feira, 8 de junho de 2012
Implicações do PAI NOSSO I
Mt 6.9 “Pai
nosso, que estás nos céus”. Antes
de pensarmos em nós mesmos e de orarmos pelo nosso semelhante, devemos primeiramente
ser reconhecedores da glória de Deus. Por mais grave e urgente que sejam as
nossas necessidades, Deus deve ter a primazia. Esta afirmação tem o seu
respaldo em Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus,
e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Veja ainda a
declaração dos serafins: "Santo,
santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia de Sua glória” Isaías 6:3
O CATECISMO MAIOR inicia a sua série de
perguntas assim: Pergunta 01: “Qual é
o fim supremo e principal do homem? Resposta: “O fim
supremo e principal do homem é glorificar a Deus ( Rm11.36; I Co 10. 31) e
gozá-lo para sempre”( Sl 73. 24- 26; Jo 17. 22- 24).
Não podemos
falar em maturidade espiritual sem entender que ela se resume numa vida
concentrada e focalizada sobre a pessoa de Deus, e que tudo deve visar o louvor
da sua glória: “Portanto, quer comais
quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 1 Co 10:31.
A glória de Deus está diretamente ligada à
Sua própria natureza. Ao afirmar isto estamos dizendo que Deus não depende da
glorificação por parte do homem, pois esta glória lhe é intrínseca, ou seja,
faz parte da Sua pessoa e essência.
Atente para o pedido de Moisés: “Então ele disse: Rogo-te que
me mostres a tua glória. Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade
por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei
misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me
compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum
verá a minha face, e viverá.” Êx. 33:18-20
Esta declaração explica porque
Cristo vem enfatizando para que as pessoas não chamem glória para si, pois está
escrito: “Eu sou o SENHOR; este é o meu
nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu
louvor às imagens de escultura.” Is 42:8
Portanto, a nossa oração deve prioritariamente ressaltar a glória de
Deus para que não oremos com motivações erradas: “Pedis, e não recebeis, porque pedis
mal, para o gastardes em
vossos deleites.” Tg 4:3.
Aprendemos
com Cristo que todo aquele que eleva a sua voz em oração, deve inicialmente ser
reconhecedor da glória de Deus. Esta postura indicará maturidade e entendimento
das Escrituras. Do contrário veremos um ato de loucura, quando se dizendo
reivindicadores das promessas, veremos pessoas orando assim: Eu não aceito, eu determino etc. Lembre-se
das palavras ditas acima para Moisés. Portanto, reconhecer a glória de Deus e
que Ele está entronizado acima de tudo, não só indicará maturidade espiritual,
como também te coloca como um forte candidato a glorificá-lo pelos seus grandes
feitos em tua vida.
Pastor
Givaldo Santana
































