Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á



Mt 7.7 Certa vez uma garotinha observava quando a sua mãe passava creme no rosto e pergunta: Mãe para que isso? E a mãe lhe responde: É para ficar bonita. Um minuto depois a mãe começa a passar o lenço no rosto para remover o creme e a garotinha lhe pergunta: Qual o problema mãe, já está desistindo?
            Você já esta desistindo? Muitas pessoas param de orar e de meditar na Palavra porque desistiram de Deus! Após ter ensinado sobre a preciosidade da Palavra, Jesus faz uma declaração definitiva e dinâmica de que Deus ouve e responde a oração! Porque não desistir? Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-áV, 7. É importante ressaltar que a oração é o único assunto repetido no sermão da montanha, isto indica que esta prática é indispensável na vida cristã, motivo pelo qual afirmo: Se queremos obter a resposta de Deus para os nossos anseios faz-se necessário uma vida de oração.
Analisemos três verbos aqui: Pedir, Buscar e Bater. Eles aparecem no imperativo, e se é uma ordem, não orar configura-se em pecado: “E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito 1 Samuel 12:23. A disposição para pedir não indica muito esforço, até porque, você pode apresentar uma série de reivindicações sem que muitas delas representem suas reais necessidades. Já em relação à busca, há uma dinâmica diferente, pois isso exige emprego e laborioso esforço no propósito de descobrir o que de fato Deus tem reservado para a sua vida, isso demanda empenho e insistência. Já sobre o ato de bater indica um foco definido, isto é, visto que você sabe exatamente o que espera que Deus realize, faz-se necessário a persistência por meio da oração até obter da parte de Deus a resposta que se necessita.
Quando o assunto é oração, é correto afirmar que ao negligenciar esta ordenança você incorre em pecado contra três pessoas: A) Contra o Senhor que ordena que você ore b) Contra aquelas pessoas que precisam de suas orações e c) Contra você porque está deixando de ser um canal de bênção para a vida de outros: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado (Tg 4:17).  
A declaração de Jesus está no tempo presente e no grego esta expressão indica uma ação contínua. Peça e continue pedindo, busque e continue buscando, bata e continue batendo. Não pare! Um aspecto a ser destacado aqui é que Pedir expressa dependência e isto equivale a dizer que ninguém pode ficar tão rico e tão poderoso a ponto de não depender mais de Deus. Billy Graham afirmou certa vez: “O céu está cheio de resposta às orações pelas quais poucos estão dispostos a pedir”. Você já imaginou até onde poderíamos ir ou até onde poderíamos ter ido se orássemos mais? Atente para a declaração do salmista: “Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.” Sl 84.11
Olhe para a essência de Deus: Ele é amável, misericordioso, gracioso, perdoador, acessível, disponível e generoso. Você já estudou a história dos monarcas? Diante dele só se apresenta quem é convidado e, em alguns casos é preciso aproximar-se de costas ou até rastejando-se, a aproximação é cautelosa e ele está sempre em um nível mais alto indicando desta forma que o súdito está debaixo dos seus pés. Porém, com Deus é diferente: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” (Hb 4.16). Em um DEUS assim vale apena confiar e depositar nele os nossos anseios e confiança. Você já está desistindo?
Pastor Givaldo Santana

sábado, 15 de setembro de 2012

Não Julgueis



Mt 7.1-5 Conta-se que certa vez um passageiro foi até a cabina do navio e pediu ao comandante para guardar seus objetos de valor por não confiar no acompanhante de quarto, a resposta foi: tudo bem, alguém já veio aqui e fez a mesma solicitação.
Você já parou para pensar no quanto as pessoas são críticas e estão sempre dispostas a encontrar defeito nas outras? A abordagem que Cristo faz aqui irá na verdade nos orientar sobre qual deve ser a nossa postura quando o assunto é julgar; afinal de contas, devemos julgar ou não? É exatamente isso que passaremos a analisar levando em consideração que Cristo nos apresentará dois aspectos negativos e um positivo a respeito do julgamento.
       a) Nós não deveríamos apreciar julgamentos v,1 - A ideia aqui é a de julgar alguém de forma crítica e hipócrita. Existe uma diferença entre confrontar o pecado e condenar o pecador, sendo assim podemos julgar métodos, porém não os motivos. É muito simples; o erro está em usar o padrão errado com a motivação errada, razão pela qual afirmo que, o único método eficiente para aplicarmos o julgamento é utilizando a Palavra de Deus, mas quando fazemos isso usando os nossos padrões e critérios, aí estamos errados, ou seja, não é errado dizer que está errado quando Deus diz que está errado. É bom lembrar que julgar pode ser errado mesmo que você utilize o padrão certo caso esteja motivado por um espírito incorreto. Portanto, o espírito de julgamento deve ser construtivo e corretivo e não condenatório e crítico.
         b) Não invista tempo em julgamentos hipócritas - VV, 3-5.  Você já parou para entender o porquê algumas pessoas têm tanta facilidade de encontrar  uma lasca no olho do outro, enquanto tem uma viga no seu? Por uma questão de lógica não seria mais fácil identificar a trave ao invés do cisco? No verso cinco, Cristo diz: “Tira primeiro a trave do teu olho”. Aqui está o grande desafio: confrontar o pecado sem condenar o pecador. Você consegue? O texto deixa claro que o que Jesus condena aqui é a hipocrisia e não aquele que aponta o erro à luz da Palavra de Deus. Tomando este princípio como ponto de partida, pode-se dizer que  você pode ser crítico sem ser hipócrita; por isso alguém disse certa vez: Limpe os seus dedos antes de apontar para mim!
c)Deveríamos externar um julgamento santo- v,5 Consideremos as palavras: Primeiro e então, isto é, devemos primeiro nos avaliar para então termos condições de avaliarmos o outro, razão pela qual afirmo que é preciso saber julgar no local certo, na hora certa e da forma certa: “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém” ( 1 Co 2.15). Vale lembrar que não é errado confrontar as pessoas que estejam em pecado: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado” (Lv 19.17). Mas aí você se pergunta: Devo julgar ou não? Jesus diz: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (Jô 7.24).
Afirmo categoricamente que o melhor julgamento que podemos fazer é reconhecer nosso estado de pecador e do quanto precisamos do Senhor Jesus.
Pastor Givaldo Santana

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Lidando com a ansiedade


Mt 6.25-34

Introdução 

O médico neurologista Sigmund Freud foi o primeiro a chamar a atenção do mundo moderno para a importância crucial da ansiedade; ele apontou para a ansiedade como o ponto fundamental para a compreensão do comportamento e do sofrimento humano. É a ansiedade responsável por provocar no indivíduo reações adversas como: Nervosismo, dificuldade na respiração, tensão nos músculos, dificuldade de concentração, angústia, apreensão, medo, insegurança, e um mal estar indefinido. Ciente do quanto a constante ansiedade pode ser prejudicial para as pessoas, Jesus adverte: “Não andeis ansiosos” v, 25. 

A ansiedade é danosa para o indivíduo por três aspectos que passo a descrever: 

a) A ansiedade tem um poder paralisante - A ansiedade é burra porque toma como certo o que não existe, isto é, trazer para o hoje o que seria para amanhã. O grande problema é que o amanhã não está ao nosso alcance: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Mt. 6:34. A grosso modo seria o equivalente a sofrer antecipadamente.

b) A ansiedade gera desordens sob todos os aspectos – Porisso de diz que a ansiedade é um esperar aflito, através dela vem as angustias que geram o estresse, atrelado a isso, pode-se dizer que o ansioso sempre hesitará em fazer ou dizer qualquer coisa com medo de errar, aliás, este receio tem como pivô  a ansiedade.
      
c) A ansiedade mata, enfarta, adoece – A ansiedade gera noites mal dormidas e, morte de neurônios. Quando uma pessoa é tomada pela ansiedade, o organismo entra em desequilíbrio, podendo aparecer mudanças neste organismo como, por exemplo, pouca concentração, irritabilidade, falta de sono, falta de ar, palpitações, mãos frias e úmidas, boca seca, vertigens e tonturas, náuseas, diarréias, impaciência, tremores, tensão muscular, inquietação.

Diante dos aspectos levantados surge a seguinte questão: A ansiedade é de tudo ruim? Na verdade não, a prova disso é que Jesus diz: “não andeis”, que expressa ato contínuo, e a lógica aqui é a seguinte: Quem vos deu o corpo e a vida não pode prover a comida e a roupa? Em outras palavras: Não confunda as prioridades!  Você está lembrado(a) que Jesus diz para Marta que ela está invertendo a ordem? (Lc 10.38-42) 

Quando a ansiedade não chega a ser prejudicial? Vamos pensar em um candidato a uma vaga no vestibular. Existe a situação real que é fazer uma prova, e para ser aprovado ele precisa obter pontuação superior a uma determinada média. Se ele não tirar essa média provavelmente não conseguirá uma vaga e terá que repetir o curso pré-vestibular. Assim, devemos considerar a importância de existir um determinado nível de ansiedade que vai servir de estímulo para a ação deste estudante se disciplinar e estudar, para que possa atender seu objetivo. Mas se ele for tomado excessivamente pela preocupação, a sua inteligência paralisará e como resultado, virá a reprovação. Como você lida com a ansiedade? 


Pastor Givaldo Santana  


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Onde está o seu tesouro?

Mt 6.19-24


   Após tratar sobre o jejum, o Senhor Jesus passará a destacar um assunto aparentemente terreno, mas que será ligado com o aspecto espiritual, isto é, o dinheiro, a riqueza e os bens sob uma perspectiva eterna. É bom lembrar que a mensagem de Jesus foi contra cultural em seus dias assim como é hoje, visto que a busca frenética pela estabilidade financeira faz parte do nosso cotidiano, e por que não dizer que muitos vivem em função desta conquista? O discurso de Jesus será provocativo e nos levará a refletir sobre uma questão de grande relevância que é o dinheiro. Quero apresentar a essência deste discurso a partir de três idéias centrais: 

 a)Deus possui tudo e nós somos os seus gerentes financeiros. Atente para a declaração do salmista: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” Sl 24:1. O texto é claro ao afirmar que Deus é o dono permanente! Sabe como funciona? Deus diz: eu vou te emprestar, a vida, a saúde, a inteligência a riqueza, mas um dia você terá que me prestar contas. Quão maravilhoso seria se a humanidade se conscientizasse desta grande verdade, aliás, se assim fosse o apóstolo não teria feito a seguinte declaração: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” 1 Tm 6:10. Não existe problema em você trabalhar para ter dinheiro, desde que o seu coração escute Deus falando: O meu desejo é que você prospere, mas nunca esqueça que você está usando os meus recursos. Portanto, os crentes devem, além disso, ouvir a seguinte exortação: A sua prioridade deve ser beneficiar o meu reino. 

 b) Nós podemos servir a Deus ou a avareza, mas não a ambos. Atente para a declaração de Cristo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” Mt. 6:24. Você já viu alguma vez aquele detector de metal que as pessoas usam para procurar metais preciosos? Pois bem, este aparelho não se compara com o seu coração, ele lhe dirá se seu tesouro está no céu ou na terra. Aqui eu vou fazer um alerta: se a idéia de você investir no reino 10% do que você ganha te dá arrepios, é sinal de que você ama mais as coisas materiais do que a Deus. Se você não tem o coração em missões, nunca se sentirá à vontade para abençoar o reino, nem se for rico como Eik Batista. A pergunta é: Qual dos dois tem controlado o seu coração?

c) Quanto mais damos, mais felizes somos. Observe a declaração de Paulo: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” 2 Co 9:7. Certa vez o pastor e senador Peter Marshal orou: Senhor me ajuda a ajustar as minhas ofertas de acordo com a minha renda, para que Tu não venhas a ajustar a minha renda de acordo com as minhas ofertas. Sem sombra de dúvida os ensinamentos de Cristo desafiam o convencional, pois, parece loucura ser convidado para depositar o seu dinheiro em um banco invisível, mas é exatamente esta a proposta que Cristo faz. Onde esta o seu tesouro? Faça um investimento mais seguro, adote a política do reino de Deus. Volto a lembrar que não existe erro em trabalhar para entrar na lista dos brasileiros milionários, mas quando esta busca leva a pessoa a desprezar a Deus que é a fonte de todas as coisas, isto acaba desencadeando uma série de problemas fazendo com que a busca da riqueza não tenha limites de respeito a Deus ou ao semelhante. 
Onde está o seu tesouro? 

 Pastor Givaldo Santana

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A arte de ser pai


Introdução

Nos nossos dias é extremamente difícil exercer a função de pai; a mídia prega a libertinagem através de especialistas liberais e a imoralidade se enraiza através de músicas e novelas. Algumas categorias profissionais pressionam o governo para legislar sobre a maneira como você deve educar o seu filho e o resultado de tudo isso é uma vida sexual cada vez mais cedo, a gravidez precoce, uma juventude consumida pelas drogas, o que resulta na inevitável necessidade de construir mais e mais fundação casa e presídios. Outro fator que dificulta o exercício paterno é o mundo consumista em que vivemos, isto é, sob a alegação de que querem dar o melhor para a família, muitos homens ganharam notoriedade na sociedade e perdem seus filhos. 

Encontramos na Bíblia vários exemplos de homens que foram grandes líderes e tornaram seus nomes célebres, entretanto, amargaram o fracasso na família ao verem sues filhos tomando direção completamente diferente da desejada, a exemplo de Eli e Davi. O que mais me deixa maravilhado em relação às Escrituras é que não encontramos no texto sagrado o relato de super-heróis que no final saíram vitoriosos, mas vemos que devido às falhas destes homens, tiveram que amargar o gosto da derrocada por não atentarem aos princípios elementares que fariam toda a diferença caso fossem observados.  

Pai, onde fica você na condição de alguém que é conhecedor das Escrituras, uma vez que os nossos dias se configuram como um ambiente confuso? Ora, os pais cristãos não devem perder a convicção de que os filhos precisam ter caráter no meio de uma geração onde a corrupção trafega desde as mais altas cortes até aqueles que nada possuem. Os pais têm a difícil tarefa de ensinar a seus filhos a serem verdadeiros no meio de uma geração que tem vergonha de ser honesta. 

Houve época em que prevaleceu o seguinte ditado: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Esta frase coronelista funcionou durante muito tempo em nossa sociedade, entretanto, perdeu força e eficiência dando lugar ao diálogo, sendo assim, a melhor maneira dos pais demonstrarem hoje amor e cuidado em relação aos seus filhos é abrindo espaço para o diálogo, em um clima amistoso de amizade e respeito. Neste particular entendo que o pai exerce muito bem a sua função quando lega para os filhos a capacidade de amar, mesmo num mundo marcado pelo ódio. 

Parabéns a todos os pais que não medem esforços para contribuir com a construção do caráter dos nossos filhos ensinando para eles que as pessoas precisam ser valorizadas por aquilo que elas são e não simplesmente por aquilo que elas têm para oferecer. Lembre-se filho que o melhor presente que você pode oferecer a seu pai é o ato nobre de reconhecer que todas as cobranças e proibições foram e são as maneiras de te lapidar de modo a te preparar para enfrentar os desafios que a vida te reserva. 
Rev. Givaldo Santana 





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Implicações do Pai Nosso - VII


Mt 6.13


    “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”

A tentação

     Esta é a sexta e última petição do Pai Nosso. A esta altura Cristo nos ensinará algo extremamente necessário, ou seja, clamar a Deus para que nos dê suporte para resistir às investidas de Satanás. 
     É importante lembrar que o termo tentação aparece na Bíblia com alguns significados diferentes e, por isso, com conotações diversas dando os seguintes sentidos: Ensinar a fazer alguma coisa, experimentar, provar. Na sua essência o termo Tentação origina-se da idéia de tentativa, ou êxito no propósito intencionado. 
     Mas, afinal de contas, o que vem a ser tentação? Tentação não é simplesmente uma fraqueza da carne, mais sim, a junção de dois fatores, isto é, a inclinação da minha carne com a oportunidade de concretizar os intentos do meu coração. A grosso modo seria a fome com a vontade de comer. Penso que este seja o maior conflito na vida do cristão, é a inclinação para o pecado junto à oportunidade para efetivar os intentos do coração. 
     Dentro do contexto do Pai Nosso, podemos dizer que a tentação é uma tentativa de seduzir e induzir para o mal, e esta é uma peculiaridade e especialidade de satanás, pois acerca de Deus Tiago diz: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Tiago 1:13  
     Mas o que é tentação? É tudo aquilo que desperta desejo e vontade e que nos encaminha para violarmos a lei de Deus (Tg 1.14). Vale ressaltar que a  tentação em si não é pecado, mas ela pode ser um processo, ou seja, antes do concreto tem o abstrato, com isto quero dizer que enquanto não damos vida aos intentos do coração não teremos incorrido em erros. 
     Vale destacar que não temos como evitar a tentação, e é neste sentido que Martinho Lutero diz que você não pode evitar que um passarinho sobrevoe a sua cabeça. Mas ao ser tentado é preciso deixar claro que se o Senhor não te der suporte, não será possível vencer as investidas de satanás. Eu oro porque sei que só em Deus eu posso ser forte para vencer a tentação (Hb 4.14-16).     “É preciso que você esteja ciente de que tentar resistir ao pecado com a sua própria força é como tentar resistir uma avalanche de pedra com uma telha de aranha”. (Jonatas Edwards).
     Deus é a fonte, ele é o único capaz e apto para te dar o livramento. “nós estamos conscientes de nossas próprias debilidades, e desejamos desfrutar a proteção de Deus, aquele que pode nos manter invencíveis diante de todos os assaltos de satanás” (João Calvino).
     Não deixe brecha, não basta dizer: Está amarrado! “Suponho que não haja nenhum aspecto da natureza humana que seja desconhecido de satanás” (Charles Spugeon). A tentação não é pecado, mas cair em tentação sim. Daí a razão para orarmos: “não nos deixe submergir a tentação satânica” (Erminter Pereira). 
     Vale destacar que as Escrituras nos dizem que o teste vem de acordo com a força de cada um: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Co 10:13. Porém, Se viermos a cair, é preciso lembrar que o Senhor não nos julga por um ato, mas por aquilo que Cristo fez (Thomas Watson). Temos, portanto, um sumo sacerdote que intercede por nós e que nos sustenta. Sim, é Cristo quem sustenta e restaura o seu povo. (Jo 21.15-17).  
     Que Deus segundo sua graça e misericórdia te dê sempre suporte para resistir firme às investidas de satanás. 

Rev. Givaldo Santana 



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Implicações do Pai Nosso VI


“E perdoa-nos  as nossas dívidas, assim como nós temos  perdoado aos nossos devedores”
Mt 6.12




   O Perdão  
Certa vez entrei em uma barbearia e me deparei com um calendário na parede que continha a seguinte frase: “Enquanto os olhos sangrentos dos homens não se converterem em lágrimas não teremos dias melhores”.
     Toda a problemática da humanidade gira em torno da intolerância, eis aí a razão para os constantes conflitos e guerras. É exatamente neste ponto que Cristo tocará no texto, para ele a disposição em relação  ao perdão faz toda a diferença.  Não poucas vezes suplicamos o perdão de Deus tomando como base o ensinamento bíblico de que ele é perdoador, não obstante, criamos sérias resistências para conferirmos o perdão, o que equivale a dizer que a clemência não é algo natural entre as pessoas. Esta não é a primeira vez que Cristo tratará diretamente sobre este assunto, conforme podemos observar: “Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe”. Lc 17:3-4  
     A ideia clara do texto é de que não existe limite para o perdão. Você Já parou para imaginar como seriam os nossos relacionamentos na família, na igreja e nos demais convívios sociais caso este ensinamento estivesse presente em cada coração? Porém, infelizmente a realidade é exatamente oposta, pois por menor que seja a ofensa sofrida tendemos a aumentar as suas proporções ratificando desta maneira a dureza do nosso coração. Se assim não fosse, Cristo não condicionaria o perdão de Deus à nossa disposição para perdoar o nosso semelhante por alguma ofensa sofrida e o argumento de Cristo é muito lógico, ou seja, aquele que recebeu o perdão de Deus deve estar sempre pronto para liberar o perdão.  
     A grande realidade é que o Senhor Jesus sabia que não estava nos legando algo muito fácil, aliás, ouso dizer que este é um desafio extremamente difícil, e a razão é muito simples, normalmente queremos empregar no outro a nossa maneira de pensar e agir, e isto é a intolerância que inevitavelmente gerará o conflito. 
    A harmonia é um mecanismo da música que indicará que todos os instrumentos estão devidamente afinados, da mesma maneira, o perdão é a ferramenta que traz a paz para o coração e evidenciará que determinado grupo social labuta pela mesma meta. A grande dificuldade é quando o ensinamento bíblico é desprezado, e como conseqüência se estabelece nos relacionamentos a desarmonia e o rancor ganha a primazia.   
     Segundo os estudiosos aplicamos mais esforço para enrijecer a face, do quê para sorrir, isto é, muito embora seja mais fácil pedir ou conferir o perdão, optamos muitas vezes pelo caminho mais árduo da rixa e do ódio, daí a razão pela qual uma pessoa leva anos sem olhar para a outra, e o mais surpreendente é que vivem debaixo do mesmo teto. 
     Olha só em quais circunstâncias Cristo foi capaz de conceder o perdão: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.” Lc 23:34  Você precisa de exemplo melhor? 
     Portanto, lembre-se que ao suplicar pelo perdão de Deus, você deve estar sempre disposto a liberar o perdão para quem dele necessitar. O que está esperando para fazer aquela ligação tão protelada? 


Rev. Givaldo Santana