Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quando a glória de Deus se vai



Ez 9.1-6. Os dias de Ezequiel foram marcados pela decadência moral e espiritual de Israel. O profeta vai registrar que aquela situação incomodava a poucos. Sem que o povo se desse conta da gravidade de seus pecados, gradativamente a glória do Senhor os abandonava, mas a função do profeta era chamar Israel à restauração para evitar a ruína que seria o exílio babilônio.
A glória de Deus é essencial em nossa vida, mas em que consiste a glória de Deus?  Significa a presença divina no meio do povo de Deus, ou ainda, é a manifesta vontade do Senhor em abençoar o seu povo.
            Com base nos relatos feitos pelo profeta Ezequiel apresentaremos as causas do afastamento da glória de Deus.

          1) A corrupção presente na casa de Deus -“...E levantei os meus olhos para o caminho do norte, e eis que da banda do norte, à porta do altar, estava esta imagem de ciúmes, à entrada. Ez 8:5. Muito embora em nosso contexto a corrupção esteja relacionada com a política associada ao desvio de recursos, a ênfase bíblica nos remete para outra ideia, isto é, ela ocorre quando os homens devotam aos deuses a adoração que é devida a Deus. Isaias registrou esta reivindicação da parte do Senhor: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura. Is 42:8. Os ídolos estavam agindo como usurpadores, uma vez que vinham roubando no coração do povo o lugar devido tão somente ao soberano Deus. A corrupção se devia, portanto, ao desvio do propósito que era viver para louvor e glória daquele que nos criou, ao invés de depositar a confiança em deuses mortos (Sl 115).    
            2) A depravação da liderança - E setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jazanias, filho de Safã, que se achava no meio deles, estavam em pé diante das pinturas,...” (Ez 8.11). Se por um lado a liderança não tem a atribuição de ser perfeita, até mesmo pela sua condição de pecadora, espera-se, no entanto, que ela sirva como modelo de fidelidade a Deus para os seus liderados. E o que dizer quando o mau exemplo parte de quem deveria apontar a postura correta? Era exatamente este o problema denunciado pelo profeta Ezequiel, ou seja, a liderança que deveria combater a idolatria éra na verdade a principal motivadora. Quanto a isto o profeta Isaías mais uma vez denuncia: “Congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar  Is 45:20. A consequência disso veremos a seguir.   
            3) A inconsciência da presença divina- “...E eles dizem: O SENHOR não nos vê, o SENHOR abandonou a terra” (Ez 8.12). Dentre as muitas características da idolatria está a desconfiança e o guiar-se pelo visível. Enquanto o Senhor é acusado de ter abandonado a sua criação, o profeta Isaias registra: “O teu Deus reina!Is 52:7. A decadência espiritual de Israel não lhe permitia ver o agir de Deus apesar da vida de desobediência do povo. A cegueira era tamanha que o povo não se dava conta do quão distante estava do Senhor e, por isso, preferia acusar o Senhor de ter se ausentado.
Um aspecto a ser observado é que quando atentamos para a peregrinação dos hebreus do Egito para Canaã, vemos que no momento em que entenderam que Deus os havia abandonado, correram para construir-lhes um deus, a fim de sentirem-se seguros. O idólatra fala muito de fé, mas se guia tão somente por aquilo que está diante dos seus olhos e é, por esta razão, que estarão sempre cercados por ídolos, para quem apelarão todas as vezes que sentirem-se ameaçados ou em dificuldades. 
            Qual foi a resposta do Senhor para os dias de Ezequiel?Matai velhos, e jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los... EZ 9:6.  Como somos um povo culturalmente passivo, nos recusamos a acreditar que o Senhor tomou esta medida tão drástica, no entanto, o zelo do Senhor se manifestaria em resposta ao coração endurecido do povo e como conseqüência, o cativeiro babilônico seria inevitável.  “E porei contra ti o meu zelo, e usarão de indignação contigo....” Ez 23:25.  
A mensagem de Ezequiel não consistia apenas em apontar o juízo de Deus, mas também em lançar uma mensagem de renovo e esperança: “E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória (Ez 43:2). Contudo, Israel manteve-se na cegueira espiritual, a glória do Senhor se foi e o cativeiro tornou-se inevitável. A pergunta a ser feita é: Você pode dizer que a glória Deus está presente em sua vida?
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 13 de março de 2013

O que realmente importa?




 
Lc 12.13-21 Li há alguns meses uma reportagem a respeito de uma enfermeira australiana por nome Bronnie Ware que teria dedicado boa parte de sua vida nos cuidados de doentes em estado terminal. Devido ao tempo dedicado às pessoas nestas condições ela pode destacar as cinco coisas que mais importa para aqueles que estão à beira do fim, das quais eles mais se arrependem de não ter realizado, a saber: 1) Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros. 2) Quem me dera não ter trabalhado tanto. 3) Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos. 4) Quem me dera ter mantido contacto com os meus amigos. 5) Quem me dera ter-me permitido ser feliz.

Jesus foi bastante enfático em vários momentos ao desafiar seus ouvintes a não depositar o coração nas coisas transitórias e, mais uma vez, devido às circunstancias ele o fará com propriedade. Tudo começa quando ele é posto na condição de juiz para repartir uma herança. Naturalmente Jesus se recusa a prestar-se a tal papel, e ainda repreenderá aquele homem contando uma parábola no intuito de desafiá-lo a depositar o coração no que realmente vale apena. A sede insaciável do ter faz com que muitas pessoas desprezem o que realmente importa VV 17-19. De acordo com a narrativa feita por Cristo podemos destacar três problemas na vida daquele homem:
             I - Via somente a si mesmo- Aquele homem tinha um sério problema com o “eu”, ele estava voltado para si mesmo de tal maneira que estabelece um monólogo e fala de si para si mesmo.  meu, me, eu”. É como se não existisse nada mais à sua volta, a não ser a sua sede avarenta de acumular mais e mais. Fico triste ao ver algumas pessoas que em dez coisas que falam, pelo menos nove estão relacionadas com dinheiro. Quem vive desta maneira certamente deve atentar para a advertência de Cristo em Mateus 6 quando ele diz que a traça e a ferrugem mais cedo ou mais tarde consumirá o perecível.
            II- Não conseguia ver Deus - Na parábola contada, o homem rico ignorou aquele de quem vem as condições climáticas favoráveis: “Então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua novidade, e a árvore do campo dará o seu fruto. (Lv) 26:4. Esta certamente não é uma postura restrita àquele homem, mas está impregnado nesta sociedade consumista, o coração avarento de algumas pessoas chega a consumi-los de tal forma que elas ignoram a razão de suas existências. A secularização envolve-os de tal maneira que muitos preferem ignorar o fato de que possuem uma alma e que esta precisa ser alimentada. Daí a advertência de Cristo: “...LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” v, 20. Aquele homem ignorou quem lhe havia feito prosperar (Dt 8.17-18), e esta é a realidade de muitos hoje.
            III- Não conseguia ver os outros – Até por uma questão lógica ele ignorava a necessidade alheia v, 12. Uma das características do avarento é o ganhar e ganhar, não importa o quanto o seu semelhante está perdendo ou precisa de sua ajuda, não significa que necessariamente este acúmulo de riqueza se deva a atitudes desonestas, mas é fato que a “lei de Gerson” normalmente prevalece. Não é verdade que o “EU” é o grande problema desta sociedade pós-moderna, onde o individualismo tem levado cada vez mais pessoas a viver de si para si? É justamente contra este tipo de inclinação que  Jesus combate com tanta veemência. A vida vai além das suas ambições. Você consegue enxergar alguém além de você? Sendo a resposta positiva significa que você está no caminho certo, porque um dia estaremos diante de Deus e então saberemos se de fato foi dada ênfase no que realmente importa ou não.   
Conclui-se, portanto, que aquele homem desprezava um critério simples: “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. V, 15.  Um dia estaremos na condição daqueles que foram atendidos por Bronnie Ware, daí a razão pela qual devemos decidir se vamos ou não dar ouvidos à advertência dada por Cristo. Não seja alguém que um dia se remediará, mas decida agora mesmo a dar valor ao que realmente importa. Este foi o desafio de Jesus para aquele home, assim como também é para você hoje.
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 6 de março de 2013

A importância da compreensão At 8.26-40




No livro de Romanos, capítulo doze, o apóstolo Paulo exortará a igreja para que apresente a Deus um culto racional. Isto pressupõe que o adorador deve estar ciente do seu papel na condição de alguém criado por Deus e, que todos os seus atos devem ter como meta a exaltação do soberano criador. Enganam-se aqueles que acham que a adoração só acontece quando se está reunido em um templo com outras pessoas, assim como também estão enganados aqueles que pensam que basta evidenciar espiritualidade sem uma real compreensão do que se está fazendo. No texto acima descrito vemos a realidade de muitas pessoas que se dispõem a adorar, isto é, simplesmente reproduzem um ato sem nem ao menos compreenderem a razão porque fazem. Lêem a Bíblia e até decoram versículos, mas não conseguem extrair das páginas da bíblia ensinamentos para o cotidiano. Sem falar daqueles que até recebem as devidas explicações, mas ainda assim preferem manter-se fechados, cultivando um ritual sem que isto mude efetivamente as suas vidas. Este episódio envolvendo o eunuco certamente tem muito a lhe ensinar. “Compreendes o que vens lendo”?  Vamos ao texto.
A adoração v, 27 – “E eis que um etíope... que viera adorar em Jerusalém”.  Ao que tudo indica, foi em função do cargo de tesoureiro, que o eunuco teve contato com judeus egípcios e identificou-se com a crença deles. É provável também que as idas para Jerusalém já fossem um hábito para aquele homem. Porém, embora tivesse disposição para adorar, ao que tudo indica o eunuco não compreendia o significado deste texto. Num primeiro momento faz-se necessário ressaltar que a verdadeira adoração é prestada a Deus somente por aquele que nasceu do Espírito (Jo 3.6). Disse Charnock: “Toda adoração que se origina na natureza morta é apenas serviço morto”. A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé. Logo, se não há vida espiritual, não há adoração. Daí porque dizer que só através do convencimento que o Espírito Santo aplica ao nosso coração, é que nossa adoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus.  É preciso destacar ainda que esta adoração, envolve sinceridade, fé, amor e humilhação. Para John Owen: “A adoração não é somente uma expressão de gratidão, mas também é um meio de graça, através da qual os famintos são alimentados, e os pobres são enriquecidos”. Na adoração o Senhor comunica a sua graça ao alimentar a alma daqueles que crêem. Sendo assim, Deus é a fonte de toda água viva, ele é o Deus de toda graça, paz e consolação e, a menos que o adorador creia nesta verdade a sua alma não poderá ser saciada. Exatamente por isso, Felipe é conduzido para chamar o eunuco para prestar uma adoração consciente.
A meditação  v, 28- 31- Compreendes o que vens lendo”? Não é muito raro nos depararmos com pessoas que até lêem as Escrituras com certa regularidade, entretanto, não são capazes de extrair ensinamentos para o próprio enriquecimento espiritual, decoram apenas o que lhes convêm a ponto de ignorar as implicações da falta de compreensão do texto lido. Certamente se o eunuco continuasse aquela leitura e centenas de viagens para Jerusalém, de certo, sem um processo de reflexão, continuaria apenas sendo um homem religioso. Na verdade, não experimentaria da fonte da água da vida, aliás, esta é a realidade de muitas pessoas que nos cercam. O desafio é para que você peça sempre a intervenção do Espírito para que possa, desta maneira, entender o que o Senhor quer te ensinar a partir do texto lido. Não seja um mero papagaio que simplesmente reproduz o que ouviu falar, mas busque a compreensão do texto de tal maneira que entenda os propósitos de Deus para a sua vida. O convite do eunuco para que Felipe subisse ao seu carro para explicá-lo o texto de Isaias, denota uma certa urgência, ou seja, aquele homem tinha sede de aprender corretamente sobre como prestar uma adoração com entendimento. Conta-se que certa vez uma mulher sempre cortava as juntas do frango antes de colocá-lo no forno, quando questionada sobre a razão porque sempre procedia assim, ela respondeu que aprendeu com a sua mãe, e quando foram questionar a sua mãe, a mesma disse que tinha aprendido com a avó, e quando foram até a sua avó para saber a razão de tal prática ela respondeu: é porque o meu forno era pequeno, e como não cabia o frango inteiro, eu tinha que cortar uma parte. E assim, muitos agem em relação à religião, todavia, você precisa agir com a mesma humildade do eunuco e dizer: Eu não sei, me ensina.
A decisão v, 36-38 “Eis aqui água, que impede que seja eu batizado?” – A determinação é imprescindível, o eunuco não protelou a sua decisão, ele não disse que ia consultar algum parente ou amigo para saber qual resposta dar ao apelo do evangelho, mas em um ato corajoso e decisivo ele disse para Felipe: Sim, eu reconheço os meus pecados e quero firmar um compromisso com Cristo agora mesmo. Muitas pessoas não compreendem que o amanhã pertence a Deus e que, por isso, as Escrituras apelam: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação Hb3:15.  É impressionante como as pessoas muitas vezes são ágeis em relação à busca pela estabilidade financeira, na busca pelo restabelecimento da saúde física, mas quando o assunto é bem-estar da alma as pessoas querem sempre adiar a decisão pensando que estão no controle das circunstâncias, mas quanto a esta questão o canto sacro afirma: “amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar”. O texto nos diz que após o batismo o eunuco saiu cheio de júbilo. É exatamente este o sentimento do coração de todo aquele que experimenta o novo nascimento em Cristo.   
            Certamente havia sinceridade na vida daquele homem, a religião para ele era algo importante e que deveria ser levado a sério, mas assim como hoje muitos não sabem exatamente porque crêem, assim era com o eunuco. Como vimos, ele tinha o hábito de subir a Jerusalém e até lia as Escrituras, coisa que muitos religiosos hoje não fazem, mas acontece que ele não compreendia as idéias exaradas nas Escrituras. Então, foi necessário que o apóstolo o esclarecesse apontando Cristo que foi anunciado pelo profeta Isaias a setecentos anos A.C. Mas, o que mais chama a atenção, foi que após o esclarecimento do texto o eunuco reconhece que até então estava professando uma fé vazia. O que ocorre na vida daquele homem a partir daí, não é apenas uma mudança de religião, mas de vida, e certamente aquela data jamais sairia da sua lembrança, pois agora o texto sagrado passa a ter real sentido em sua vida, pois agora ele tornou-se uma nova criatura em Cristo Jesus.   
                                                                                                                          Pastor Givaldo Santana