Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O que importa?


Jr. 2.18 Normalmente quando se fala em ateu, tem-se em mente um grupo minoritário que formula inúmeras teses na tentativa de provar que Deus não existe. Contudo, o que se vê efetivamente é uma grande massa que é classificada pelo teólogo puritano Stephen Charnock como ateus práticos. São pessoas que afirmam crer na existência de Deus, mas cujos corações o negam na prática.  Quanto a isso, Tito registra: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” Tito 1:16
 Mas o que o texto bíblico tem a nos ensinar por meio das experiências vivenciadas pelo povo de Israel? Quais foram os erros cometidos por este povo? E quais as conseqüências? Farei esta abordagem em três momentos. 
1) Abandonou o Senhor v, 13 – O profeta denuncia e diz que foram cometidos dois males como seguem: “A mim me deixaram” (O manancial de águas vivas). A tônica do profeta Jeremias consiste em denunciar a inclinação da nação de Israel para adorar os deuses egípcios e assírios, sendo que o desafio era exatamente o contrário, isto é, Israel deveria levar estes povos a voltarem-se para o SENHOR. O verso cinco diz: “Assim diz o SENHOR: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade, e tornando-se levianos?” O termo “vaidade” pode ser traduzido como “nulidade”, e pode ser entendido também assim: Tal deus tal povo – Esta idéia pode ficar muito mais clara ao olharmos para o Salmo 115 onde o salmista afirma que os ídolos das nações são inexpressivos, e de igual forma, os seus adoradores. Portanto, a denúncia é que Israel encontrava-se desprovida de valores éticos, morais e espirituais.   
2) Desprezou a sua doutrina v, 13 - “Cavaram cisternas rotas” – A idéia aqui é a de uma cisterna que não retém água (falsa esperança). Imagine aqui o seguinte: uma pessoa presta concurso e mesmo sem saber o resultado passa a fazer compromissos como se aquele salário fosse certo, mas, sai o resultado e ela descobre que não conseguiu ficar nem mesmo entre os classificados. Aqui está uma grande verdade, se o texto sagrado afirma que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, por outro lado, afirma que os ídolos não são capazes de fazer absolutamente nada nem por si mesmos, afinal de contas, não passam de criação dos homens que idealizam os deuses de acordo com as suas necessidades. O que acontecia com Israel, portanto, era que ele estava se deixando influenciar pelas filosofias vãs, ou seja, ensinamentos e esperanças que não têm base na Palavra de Deus. É realmente um equívoco muito grande acreditar que alguém poderá desfrutar das bênçãos de Deus mesmo contrariando os seus ensinamentos e ordenanças. 
3) Obteve resposta v, 18-19 - “Que lucro terás... indo para beberes?” (idolatria)v, 18. O SENHOR não age com complacência quando os homens insistem em contrariar os seus alertas. Quando Moisés foi levantado como líder foi dito para os hebreus: “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êx .20:3), contudo, o tempo passa e esta advertência cai no esquecimento, daí vem a resposta: “A tua malícia te castigará” v, 19. Visto que Israel não depositava a esperança no SENHOR, mas sim nos deuses pagãos, o resultado era inevitável: “Os leões novos rugiram contra ele” v, 15 (Fúria dos leões) – símbolo da Assíria que daria com fúria para assolar e devastar Israel como resposta do desprezo ao SENHOR e à sua Palavra.
 Muito embora Israel afirmasse crer na existência e direção de Deus, na prática ficava evidente que seus corações estavam bem distantes. 
O que ocorria com o povo de Israel é o que acontece em nossos dias. O ateísmo prático é uma realidade no cotidiano de nossa sociedade. Existe uma negação velada. O iluminismo disse: Deus, pode deixar que nós daremos conta, pode deixar que sabemos o que fazer de nossas vidas. Stephen Charnock afirmou: “Qualquer desejo que houver para que Deus mude, ou para que Ele mude a maneira de tratar conosco, é a própria essência do ateísmo prático”.
O que importa? É que Deus tenha primazia em sua vida, em seus projetos e decisões. Que Ele não seja excluído de sua vida como se fosse um intruso.  

Pr. Givaldo Santana

quarta-feira, 19 de junho de 2013

LIDANDO COM A SOLIDÃO


Rm. 12.15  Segundo estimativas, já somos mais de sete bilhões de habitantes, as pessoas se aglomeram nos transportes públicos e nos grandes centros, se acotovelam nestes espaços, mas, mesmo assim, permanecem solitárias. A solidão tem tomado as pessoas dentro de casa, no espaço de trabalho e nas ruas. As pessoas moram anos no mesmo lugar e não conhecem o vizinho, trabalham anos no mesmo setor e não sabem quem são os seus colegas de trabalho. Estas afirmativas equivalem a dizer que a humanidade vive uma solidão social crônica.
Porque nos relacionar com as pessoas? É exatamente sobre isto que quero abordar, ainda que de modo breve.
1) Porque Deus nos criou como ser gregários – “...Que nos amemos uns aos outros.” 2 Jo1. 5b. A teologia sistemática afirma que Deus nos fez pessoa para que tivéssemos a capacidade de nos relacionarmos com Ele e também com as demais pessoas. Sendo assim, na medida em que nos isolamos, vamos na contra mão da vontade de Deus, e isto é desastroso, não só para as pessoas, mas também para toda  a sociedade.
Os animais estão fazendo a vez do ser humano e, por isso, se fala em humanização dos animais. A coisa mais comum é ouvirmos as pessoas dizendo que o cachorro é parte integrante da família, sendo que há pouco tempo era só um bicho de estimação. Não é que eu seja contra ter animais e cuidar bem deles, mas penso que a humanidade tem perdido o foco e, por esta razão, já não consegue enxergar o outro como seu próximo.
2) Porque o mundo virtual não revela quem são as pessoas – “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito..” 2 RS 5.1. Quantos seguidores você tem? Esta é a pergunta mais comum entre os internautas. Daí o motivo pelo qual muitos pedem: Siga-me! O mais contraditório é que alguns têm milhões de seguidores e morrem isolados de overdose em seus esconderijos secretos. Na verdade, você não sabe quem está do outro lado, pode ser alguém bem intencionado, mas também pode ser um inescrupuloso e oportunista pronto para dar o próximo golpe. Por este motivo entendo que o calor humano é fundamental, pois só com o contato cotidiano podemos saber de fato com quem contar. Entretanto, na era da tecnologia estamos nos abrindo para o mundo, mas os relacionamentos dentro de casa muitas vezes estão comprometidos.
3) Porque a solidão trás prejuízos físicos e emocionais – “Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.” SL 25:16.  As pessoas estão adoecendo emocional e fisicamente porque estão se privando do contato humano. Olha o que Salomão diz: “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” Pv 17:17. O individualismo é cada vez mais a marca de nossa sociedade, talvez, por isso, tenha surgido o ditado: “Antes só do que mal acompanhado”. O ‘x’ da questão é saber quem é má companhia para quem. Penso que o grande desafio é caminhar na contra mão desta tendência anti-bíblica para que a solidão não adoeça a nossa alma a ponto de trazer outras grandes e graves conseqüências.  Ouse construir pontes onde a solidão tem causado abismos. Saia da toca e torne a vida mais bela e agradável de ser vivida.
A solidão causa sofrimento e dor justamente porque Deus nos criou com um condicionamento exatamente contrário. Portanto, não fuja das pessoas como se elas fossem o pivô de seus problemas. O isolar-se talvez seja um mecanismo de defesa para não expor as suas fraquezas. Porém, é na convivência diária com outras pessoas que aprendemos a lidar com as nossas imperfeições. Sendo assim, relacione-se com as pessoas, converse mais, sorria mais, tenha um espírito menos armado e procure extrair lições da convivência diária com aqueles que te cercam.

                                                                                                                                    Pr. Givaldo Santana

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ser Mãe


I Timóteo 2:15 Não tenho como propósito fazer aqui uma análise do texto dentro do seu contexto, mas sim pegar o gancho da conclusiva que Paulo faz sobre o resultado na vida daquela mulher que vive em obediência às Escrituras. Trabalharei, portanto, em cima da expressão: “Será preservada através de sua missão de mãe”.
O nome que Adão dá para a sua mulher trás consigo um significado que está relacionado com uma de suas funções. EVA: “Mãe de todos os viventes” “Doadora da vida”, “Vida”.  
Algumas civilizações antigas, como Egito e Babilônia, cultuavam a mulher. Elas eram símbolos de fertilidade.
As feministas acusam o apóstolo Paulo de ser machista, porém, entendo que isto é um equívoco, até porque, vemos em suas cartas que ele tratava de problemas específicos que ocorriam nos grupos para os quais escrevia. Desta maneira, para evitar um entendimento errado se faz necessário analisar o contexto das cartas. Quanto à origem da mulher é importante destacar que Moisés dirá que ela foi dada ao homem como auxiliadora e o nome Eva descreve a ideia de alguém da mesma composição que o homem, sendo assim, vamos ao texto em destaque.   

I - SER MÃE É UMA MISSÃO
O texto fará uma estreita relação entre a postura de obediência da mulher, com a missão que ela recebeu do criador, ou seja, gerar vida. 
A Bíblia fala do papel de ser genitora como sendo uma dádiva de Deus à mulher, aliás, a tarefa de ser mãe era visto como algo tão importante que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, visto que furtava da mulher uma de suas funções mais importantes, dar à luz, trazer um ser à vida. Esta ideia é claramente vista envolvendo três personagens bíblicas: a) Sara( Gn 17:15),  b) Raquel (Gn 301-2) c) Ana (I Sm 1:2). Ao ler qualquer um destes textos constataremos o mesmo princípio ensinado pelo apóstolo Paulo, onde conceber a vida estará diretamente ligado à bênção divina. Entretanto, este privilégio concedido por Deus a maior parte das mulheres trás consigo duas dinâmicas conforme destacaremos a seguir.

1.1  – Tem um caráter negativo

 a) Frustrações - Este sentimento normalmente bate  forte no coração da mãe em forma de angústia ao se deparar com a ingratidão de filhos que são incapazes de reconhecer o quanto esta mãe se deu na busca do seu bem-estar. A frase que penso que mais machuca o coração de uma mãe é: “Eu não pedi para nascer”. Além de grosseira, esta declaração descreve alguém que ainda não sabe o que é a vida e muito menos, aprendeu de fato a valorizar a dedicação recebida, daí a razão pela qual isto se configura como um aspecto negativo, pois leva a mãe a concluir que foi tudo uma perda de tempo.
 b) Renúncias – Já ouvir algumas mulheres afirmando que seus filhos nunca lhes impediram de alcançarem seus objetivos. Muito embora, isto seja possível, em algumas realidades não se pode dizer que esta experiência se aplique para todas, aliás, existe uma série de fatores que poderiam ser levados em consideração, mas não vem ao caso aqui. Portanto, ao invés de trabalhar com as exceções, citaremos as regras. Qual mãe não teve que interromper aquele sono gostoso para acudir aquele (a) que estava aos berros? Muitas tiveram que adiar seus estudos ou até mesmo interromper a continuidade deles, algumas até deixaram de comer ou de vestir algo melhor para ver seus filhos assistidos. Embora eu aponte estes aspectos como negativos, estas mães agiram assim porque certamente queriam o melhor para seus filhos. Pensando nisso, é importante lembrar que missão é igual a compromisso, portanto, compete à mãe devotar amor e cuidado à sua prole. Penso que um grande problema dos nossos dias é que este papel está sendo transferido para a escola, e isso, tem se tornado um problema social. 
1.2 – Tem um caráter positivo
Qual mãe não se alegra ao ver seus filhos criados e fazendo progresso? Talvez seja desta postura que algumas adquirem o apelido de “mãe coruja”. Quando assim acontece, elas não medem esforços para compartilhar com outros as conquistas feitas por estes filhos. Na verdade é como se a mãe visse nestes filhos suas próprias virtudes
Tratando ainda do aspecto positivo, pergunto: Qual mãe não se alegra ao ouvir um filho dizendo: A minha mãe sempre esteve ao meu lado! (É bom deixar claro que não me refiro aqui àquela mãe que acoberta os erros dos filhos sob a falsa impressão de cuidado). Dentro da nossa cultura a figura masculina protagoniza como o provedor, desta forma a mãe ganha muito mais a conotação daquela que educa, consola e anima. Talvez por esta razão o sábio Salomão declare: “O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe Pv 10:1. Portanto, não tem como um projeto ser próspero sem que haja investimento com compromisso, assim age a mãe em relação aos filhos. É por isso que você mãe, sempre regou suas sementes com amor, paciência e oração.
Parabéns a todas as mães que geraram e também aquelas que são apenas de coração.

Pastor Givaldo Santana


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A ingratidão e seu preço




            Ez 16. 1-14 Você é uma pessoa que sabe reconhecer quando é beneficiada, ou é daquelas que conseguem enxergar apenas o que não recebeu? A ingratidão se revela na vida daquelas pessoas que estão sempre a reclamar e, jamais param para dizer obrigado por algo recebido. Pessoas assim sempre terão necessidades insaciáveis por não serem capazes de vislumbrar aquilo que já foi conquistado.
    O povo para quem o profeta Ezequiel escreve revela um comportamento exatamente assim, por não reconhecerem os favores vindo de Deus, evidenciaram a ingratidão, esquecendo-se dEle e buscando nos ídolos dos pagãos a resposta para os anseios do coração conforme veremos.
     I- A situação natural do pecador - “Eu te banhei” v, 4. A condição natural daquele povo era de mancha e impureza.  Aliás, para exemplificar esta situação o profeta lhe dará a atribuição de abandonado – Ninguém te recebeu v, 5; e mais: Rejeitado – “lançado no campo v, 5”. É como se este povo possuísse alguma marca que levava aqueles à sua volta a afastar-se naturalmente. Por ter um aspecto de quem não tinha nada a oferecer sob nenhum aspecto, não atraía, por sua vez, a atenção de ninguém, muito pelo contrário, era um povo visto como desprezível.
       II – A misericórdia de Deus – ainda que estás no teu sangue vive”.v, 6. Imagine alguém com aspectos de sujeira e ameaçador, você seria capaz de aproximar-se e oferecer ajuda? Pois bem, esta era a situação deste povo e, no entanto, Deus graciosamente estendeu a sua mão e lhe proferiu uma palavra de amor, conforme descrito no texto acima citado. Portanto, Ele viu o miserável e lhe deu uma palavra de amor v, 6.  Um aspecto que desperta a nossa atenção é que as Escrituras sempre nos mostram Deus tomando uma direção que contraria a tendência natural do homem, enquanto este afirma ter “sede de justiça”, Deus faz transbordar a sua misericórdia. 
     III- A ingratidão – “Tomastes dos teus vestidos e fizestes lugares altos adornados” v, 16. A ingratidão dos exilados consistia no fato de pegar tudo aquilo que foi graciosamente dado por Deus e dedicar aos ídolos, evidenciando por um lado, a vaidade e, por outro, a idolatria. Como vemos a seguir: “Tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu ouro a da minha prata..” v, 17. Ezequiel denuncia que ao invés do povo usufruir de tudo aquilo que Deus lhes deu, simplesmente colocava as melhores roupas e se adornavam com jóias para atribuir aos ídolos a glória pertencente a Deus. A ingratidão fica evidente em não reconhecer os cuidados do Senhor.
      IV – A advertência – “...Ai, ai de ti” v, 23. Como resultado da ingratidão, a resposta do Senhor virá em forma de advertência. O profeta adverte que aquele ato insano terá um preço, conforme podemos observar: Eu farei recair sobre a tua cabeça” v, 43. Se por um lado podemos enfatizar a misericórdia de Deus, por outro, não podemos omitir a manifestação da sua ira contra aqueles que insistem em desprezá-lo como se nada fosse, pois foi assim que procederam os exilados ao tributar aos ídolos a honra devida ao Senhor. O que agora os deuses babilônios poderiam fazer por eles? A resposta é se compensaria continuar profanando o nome do Senhor.  
     Enquanto teve fôlego, o profeta Ezequiel advertiu os seus conterrâneos no exílio babilônico, ora falando do juízo divino, ora lançando palavras de renovação e esperança. Mas o mais marcante foi Ezequiel ter dito que a condição desfavorável em que seus ouvintes se encontravam era decorrente da ingratidão revelada no paganismo expresso por meio da condição idólatra revelada na vida daquele povo.
     Você é reconhecedor de que é Deus o doador da vida e que é ele que na sua graça tem te sustentado e suprido as tuas necessidades dia após dia? Pense nisso.
 Pastor Givaldo Santana 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O preço da desobediência



     

     I Rs 13.11-32 Lamentavelmente se tornou muito comum vermos mães chorando na TV a morte de seus filhos jovens e adolescentes, quando dizem em meio ao desabafo: Eu disse para ele não andar na companhia daquelas pessaos, eu pedi para não sair de casa, eu tinha alertado para não frequentar aquele ambiente.
      Por estarem no lugar errado, com pessoas erradas em desobediência aos pais, acabam perdendo a vida.
   O texto acima nos traz um quadro semelhante e, muito embora, aquele jovem profeta afirmasse ter consciência do seu compromisso, acabou perdendo a vida por causa da desobediência. Mostrarei esta realidade em quatro momentos à luz do texto lido.
     A)           O convite, 7- “...Vem comigo a casa e fortalece-te; e eu te recompensarei.O jovem profeta tinha sido levantado pelo Senhor para denunciar a condição de idolatria em que o povo de Betel estava vivendo, e até por aquela condição de idolotria é dada a ordem para que ele não usufruisse de nada daquela terra, para não dar a entender que compactuava com aquela prática abominável aos olhos do Senhor. Mas acontece que após ter sido instrumento para aplicar naquele rei o juízo de Deus, de igual forma é usado como instrumento para conferir favor àquele monarca ao suplicar para Deus a cura, o que acontece instantaneamente. Este feito do jovem profeta lhe rendeu um “honroso” convite. Aquele que antes foi hostilizado, agora é bajulado. Não se engane, o convite para o erro virá sempre como algo agradável e cortêz. 
B) A consciência, 9 – “Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra.O jovem profeta deixa claro que sabia da ordem expressa do Senhor. Não muito raro me deparo com pessoas vivendo uma vida deplorável e, no entanto, procuram provar que conhecem as Escrituras, porém as suas vidas reprovam completamente o conhecimento que afirmam ter. Aqui fica estabelecido o distanciamento que existe entre o aspecto teórico e a prática, ou seja, uma coisa é você estar ciente do conteúdo bíblico, outra é este conteúdo servir de parâmetro para a sua vida. O profeta diz não para o convite e justifica a razão da indelicadeza. Neste momento me vem à memória a exortação de Tiago para que não sejamos meros ouvintes(conhecedores), mas operosos, praticantes. A sua consciência a cerca da vontade do Senhor é capaz de levá-lo a rejeitar as propostas agradáveis aos olhos? 
     C)A desobediência, 21 “... Assim diz o SENHOR: Porquanto foste rebelde à palavra do SENHOR e não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus te mandara,”. Esta herança maldita herdada por meio de Adão tem levado ao longo da história a humanidade à ruína. Quando alguém toma uma postura desta natureza, pode dar margem para duas ideias: Descaso em relação à vontade do Senhor, ou a falsa certeza da impunidade. O jovem profeta será agora confrontado pelo Senhor no tocante aos seus mandamentos. Portanto, não basta ser um exímio conhecedor da vontade de Deus, mas todo este conhecimento deve se transportar para o cotidiano, a fim de dizer não para as propostas que chegam a todo instante.      
    D) O preço, “...Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou. O jovem profeta perdeu a sua vida pela desobediência de ter parado na cidade e tomado refeição. Olha só o perigo de uma frase bastante utilizada em nosso dias: “O que é que tem de mau?” Aliás, ele estava com fome e com sede e foi convidado por um outro profeta. Mas o zelo do Senhor o consumiu pelo fato de ter sido desobediente. Tome muito cuidado com esta tendência de querer minimizar a gravidade da advertência dada por Deus em sua Palavra. Lembre-se, não basta saber o que fazer, é preciso decidir fazer o que se sabe que é correto.
      Evite os lugares errados, o profeta enganado pisou no caminho errado e morreu. O grande desafio é para que você rejeite os supostos benefícios propostos para a tua vida por satanás, lembrando que esta estratégia é antiga, mas derrubou os nossos primeiros pais e continua derrunado muitos ainda hoje. É como os truques usados pelo golpistas; as pessoas sabem como funcionam, mas ainda assim na busca da suposta vantagem muitos acabam caindo e alguns chegam a perder tudo. Lembr-se, não vale a pena desobedecer os mandamentos do Senhor.
Pastor Givaldo Santana

terça-feira, 16 de abril de 2013

A IGREJA E A PARCERIA


              Fl 4.14-18 A obra missionária é uma extensão da obra realizada pela igreja. Isto equivale a dizer que a igreja realiza missão ao destinar parte do seu recurso para o sustento dos obreiros distribuídos dentro do departamento missionário.  O termo associar que aparece duas vezes no texto tem a idéia de parceria. O departamento missionário não consegue realizar as suas ações sem que as igrejas tenham em mente a importância de sustentar os trabalhos por meio das orações e o sustento financeiro.
            Atualmente o departamento missionário da IPCB mantém um trabalho que está situado entre os países: Brasil, Colômbia e Peru. As cidades de Letícia (Colômbia) e Tabatinga (Brasil). Em termos de localização geográfica de Manaus até Letícia dista em média hum mil e seiscentos quilômetros, o que equivale a uma semana de viagem de barco.
            O trabalho começou a partir do momento em que a missionária Telma conheceu Enoc em São Bernardo, por ocasião do curso de enfermagem em São Bernardo do Campo. Foi amor à primeira vista, que resultaria no casamento dos dois irmãos. Após casarem-se resolveram começar o trabalho de evangelização entre os Ticunas, que é a etnia da qual o irmão Enoc faz parte. Essa etnia habita a região do Alto dos Solimões.
            Em setembro de 2010 os irmãos, Presb. Jurandir e Rev. Flávio, foram à região, para se certificarem se era viável ou não abraçar aquele trabalho como mais um campo da Conservadora.  Em dezembro de 2010 finalmente uma parceria entre a primeira igreja de Guarulhos, IPC do Riacho Grande e departamento missionário resolveram investir no campo dando início a construção da casa onde os obreiros passariam a residir e também a construção do salão de culto, onde os irmãos passariam a cultuar ao Senhor nosso Deus. Devido a distância, tudo custa muito caro naquela região e, este é um dos desafios para a manutenção daquele trabalho.   
Em 2012 foi formada uma comissão composta por três irmãos para saber do andamento do trabalho: Presb. Jurandir, Rev. Wilson e irmã Henriqueta, estes dois últimos da IPC do Riacho Grande. O propósito era acompanhar o andamento do trabalho.
            O irmão Enoc é uma pessoa muito dedicada e, por isso, conhece outras línguas, devido ao fato de residir em uma região que recebe muitos estrangeiros (turistas) que vão até lá em busca de artigos artesanais. Por conhecer entre outras o português e o ticuna, isso permitiu traduzir parte de uma apostila de catecúmenos para o dialeto dos ticunas a fim de doutrinar aquele povo.
            Vale destacar que a irmã Henriqueta mantém em seu estabelecimento comercial, um bazar permanente e reverte toda a renda para o campo de Tabatinga.
            Quanto à cultura daquele povo podemos destacar alguns aspectos. A base de subsistência dos ticunas é a banana, a mandioca e o peixe, e outras frutas nativas, que servem de base para todas as refeições daquele povo. E outro aspecto de grande relevância é que já a partir dos treze anos as meninas já casam e passam a ser mães, devido a pouca perspectiva em que eles vivem.
            De tudo o que foi relatado, o que se pode dizer é que até aqui a parceria tem dado certo, só para que se tenha noção à expectativa é que no final deste ano o irmão Enoc se apresente no Presbitério de Guarulhos a fim de ser ordenado como evangelista para que possa batizar e realizar os atos pastorais naquela região.
            Tabatinga/Letícia é uma extensão do que Presidente Prudente faz como Missão. Ore por este trabalho e continue sendo um mantenedor, pois esta parceria é muito importante.
Extraído da exposição feita pelo Rev. Flávio A. A. Costa na IPC de Prudente em 14 de abril de 2-13
Rev. Givaldo Santana

segunda-feira, 25 de março de 2013

Escolha solene Josué 24.15



   
         Zero ou Um. Quem não se lembra deste método de escolha utilizado nas brincadeiras de criança? Assim é a nossa vida, é feita de escolhas. Até mesmo aqueles que ficam “em cima do muro” decidiram ficar na indecisão. As escolhas que fazemos podem ser de baixa ou alta complexidade, algumas podem ser com conseqüências de pouca duração e outras, de efeitos eternos.
            Josué está diante de um povo que não conheceu aqueles que subiram para o Egito ainda tementes ao Deus vivo, e nem conheceu seus descendentes que lá se corromperam, esquecendo-se de quem os havia criado. Moisés recebe de Deus a tarefa de tirar da terra egípcia um povo completamente idólatra, e introduzir em Canaã um povo de coração purificado e temente tão somente a Deus. Foram quarenta longos anos andando em círculos, vivendo momentos de altos e baixos. Se por um lado os hebreus tinham muito respeito e admiração pelo seu líder, por outro, a dureza de coração deste povo ao longo da jornada deixou muitas vezes Moisés angustiado e até furioso em decorrência dos declínios e constantes murmurações.
        O texto acima traz um momento em que Moisés já foi tomado para o SENHOR, e o seu sucessor Josué está prestes a introduzir os hebreus na terra prometida, então ele fará o desafio para que o povo faça uma decisão que será crucial em suas vidas. Vamos ao texto.     
Por que escolher?  Escolhei” A decisão era de natureza espiritual. Levando em consideração que Deus lembrou-se do seu povo, e que o mesmo foi servido em libertá-lo da escravidão, agora este povo teria que evidenciar onde de fato estava a sua confiança, se nos deuses do Egito ou no Deus que os libertou. Além da decisão ser individual, era necessário que cada um firmasse uma posição quanto ao caminho a ser seguido (1 Rs 18.21). O ato daquele líder em confrontar os seus liderados, justifica em decorrência do contexto de idolatria em que seus pais estavam envolvidos e que de certa maneira também tinham recebido alguma influência. Josué queria ter a certeza de que o povo de Deus tinha de fato purificado o coração e estava disposto a testemunhar dos seus grandes feitos diante das nações pagãs. Portanto, era preciso tomar a decisão correta (Dt 30.19-20).
Quando escolher? Escolhei hoje”. As pessoas reagem de diferentes formas quando são pressionadas para tomarem uma determinada decisão, normalmente pedem cinco minutos ou até dias, a fim de darem a resposta, no entanto, Josué entende que aquelas pessoas já tiveram tempo o suficiente para refletir e exatamente por isso, conclui que já não havia mais sobre o que pensar. É impressionante como as pessoas gostam de protelar a decisão que determinará o destino da alma. A exemplo dos hebreus que já tinham contemplado o poder de Deus, muitos hoje que também já o experimentaram e tantas mensagens ouviram, ainda assim preferem simplesmente protelar um pouco mais. Porém, faz-se necessário frisar que a decisão demanda urgência, “Hoje” (Hb 4.7). “Meu amigo, hoje tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.”
  Na escolha exige-se uma postura A quem haveis de servir”. Não é possível seguir em direções opostas ao mesmo tempo (Mt 6.24). É como se Josué estivesse dizendo: Se vocês quiserem depositar a confiança em deuses mortos como fizeram os seus pais, fiquem à vontade, mas que fique claro que eu e a minha família permaneceremos fiéis ao SENHOR.
O coração idólatra tende a atribuir um deus para cada tipo de situação como era o caso do povo egípcio em que estão relacionadas cada uma das pragas que foram lançadas por Deus sobre eles durante a peregrinação. O que Josué vai enfatizar é que DEUS é o suficiente para intervir e suprir em todas as circunstâncias sem a necessidade de mediadores idealizados por homens. Aquele líder reafirma a sua postura e exige que os seus liderados apresentem-se de modo convicto, pois eles passariam a ser as testemunhas vivas do Deus vivo e atuante diante dos pagãos a exemplo do que descreve o Salmo 126.
  Após o apelo de Josué, o povo decidiu que não só permaneceria firme na presença de Deus, como também daria testemunho do modo maravilhoso como os conduziu até a terra prometida. Caso ficassem com o coração dividido certamente evidenciariam não só a desobediência, mas também a ingratidão.  
Você já tomou uma postura? Qual a sua decisão? A exemplo de Josué e seus liderados você reconhece que há um só Deus e um só SENHOR, ou continua como aqueles que ficaram prostrados no deserto por acharem que precisavam de um deus para cada situação de suas vidas? Tome hoje mesmo a firme postura de reconhecer o senhorio de “אלהים, elohim” (Deus) em sua vida.
Pastor Givaldo Santana