quinta-feira, 8 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O que importa?
Atos 14. 19-28 Mantendo o foco.
Ao longo da nossa vida estabelecemos metas a serem alcançadas, no entanto, no
decorrer do processo elas vão se perdendo no caminho por diversas razões. Sendo
assim, é importante destacar que quando não existe um foco, a tendência natural
é que os acontecimentos comprometam a intenção inicial.
No texto em questão os apóstolos
Paulo e Barnabé foram enviados pela igreja a fim de levarem a mensagem do
evangelho, não obstante, foram inúmeros os obstáculos enfrentados que
facilmente poderiam levá-los a perder o foco e voltar para trás, apresentando
as suas boas justificativas que seriam facilmente aceitas pela igreja que os
enviou. Entretanto, conforme veremos eles não só manteram a meta estabelecida,
como também obteram sucesso por terem efetivamente alcançado o objetivo.
I- As conspirações “instigaram as
multidões” v, 19a- A grande massa sempre será manipulada sem que nem a mesma
entenda a razão das suas ações. O judaísmo se via ameaçado e, com isso, os
líderes judaicos manipularam o povo sob a alegação de que o cristianismo era
ruim para suas vidas. Como os apóstolos tinham realizado milagres e, portanto,
tinham credibilidade perante o povo. Os líderes tomaram como estratégia difamar
o apóstolo Paulo “Apedrejando a Paulo”. Somente pessoas que tinham cometido
crimes terríveis ou aqueles que eram considerados hereges tinham esse tipo de
morte. Mas o fato é que Paulo passa de
perseguidor a perseguido (At 9). Mais tarde ele fará referência a este
apedrejamento (2 Co 11.25). A questão é que sendo Paulo o principal líder, a
intenção era que ao atingí-lo, toda a operação ficasse comprometida. Mas não é
o que aconteceu, aliás, Deus opera aqui um milagre na vida de Paulo, porque
mesmo tendo sido apedrejado ao ponto de ser dado como morto, no dia seguinte está em pé mantendo o foco:
“No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe” v, 20.
II – Ao animar uns aos outros
“Fortalecendo a alma dos discípulos” v, 22a - O novo nascimento gera sempre
entusiasmo, aqueles que têm um encontro pessoal com Cristo ficam logo cheios de
entusiasmo e querem compartilhar a nova experiência, contudo, não vai demorar
muito para que percebam a hostilidade do mundo em relação ao evangelho. Os
discípulos descritos no texto eram recém saídos do paganismo e tinham rompido
laços sociais em decorrência do novo nascimento, é exatamente por força desta
nova postura que experimentariam a oposição, podendo desanimar da carreira
cristã. O natural, portanto, seria esperar que recebessem palavras animadoras,
no entanto, vem a seguinte declaração: “através de muitas tribulações, nos
importa entrar no reino de Deus” v, 22b. Os apóstolos foram francos com aqueles
crentes que estavam cercadas pelo paganismo.
O fato é que as tribulações nos
ensinam o quanto dependemos de Deus, elas nos aproximam mais uns dos outros,
além de serem discipuladoras, por nos ensinar valores espirituais.
III- Ao relatar os feitos de Deus
“Ali chegados, reunida a igreja” v, 27 - A igreja envia os mensageiros e
naturalmente agora querem saber qual o resultado do trabalho e o relato foi que
Deus sustentou, consolou e preservou. “Relataram quantas coisas fizera Deus com
eles”. A ideia aqui é por meio deles (labor). Observe que os apóstolos não vão
enfatizar aqui as perseguições ou o quanto sofreram com os seus opositores, mas
dirão apenas que mantiveram o foco e, por isso, o objetivo foi alcançado: “E
como abrira aos gentios a porta da fé”. É claro que eles tinham consciência de
que o Espírito Santo foi o principal agente em todo aquele processo, ao aplicar
a Palavra no coração de alguns pecadores para que cressem, pois do contrário
nada aconteceria naquelas vidas, por esta razão, enfatizaram que Deus clareou o
entendimento daquelas pessoas para que pudessem crer.
Na evangelização, portanto,
deve-se não só manter o foco, mas também sempre enxergar possibilidades. Muitas
vezes a tarefa parecerá desencorajadora, contudo, não podemos perder de vista
que a obra é do Senhor e que nós somos apenas instrumentos a levar uma mensagem
de salvação, amor e esperança que nem sempre será vista com bons olhos como foi
o caso dos apóstolos, mas é fato também que Deus lhes deu almas conforme
relataram.
Você tem mantido o foco? A sua
tarefa consiste em anunciar a mensagem do evangelho? Lembre-se, compete tão
somente ao Espírito Santo operar nos corações.
Pastor Givaldo Santana
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O que importa?
At 5.17-30 Normalmente as tramas de investigação envolvem bastante pressão por parte dos investigadores para obter a informação desejada. Alguns cedem diante do primeiro aperto, enquanto outros resistem o máximo que podem porque sabem que as informações desejadas podem colocar em risco uma operação e até os interesses de uma nação. O texto acima relata um momento crucial para o cristianismo, pois os apóstolos são pressionados a desistirem da ideia de serem embaixadores à custa da própria vida. Qual a sua reação diante das pressões? O propósito aqui é enfatizar a postura dos apóstolos como sendo um modelo para a igreja de Cristo.
I – A oposição v, 17 “levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos que estavam com ele”. A presença e pregação dos apóstolos incomodavam, sobretudo porque ameaçava o sistema político e religioso ali constituído. Em relação ao aspecto político o que Roma menos queria era o estouro de uma revolução e, como não entendiam muito bem o propósito dos apóstolos, era muito melhor que aquele “movimento” fosse desmobilizado antes de ganhar proporções gigantescas.
Já em relação ao aspecto religioso, o texto diz “... a seita dos saduceus, tomaram de inveja” v, 17. A bíblia cita duas alas religiosas existentes nos dias de Jesus, a saber, os fariseus e saduceus. Acontece que os saduceus não acreditavam na vida após a morte e, portanto, negavam a idéia de ressurreição, por isso, fizeram tanta oposição aos apóstolos que anunciavam o Cristo ressurreto, além do mais, ao contrário dos fariseus, eram pessoas abastadas e por esta razão tinham influência o suficiente para tirar seus opositores da jogada. Portanto, como àquela altura os apóstolos já tinham caído na graça do povo, o mais urgente a fazer seria tirá-los de cena, daí a parceria religiosa e política no intuito de calá-los: “Prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública”v, 18. Contudo, Deus tinha um propósito maior a realizar por meio daqueles homens, conforme veremos a seguir.
II- A ordem v, 19,20 “Ide e apresentai-vos no templo”. Qual o motivo desta ordem? Pela manhã por volta das nove da manhã, uma grade multidão se reuniria no templo para oferecer sacrifícios e, portanto, um momento propício para que o evangelho fosse anunciado. Aprouve a Deus ter libertado miraculosamente os seus servos, agora os impele a colocar-se em uma hora e local estratégico para denunciar os pecados e fazer um apelo ao arrependimento.
Grande susto tomaria os soldados ao irem até a salinha insalubre para buscar os prisioneiros para as autoridades interrogá-los. “... a ninguém encontramos dentro” v 23. A idéia aqui é a de um grande silêncio. Eles ficaram atônitos sem entenderem o que exatamente teria acontecido, aliás, a mesma reação tomará também as autoridades: “Então o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.” V, 24. Ao chegarem ao templo, lá estavam os apóstolo cumprindo o que lhes foi determinado. Contudo, os soldados não queriam correr o risco de serem apedrejados pelo povo e nem as autoridades, daí a razão pela qual os pregadores não foram tratados com hostilidade, conforme registra o verso 26: “Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).” Na seqüência veremos o desfecho daquela situação.
III- A decisão v, 29 “Importa obedecer a Deus do que aos homens”. Esta foi a resposta que aquelas autoridades obtiveram ao inquirirem os apóstolos sobre a desobediência de continuarem anunciando o Cristo ressurreto. A vida deles certamente estava por um fio, mas o comprometimento deles na condição de embaixadores era muito maior.
É fato que temos na própria Palavra de Deus a determinação expressa para obedecermos às autoridades constituídas, porém, eles estavam ali obedecendo aquele que é muito maior. O fato é que eles estavam tão envolvidos com aquela causa que não pouparam palavras ao acusarem as autoridades ali presentes de serem coniventes com a morte de Cristo. Aliás, aquela acusação deixou políticos e religiosos tão furiosos que decidiram imediatamente pela morte dos pregadores, que só foram poupados devido à intervenção de um fariseu cujo nome era Gamaliel.
Os apóstolos estavam convictos quanto à posição que deveriam tomar diante da pressão e até mesmo à custa da própria vida. Decidir por obedecer a Deus sempre deixará os transgressores furiosos e, portanto, sempre virão com toda força para cima daqueles que apontarem seus erros à luz das Escrituras.
Quanto à realidade dos nossos dias, a sociedade quer nos moldar com suas práticas e valores, é um sistema perverso sem parâmetros espirituais, com uma idéia de sexualidade distorcida e intelectualmente comprometida, quanto a este último item basta atentarmos para as músicas mais tocadas no rádio e televisão. Portanto, somos conclamados a tomarmos a mesma postura dos apóstolos e com ousadia declararmos que nos recusamos a ceder às imposições diabólicas, pois somos súditos e embaixadores do Rei. Decida se você quer ser aplaudido por todos os homens ou rejeitado por Deus. O que importa? É obedecer a Deus.
Pastor Givaldo Santana
segunda-feira, 22 de julho de 2013
O que importa?
Jo 4.23-24 A Igreja em adoração. O ajuntamento nos dias de culto é um dos importantes meios para que a igreja se relacione com Deus. Sendo assim, o culto glorifica ao Senhor e preenche o adorador. Todos nós somos desafiados a adorar o onipotente Deus que compensa a adoração em forma de bênçãos incontáveis. Que sensação maravilhosa esta! A de aguardarmos com ansiedade o dia de terça-feira, no intuito de examinarmos as Escrituras e, munidos da mesma, passarmos para o momento de oração, onde expressamos a nossa gratidão ao Deus, dado o modo extraordinário como Ele cuida de cada um de nós e, por nos confirmar como árvores frutíferas (Sl 1).
Os salmos 19 e 148 ressaltam a criação em ato de adoração ao seu Criador, mas o mais fantástico é que esta atribuição vai recair com mais intensidade sobre nós por sermos a coroa da criação; seres que possuem autoconsciência e, por este motivo, prestam a Deus uma adoração consciente. Portanto, meu irmão (a) ouse ser um adorador por excelência! O verdadeiro adorador não se permite cair no marasmo espiritual. Pelo contrário, quanto mais ele busca, maior a intensidade da adoração, pois a chama do Espírito Santo tende a ser fortalecida no coração à medida que o adorador intensifica o desejo de estar na presença do Senhor em comunhão com os santos.
O que dizer do domingo? Amados, a nossa sensação deve ser a mesma que invadiu o coração do salmista quando disse: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor ” Sl 122.1. O verdadeiro adorador encara esta oportunidade com uma expressão festiva, alegre e sincera. Certamente não deve haver maior alegria do que o estar na casa do Senhor. Como perde aquele que se acostuma a colocar barreiras a fim de não subir à casa do Senhor! Contudo, para aqueles que entendem a importância de congregar, é necessário frisarmos que o culto a Deus não pode ficar restrito às expressões litúrgicas formais. Pois esta tendência pode levar o ajuntamento a ser algo insípido e perigoso, na medida em que corremos o sério risco de cairmos em uma adoração rotineira, onde muitos caem em um círculo vicioso e aos poucos vão tornando-se vazios e insensíveis ao toque do Espírito.
Apresente-se como um verdadeiro adorador! Diga para o Senhor que você O ama e que sente alegria de estar em seu santo templo.
Rev. Givaldo de Jesus Santana
terça-feira, 9 de julho de 2013
O QUE IMPORTA?
Mt 27.3-10 Não vemos nas Escrituras apelos
para que as pessoas se deixem levar pelo remorso, mas sim, para que sejam
tomadas pelo profundo arrependimento. Portanto, procurarei fazer uma clara
distinção sobre remorso e arrependimento, afirmo desde já que o remorso trás
sempre conseqüências danosas conforme veremos na vida de Judas Iscariotes, que
foi um dos dozes discípulos de Cristo. Apresentarei inicialmente um paralelo
entre estes dois pontos antagônicos.
O remorso é uma impotência, os
erros são sempre repetidos na mesma medida, enquanto que o arrependimento é uma
força que põe termo a tudo.
O remorso é uma culpa tóxica e
não permite avançar, enquanto que o arrependimento é produto de profunda
reflexão.
O remorso é tristeza para a
morte, enquanto que o arrependimento é tristeza para a vida.
À luz do texto lido vemos que o
remorso:
A) Tenta reverter às ações v, 3
“...tocado de remorso, devolveu as trinta moedas...”. Um adágio popular afirma
que a palavra dita não volta, é exatamente, por isso, que é um grande equivoco
alguém lançar uma palavra de ofensa para depois afirmar: Não foi bem isso que
eu quis dizer! Ora, talvez o mais correto seria dizer que foi infeliz na
colocação, ao invés de simplesmente tentar negar a declaração. É aqui que entra
o disparate do remorso, pois a pessoa é impulsionada por uma tentativa
desesperada de tentar reverter a cão em decorrência das conseqüências danosas.
Portanto, quando Judas viu a grande bobagem que tinha feito, quis reverter o
processo devolvendo a moeda. Mas não vemos em momento algum, referência à
reflexão.
B) Tem a própria consciência como
acusadora v, 4 “Pequei, traindo sangue inocente.” Se o arrependimento trás
tristeza pelo erro cometido, o remorso pelas conseqüências; exemplificarei isto
por meio de ilustrações; imagine um aluno que prestou uma prova sem estudar,
daí ele ficará muito triste ao saber que não foi aprovado, observe que a sua
tristeza não foi pelo fato de não ter estudado, mas sim, por não ter sido
aprovado. Vamos imaginar ainda um motorista que passa no sinal vermelho. Dias
depois a multa chega a sua casa e ele fica bastante chateado. Ora, a sua
tristeza não se deu pelo fato do mesmo ter infligido a lei e colocado a vida
dele e de outros em perigo, mas sim, por ter sido multado. Este é o grande
problema do remorso, a consciência doerá sempre que vierem as conseqüências,
mas isto não significa que os mesmos erros não serão repetidos
posteriormente.
C) Apela para atos extremos, v 5
“retirou-se e foi enforcar-se”. O remorso impulsiona a pessoa a uma tentativa
desesperada no intuito de reverter o processo conforme já mencionamos, sendo
assim, é correto dizer que o remorso sempre conduz a um mal maior, que no caso
aqui foi a tentativa contra a própria vida. Ao contrário da postura de Judas
vemos que o apóstolo Pedro seguiu uma vertente diferente: “Então, Pedro se
lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás
três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26:75). Portanto, se o
remorso gera morte pelo circulo vicioso que possibilita, o arrependimento
produz vida. Ou seja, o arrependimento leva sempre a uma profunda tristeza que
produz mudança. Desta forma, arrependimento e conversão se somam em um
conjunto.
Conclusão
O que está presente em sua vida,
o remorso ou arrependimento? Morte ou vida? A palavra te desafia ao
arrependimento, a voltar-se para Deus, a fim de confessar os pecados e aplicar
o coração para não mais dar lugar as inclinações do coração pecaminoso que trás
resultados danosos para as nossas vidas. O verdadeiro arrependimento consiste
em refletir, confessar e, tomar a firme decisão de não mais viver em
desobediência. Portanto, ouse vencer o remorso.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
O que importa?
Jr. 2.18 Normalmente quando se fala em ateu, tem-se em mente um grupo minoritário que formula inúmeras teses na tentativa de provar que Deus não existe. Contudo, o que se vê efetivamente é uma grande massa que é classificada pelo teólogo puritano Stephen Charnock como ateus práticos. São pessoas que afirmam crer na existência de Deus, mas cujos corações o negam na prática. Quanto a isso, Tito registra: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” Tito 1:16
Mas o que o texto bíblico tem a nos ensinar por meio das experiências vivenciadas pelo povo de Israel? Quais foram os erros cometidos por este povo? E quais as conseqüências? Farei esta abordagem em três momentos.
1) Abandonou o Senhor v, 13 – O profeta denuncia e diz que foram cometidos dois males como seguem: “A mim me deixaram” (O manancial de águas vivas). A tônica do profeta Jeremias consiste em denunciar a inclinação da nação de Israel para adorar os deuses egípcios e assírios, sendo que o desafio era exatamente o contrário, isto é, Israel deveria levar estes povos a voltarem-se para o SENHOR. O verso cinco diz: “Assim diz o SENHOR: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade, e tornando-se levianos?” O termo “vaidade” pode ser traduzido como “nulidade”, e pode ser entendido também assim: Tal deus tal povo – Esta idéia pode ficar muito mais clara ao olharmos para o Salmo 115 onde o salmista afirma que os ídolos das nações são inexpressivos, e de igual forma, os seus adoradores. Portanto, a denúncia é que Israel encontrava-se desprovida de valores éticos, morais e espirituais.
2) Desprezou a sua doutrina v, 13 - “Cavaram cisternas rotas” – A idéia aqui é a de uma cisterna que não retém água (falsa esperança). Imagine aqui o seguinte: uma pessoa presta concurso e mesmo sem saber o resultado passa a fazer compromissos como se aquele salário fosse certo, mas, sai o resultado e ela descobre que não conseguiu ficar nem mesmo entre os classificados. Aqui está uma grande verdade, se o texto sagrado afirma que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, por outro lado, afirma que os ídolos não são capazes de fazer absolutamente nada nem por si mesmos, afinal de contas, não passam de criação dos homens que idealizam os deuses de acordo com as suas necessidades. O que acontecia com Israel, portanto, era que ele estava se deixando influenciar pelas filosofias vãs, ou seja, ensinamentos e esperanças que não têm base na Palavra de Deus. É realmente um equívoco muito grande acreditar que alguém poderá desfrutar das bênçãos de Deus mesmo contrariando os seus ensinamentos e ordenanças.
3) Obteve resposta v, 18-19 - “Que lucro terás... indo para beberes?” (idolatria)v, 18. O SENHOR não age com complacência quando os homens insistem em contrariar os seus alertas. Quando Moisés foi levantado como líder foi dito para os hebreus: “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êx .20:3), contudo, o tempo passa e esta advertência cai no esquecimento, daí vem a resposta: “A tua malícia te castigará” v, 19. Visto que Israel não depositava a esperança no SENHOR, mas sim nos deuses pagãos, o resultado era inevitável: “Os leões novos rugiram contra ele” v, 15 (Fúria dos leões) – símbolo da Assíria que daria com fúria para assolar e devastar Israel como resposta do desprezo ao SENHOR e à sua Palavra.
Muito embora Israel afirmasse crer na existência e direção de Deus, na prática ficava evidente que seus corações estavam bem distantes.
O que ocorria com o povo de Israel é o que acontece em nossos dias. O ateísmo prático é uma realidade no cotidiano de nossa sociedade. Existe uma negação velada. O iluminismo disse: Deus, pode deixar que nós daremos conta, pode deixar que sabemos o que fazer de nossas vidas. Stephen Charnock afirmou: “Qualquer desejo que houver para que Deus mude, ou para que Ele mude a maneira de tratar conosco, é a própria essência do ateísmo prático”.
O que importa? É que Deus tenha primazia em sua vida, em seus projetos e decisões. Que Ele não seja excluído de sua vida como se fosse um intruso.
Pr. Givaldo Santana
quarta-feira, 19 de junho de 2013
LIDANDO COM A SOLIDÃO
Rm. 12.15 Segundo estimativas, já somos mais de sete bilhões de habitantes, as pessoas se aglomeram nos transportes públicos e nos grandes centros, se acotovelam nestes espaços, mas, mesmo assim, permanecem solitárias. A solidão tem tomado as pessoas dentro de casa, no espaço de trabalho e nas ruas. As pessoas moram anos no mesmo lugar e não conhecem o vizinho, trabalham anos no mesmo setor e não sabem quem são os seus colegas de trabalho. Estas afirmativas equivalem a dizer que a humanidade vive uma solidão social crônica.
Porque nos relacionar com as pessoas? É exatamente sobre isto que quero abordar, ainda que de modo breve.
1) Porque Deus nos criou como ser gregários – “...Que nos amemos uns aos outros.” 2 Jo1. 5b. A teologia sistemática afirma que Deus nos fez pessoa para que tivéssemos a capacidade de nos relacionarmos com Ele e também com as demais pessoas. Sendo assim, na medida em que nos isolamos, vamos na contra mão da vontade de Deus, e isto é desastroso, não só para as pessoas, mas também para toda a sociedade.
Os animais estão fazendo a vez do ser humano e, por isso, se fala em humanização dos animais. A coisa mais comum é ouvirmos as pessoas dizendo que o cachorro é parte integrante da família, sendo que há pouco tempo era só um bicho de estimação. Não é que eu seja contra ter animais e cuidar bem deles, mas penso que a humanidade tem perdido o foco e, por esta razão, já não consegue enxergar o outro como seu próximo.
2) Porque o mundo virtual não revela quem são as pessoas – “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito..” 2 RS 5.1. Quantos seguidores você tem? Esta é a pergunta mais comum entre os internautas. Daí o motivo pelo qual muitos pedem: Siga-me! O mais contraditório é que alguns têm milhões de seguidores e morrem isolados de overdose em seus esconderijos secretos. Na verdade, você não sabe quem está do outro lado, pode ser alguém bem intencionado, mas também pode ser um inescrupuloso e oportunista pronto para dar o próximo golpe. Por este motivo entendo que o calor humano é fundamental, pois só com o contato cotidiano podemos saber de fato com quem contar. Entretanto, na era da tecnologia estamos nos abrindo para o mundo, mas os relacionamentos dentro de casa muitas vezes estão comprometidos.
3) Porque a solidão trás prejuízos físicos e emocionais – “Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.” SL 25:16. As pessoas estão adoecendo emocional e fisicamente porque estão se privando do contato humano. Olha o que Salomão diz: “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” Pv 17:17. O individualismo é cada vez mais a marca de nossa sociedade, talvez, por isso, tenha surgido o ditado: “Antes só do que mal acompanhado”. O ‘x’ da questão é saber quem é má companhia para quem. Penso que o grande desafio é caminhar na contra mão desta tendência anti-bíblica para que a solidão não adoeça a nossa alma a ponto de trazer outras grandes e graves conseqüências. Ouse construir pontes onde a solidão tem causado abismos. Saia da toca e torne a vida mais bela e agradável de ser vivida.
A solidão causa sofrimento e dor justamente porque Deus nos criou com um condicionamento exatamente contrário. Portanto, não fuja das pessoas como se elas fossem o pivô de seus problemas. O isolar-se talvez seja um mecanismo de defesa para não expor as suas fraquezas. Porém, é na convivência diária com outras pessoas que aprendemos a lidar com as nossas imperfeições. Sendo assim, relacione-se com as pessoas, converse mais, sorria mais, tenha um espírito menos armado e procure extrair lições da convivência diária com aqueles que te cercam.
Pr. Givaldo Santana














