Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assumindo uma postura diferente I



Jr 10:1-5 Um ditado popular diz que a voz do povo é a voz de Deus. Entretanto, vemos no texto uma exortação para que a casa de Israel faça a contra mão deste pensamento. Jeremias registra que indo no vácuo da maioria, Israel  estaria contra Deus. Com exceção da descrição da cidade de Nínive, onde de acordo com as Escrituras toda a cidade teria se voltado para Deus, nas demais partes do texto sagrado veremos que o que prevalecerá será a ideia de Amós capítulo nove onde apenas “um pouco” permanecerá fiel a Deus. O texto acima deixa claro que a voz do povo não é a voz de Deus e, que os servos do Senhor têm como incumbência fazer um caminho contrário daquilo que a maioria chama de natural, ainda que isto resulte em críticas ou perseguições das mais variadas.  

O texto começa com uma exortação ao povo de Deus. Qual é a mensagem do Senhor para o seu povo? Ao invés de ser influenciado seja você um agente influenciador! O profeta Jeremias mostrará como isso é possível por meio de três atitudes como segue.   

I- Atentando para a Palavra v, 1 “Ouvi a palavra que o SENHOR”  Temos aqui um oráculo, ou seja, o profeta age tão somente como porta voz, portanto, não havia aqui a emissão de opinião particular. Vale destacar também que este “ouvi” não consiste apenas em adquirir informações a respeito, mas sim, aplicar o coração no propósito de transportar o conhecimento adquirido para a vida prática. Mesmo porque, uma pessoa pode orgulhar-se de “conhecer” a Palavra de Deus (tomar conhecimento do que está escrito) sem, no entanto, manifestar o menor interesse de aplicar ao coração. Aqui aparecem aquelas figuras descritas por Cristo (casa na areia), Tiago (homem que contempla no espelho seu rosto natural), Tito (Onda do mar), todas estas figuras não passam de meros intelectuais da fé. 

II – Tendo uma postura diferente dos gentios v, 2 “Não aprendais o caminho dos gentios” (cegueira espiritual). Emprega-se o termo gentios para significar aqueles povos que não eram da família hebraica (Lv 25.44), mas também usa-se o mesmo termo para descrever os incrédulos, como é o caso aqui em Jr 10.25. O desafio era para que a casa de Israel servisse como modelo de temor e adoração ao SENHOR, contudo, o que se vê é um povo místico como os demais. Por esta razão, vem a exortação: “nem vos espanteis dos sinais dos céus”.  Os babilônios acreditavam que raios e trovões fossem manifestações dos deuses e este mesmo tipo de crença teria passado a fazer parte do cotidiano de Israel. Daí a afirmação de Jeremias “porque com eles se atemorizam as nações”, ou seja, o medo ao invés de temor em forma de contrição e obediência a Deus. 

III – Não acreditando na nulidade dos ídolos v, 3 “os costumes dos povos são vaidade” (Nulo).  “Obra das mãos do artífice”. Quanto a esta questão Isaías denunciará: “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.” (Is 45.20). Esta é exatamente a denúncia feita por Jeremias: “corta-se do bosque um madeiro” “com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.” Era preciso fixar a imagem muito bem, pois havia a crença de que caso se a mesma viesse a cair e quebrar, o deus ali representado poderia manifestar a sua fúria contra o adorador displicente. E para combater esta ideia o profeta dirá: “Não tenhais receio deles”, ”Não podem fazer mal”, “Nem tampouco têm poder de fazer bem”v, 5.  

Vivemos em uma época onde se combate todo e qualquer tipo de intolerância, inclusive a religiosa. Outra característica dos nossos dias é a pluralidade de ideias, sendo que nesta perspectiva cada um tem a sua verdade e, portanto, não existe valor absoluto e, sendo assim, toda tentativa no sentido de levar alguém a seguir um padrão chega a ser tirano e, portanto, inaceitável. Contudo, o que vemos no registro de Jeremias é que o SENHOR não abre mão da sua glória, sendo assim, seja por pura veneração ou com a finalidade de adoração, prevalece o que está contido no primeiro e no segundo mandamento. Faça a diferença!

Pastor Givaldo Santana 

sábado, 26 de outubro de 2013

Do aquebrantamento ao triunfo



Jr 33.1-13 A Bíblia registra vários momentos em que povos ímpios agem como varas nas mãos do SENHOR para disciplinar o seu povo. Contudo, se por um lado estes ímpios oprimiam o povo de Deus, em outro momento são punidos pela maldade do próprio coração. Entretanto, Jeremias deixa claro que é do propósito do Senhor ouvir e responder a todos aqueles que a Ele clamam. Com esta afirmativa queremos enfatizar que no texto lido identificamos desafios e garantias, conforme pode ser comprovado.

I- O apelo - “Clama a mim” v, 3 – Até meados da década de noventa era muito comum os pregadores gastarem mais tempo com o apelo do que com a exposição bíblica, contudo, chegou-se à conclusão de que a pregação em si já é o apelo ao coração do pecador e que, portanto, não compete ao pregador realizar a tarefa que é exclusivamente do Espírito Santo.  A lógica da coisa é que o aquebrantamento é decorrência do reconhecimento de miséria e pecados e só o Espírito é capaz de operar esta ação no coração do pecador. 

II – A garantia - “responder-te-ei”, “Anunciar-te-ei” “coisas grandes e firmes que não sabes” v, 3.  Se a condição de Jerusalém e Judá até então era de prostração, surgem agora garantias de que aquela realidade ganharia contornos diferentes e favoráveis ao povo de Deus. Os benefícios abrangeriam todos os campos que envolvem o ser humano, ou seja, espiritual, emocional e financeiro, conforme podemos observar: “Eu trarei a ela saúde e cura,” “lhes manifestarei abundância de paz e de verdade.” E continua: “removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel” “purificarei de toda a sua maldade com que pecaram contra mim; “perdoarei todas as suas maldades”. Isto equivale a dizer que a vida deste povo sofreria uma guinada de 360º. 

III – A queixa - “Porquanto escondi o meu rosto desta cidade, por causa de toda a sua maldade.” v, 5. O Senhor declara a razão pela qual aplica duro juízo ao homem, isto é, a rebeldia, o desprezo aos seus estatutos, a vaidade que é capaz de tomar o coração do pecador de maneira que o mesmo é levado a pensar que pode desprezar as ordenanças do SENHOR e, ainda assim, continuar bem. É muito comum encontrarmos pessoas apresentando justificativas para os seus atos pecaminosos como forma de se isentarem de suas responsabilidades e, desta maneira, alegam que não são culpadas e que, portanto, Deus tem que abençoá-las, afinal, elas são “inocentes”, contudo, a queixa do SENHOR mostra outra realidade posta.  

IV – O triunfo - “E este lugar me servirá de nome, de gozo, de louvor, e de glória,” V, 9. Dentro da cultura hebraica o nome não tem como objetivo apenas prestar uma homenagem a alguém como é o caso da cultura ocidental, mas sim, tem como propósito descrever uma realidade vivida em determinado momento, ou até mesmo marcar a história de uma família ou de um povo. Portanto, na vida daqueles que estavam prostrados e desolados o nome de YAHVEH “Javé” (SENHOR) seria exaltado de maneira que os de foram ficariam admirados pelo agir do SENHOR no meio do seu povo: “entre todas as nações da terra, que ouvirem todo o bem que eu lhe faço”, “espantar-se-ão e perturbar-se-ão por causa de todo o bem, e por causa de toda a paz que eu lhe dou.”  

Para que Jerusalém e Judá desfrutassem de todo este triunfo, era necessário primeiramente o aquebrantamento como reconhecimento dos pecados cometidos contra os estatutos do Senhor. O adversário de nossas almas tem enganado muitas pessoas, inclusive algumas que estão sentadas nos bancos das igrejas, de que não precisam rever as suas atitudes pecaminosas para ter que desfrutar dos cuidados do Senhor. O resultado disso são pessoas muito religiosas, porém, completamente distantes do Senhor e da Sua Palavra. Clame a Ele para que aquebrante o seu coração e desta maneira você certamente triunfará. 

Pastor Givaldo Santana 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O padrão de igreja ideal


At 9.31 Após ter passado por um período de ardente prova e perseguição, onde Saulo aparece como um dos principais atores, agora a igreja goza de um período de calmaria, como é próprio de toda guerra. Esta trégua segundo o historiador Flávio Josefo, deu-se porque em 39 D.C., o imperador romano Calígula resolveu colocar a sua estátua no templo com a finalidade de adoração, e isto atraiu a atenção dos judeus, dando assim, uma trégua para a igreja. 
 Em face desta nova condição, Lucas descreve que a igreja como um organismo vivo que é, continua a sua trajetória “no temor do Senhor” evidenciando algumas características: 

I - Edifica-se por ensino e amor (Cf. Rm 15.14) - Para sermos classificados como igreja, temos que ter como marca este amor e cuidado de uns para com os outros. Uma característica muito forte da igreja do primeiro século que é descrita por Lucas é o espírito de comunhão, aliás, esta é uma das razões pela qual o modelo de igreja emergente foge dos padrões bíblicos, visto que tem como uma de suas marcas o isolamento, pois enfatiza que apenas a sintonia do crente na vertical é o que efetivamente importa. Todavia, a tônica das Escrituras é que a nossa comunhão com Deus ficará evidente no modo como somos fortalecidos enquanto compartilhamos as nossas virtudes e defeitos rumo ao fortalecimento da igreja. 

II – Vive impulsionada Pelo Espírito Santo (Cf. Jo 14. 16,26) – É de fundamental importância que a igreja compreenda quem é e qual é o papel do Espírito Santo. Este termo nos remete para as seguintes idéias: “Exortação”, “Encorajamento”. É exatamente assim que Cristo se refere no texto acima. Outra idéia é: “consolo”, ou seja, “aquele que foi enviado para o lado de outro”. Portanto, ele exorta, consola e age como ajudador. Isto quer dizer que, assim como Cristo esteve com os seus discípulos, da mesma maneira o Espírito Santo se faria presente no cotidiano dos mesmos. Assim como Cristo foi enviado do Pai para a igreja, de igual forma o Espírito Santo, porém, Cristo agora volta para o Pai, a fim de nos preparar morada, enquanto que o Espírito vem preparar o coração da igreja para que Deus habite. 

III- Cresce pela evangelização dos perdidos  At 8.4
Não temos como pensar em modelo ideal de igreja, sem inevitavelmente ligá-la à sua tarefa missionária. Portanto, seja em meio às provas ou na calmaria, em qualquer circunstância ou lugar você tem como papel testificar dos feitos de Deus. Aqui está outra característica muito presente no livro de Atos, isto é, em todo momento Lucas relata os servos de Deus compartilhando as suas experiências de fé. A convicção dos apóstolos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20) era a mesma esboçada pelos demais integrantes da igreja, de modo que Lucas registra: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47). 
Pensar em igreja ideal nem de longe consiste em apontar um grupo isento de incorrer em equívocos e erros, mas se tem algo que lhe qualificará como aquela que está no caminho certo é a presença do “temor do Senhor”, que lhe possibilitará o anseio por evidenciar as características descritas acima.  Visto que se trata de pontos cruciais para a subsistência da igreja e, justamente por esta razão, aparecem aqui como marcas de uma igreja ideal. 

Pastor Givaldo Santana

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Resgatando o fervor espiritual da igreja


I Ts 5.19 Uma foto postada na internet esta semana de um veículo importado sendo levado para dentro do templo, a fim de ser ungido, reascendeu uma discussão entre pastores sobre a dinâmica da igreja na atualidade. Em meio ao debate caloroso, composto por opiniões diversas, concluiu-se que uma ala da igreja vive uma luta constante para lançar novidades todos os dias, no propósito de manter pessoas místicas no recinto sagrado, enquanto que a outra ala permanece estagnada, fria e indiferente; o que nos leva a entender que ambos os lados distanciaram-se da proposta original. 

No texto em questão, Paulo destaca que a igreja não deve desprezar a profecia, que aqui refere-se ao ensino, ou a exposição das Escrituras feita pelos apóstolos e demais líderes ao povo de Deus. Atrapalhar a ação do Espírito Santo, portanto, equivale a não colocar o coração na Palavra de Deus, pois, o Espírito Santo é como uma chama viva em nossa vida, contudo, Ele pode apagar por falta de manutenção. Vale ressaltar que o prejuízo aqui de modo algum recai sobre Deus, mas unicamente na vida daqueles que apagam o Espírito em suas vidas. 

Dentro desta perspectiva é correto afirmar que o evangelho tornou-se uma paródia na vida de muitos crentes. E o resultado claro desta realidade é a frieza espiritual que tem tornado muitos indivíduos apáticos e voltados para si mesmos, razão pela qual tem faltado vivacidade espiritual na vida da igreja. E como consequência, a coragem para servir, o desejo de crescer na fé e a disciplina da oração estão congelados. Sendo assim, o estudo e a vivência das Sagradas Escrituras é quase nulo e o evangelismo está fora de cogitação.

É por todos estes fatores que a frieza espiritual precisa ser substituída pelo fogo do Espírito Santo que desencadeará em três atitudes essenciais para a igreja:  
a) Nos convoca ao estudo profundo das Sagradas Escrituras, que resultará em uma vida irrepreensível, santa e íntegra.  
b) Nos coloca de joelhos dobrados e coração quebrantado diante de Deus (Adoração).
c) Nos impulsiona a pregar o evangelho com coragem e destemor. 

Este Fogo que tira a impureza pela confissão de um coração arrependido é também o Fogo que nos permite evidenciar amor por Deus e Sua Palavra. É Este Fogo que nos fortalece na santificação sem a qual ninguém verá a Deus. Portanto, o crente que apaga o Espírito Santo se distancia do Senhor, dá mau testemunho e, fica indiferente no tocante a necessidade de compartilhar da sua fé com as demais pessoas. 

Pastor Givaldo Santana 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Qual é o real valor da igreja?


Ef 5.25-27

Introdução 

Recentemente recebi um email com o título: IBGE: quase 1 milhão de evangélicos saem dos ‘templos’ por ano (Por Ákel Edin).  Segundo Edin todo o esforço da reforma caiu por terra. A podridão que tanto os reformadores condenaram ao propor a reforma protestante, está presente na igreja hoje. E, por isso, ele sugere a adesão de movimentos que estão presentes em diferentes países como: “‘Caminho da graça’ de Caio Fábio, e o ‘Show tem que parar’ do irmão Paulo, e as igrejas orgânicas que começaram nos EUA com Frank Viola”. Estes movimentos apresentam a igreja enquanto instituição, como um sistema falido, e propõe reuniões informais nas casas, citando como exemplo a igreja primitiva.  Edin conclui a sua argumentação fazendo o seguinte desafio: “Ore antes de comer, de dormir, ao acordar… Tenha bons costumes”. Para ele fazendo estes exercícios diários você estará cumprindo o seu papel na qualidade de discípulo de Cristo. 
Muito embora eu discorde da postura acima descrita, a minha consciência pede para que eu concorde com uma afirmativa descrita acima, como sendo verdadeira, ou seja, a igreja vem progressivamente se distanciando do pendão levantado pelos reformadores. O espaço não me permite, mas em poucas palavras, afirmo que existe um distanciamento real das Escrituras. Contudo, quero destacar aqui, ainda que de modo breve, o real valor da igreja de Cristo. 
Contextualizando a passagem, o apóstolo Paulo enfatiza o real valor do matrimônio, e como ilustração ele descreve o amor de Cristo pela igreja. Espero que não esteja usando aqui um texto para pretexto, mas pretendo destacar apenas a ilustração comparativa, onde o apostolo enfatiza o real valor da igreja.  O matrimônio é considerado como símbolo da relação entre Deus e seu povo, esta ideia atravessa toda a Bíblia, aliás, o termo aliança já trás consigo este sentido. 
I – A entrega “si mesmo se entregou por ela” v, 25, 26. No evangelho de João este ensinamento é muito claro: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Jo 10:11.   O apostolo Paulo destaca que esta entrega teve algumas motivações, isto é, “Para a santificar”  (separar para o serviço a Deus), e “Para purificar” (Livrar da culpa do pecado e da corrupção). Os dois termos estão ligados, pois a santificação vem por meio da purificação. Quanto ao meio através do qual isto se dá ele declara: “Pela palavra”, (Jo 17.17) esta é a Palavra que descreve as promessas de Deus apara o seu povo.  
II - A motivação “Para a apresentar a si mesmo” v 27. O que teria motivado Cristo a se entregar? Na cultura que Paulo tem em mente, após os noivos firmarem o compromisso, dava-se início a um período festivo que podia ir de sete a catorze dias, onde a noiva se produzia para apresentar-se ao seu amado.  Portanto, após ter passado por todo um processo, a igreja se apresentará ao seu Senhor como uma “Igreja gloriosa”. Para tanto, ela precisará estar “Sem mácula”. A ideia aqui é: sem contaminação, que refere-se aos aspectos morais e espirituais, reforçado pelo termo: “Nem ruga” (contrair), que expressa o sentido de pecado.  
     III- O propósito “Porém ”v, 27. Para que este esforço empregado em prol da igreja? São dois os motivos. Para apresentar ao Senhor uma igreja: 1) “Santa” (separado do uso comum para Deus), 2) “Irrepreensível” (Sem culpa cf. Nm 6.14). Fica claro no texto que Cristo está trabalhando na vida da sua igreja, que embora no presente momento ela pareça bem distante do ideal, na verdade, está passando pelo processo de purificação por meio da Palavra, a fim de apresentar-se ao Cordeiro de modo impoluta para louvor e honra daquEle que reina hoje e sempre. 
O que dizer das acusações que são feitas à igreja evangélica dos nossos dias? Eu ousaria dizer que até têm pessoas não convertidas em seu meio, sejam lideres ou liderados, contudo, embora o mau testemunho e o distanciamento das Escrituras seja uma realidade, eu não posso simplesmente generalizar como se a podridão estivesse presente na vida de todos aqueles que fazem parte de uma denominação constituída. Portanto, sou da opinião de que todo extremo nos leva a percorrer caminhos perigosos, lembrando ainda que em outro lugar Paulo orienta seu leitores a examinarem tudo, mas que retivessem apenas o bem.  Entendo que o Senhor da igreja está no controle, e que no tempo determinado pelo Pai ele virá para separar Joio e trigo. 

Pastor Givaldo Santana 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que importa?


É manter a alegria da salvação

I Pd 1.3-13 Este certamente não é o mesmo Pedro impulsivo e cheio de fraquezas descrito nos evangelhos. Depois de tantas provas e já nos seus últimos dias de vida, um homem maduro compartilhará da sua experiência com os demais irmãos que sofriam grande pressão por causa da fé. 
Pedro escreve esta epístola por volta de 64 d.C. A esta altura Roma tem grande parte da cidade queimada e os moradores colocam a culpa no imperador Nero, que por causa dos seus projetos ambiciosos teria provocado tal catástrofe, porém, como Nero sabia que os romanos não viam os cristãos com bons olhos, ao ser acusado, disse que na verdade os cristãos teriam sido responsáveis pela queimada, como resultado, foi levantada uma furiosa perseguição contra os cristãos. 

Ao escrever aos irmãos, o apóstolo Pedro teve como finalidade desafiar àqueles que estavam dispersos na Ásia menor para que permanecessem firmes nestes tempos difíceis. Eles tinham nascido de novo por meio da ressurreição de Cristo e, por isso, deviam manter no coração a viva esperança. Pedro afirma que a confirmação da fé que tinham por meio do teste é mais preciosa do que o precioso ouro refinado. Sendo assim, deveriam, por esta razão, preparar as suas mentes para buscar a Cristo em santidade, movidos pela esperança cristã que repousa no fato de ter Deus ressuscitado o seu Filho Jesus Cristo dentre os mortos. 

A epístola tinha como objetivo duas questões básicas: A) Fortalecer os irmãos e B) Alimentar o rebanho de Deus. Pedro inicia a sua argumentação destacando alguns fatos gloriosos da salvação. No primeiro momento diz que fomos escolhidos pelo Pai; segundo que fomos feitos santos pelo Espírito e terceiro que somos purificados pelo sangue do Filho. Daí ele argumenta que a nossa salvação está garantida por três fatores: A) A prova (v,3) – “Ela é garantida pela ressurreição de Cristo”, B) A permanência (v,4) – “Ela é mantida nos céus para nós”, C) O poder (v,5) – “o imenso poder de Deus assegura-nos que chegaremos seguros no céu. Por todos estes fatores é que Pedro argumenta que a  alegria da salvação não deve limitar-se às circunstâncias.

Ligados a todos os aspectos mencionados vemos no texto três ênfases: 
I- A viva esperança v, 3 “Centralizada em cristo”. Dentro desta perspectiva o autor aos hebreus diz que o que se vê não é esperança. Talvez se aqueles irmãos olhassem para os episódios que os cercavam corriam o risco de concluírem que nada daquilo valia à pena, mas o apóstolo cuida de animá-los sob a alegação de que a obra operada em seus corações havia sido concretizada por Cristo e que esta salvação não estava limitada ao circunstancial, mas que era de caráter duradouro. 
II- A herança incorruptível e imarcescível v, 4. Temos aqui aquela ideia expressa por Cristo em Mateus 6 quando fala a respeito do tesouro nos céus, onde ladrões não minam, não roubam e nem a ferrugem ou a traça tem a capacidade de comprometer o seu real valor. Portanto, não eram as provações que fariam aquela herança murchar, pelo contrário, a pressão aplicada só serviria para confirmar o quanto eram fervorosos e estavam dispostos a padecerem pela causa do evangelho. 
III- O poder divino que preserva em meio às provas: VV 5-8. Aqui podemos destacar três pontos através dos quais os irmãos poderiam extrair deste poder: Por meio da fé v, 5; pelo regozijo nas provas v, 6; em amor e gozo indescritível, 8. A ideia é muito clara, Pedro argumenta que a força para vencer a prova não estava contida essencialmente no crente, mas em Deus que fornece o suporte(fé) necessário para que não fiquem prostrados pelas circunstâncias ameaçadoras.
É fato que a igreja não gosta de passar por provas, mas é verdadeiro também que os servos de Deus sabem que em grande ou pequena escala elas sempre vêm. Muito embora eu não seja muito favorável às frases prontas que são rotina no meio evangélico, abrirei uma exceção aqui para dizer que Deus não nos poupa das provas, mas nas provas. Precisamos ter em mente também que as provações nunca têm um fim em si mesmas, mas que levarão sempre a um propósito muito maior. Lembre-se que Deus não está indiferente à tua causa.  
Pastor Givaldo Santana 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O que importa?


At 5.17-30 Normalmente as tramas de investigação envolvem bastante pressão por parte dos investigadores para obter a informação desejada. Alguns cedem diante do primeiro aperto, enquanto outros resistem o máximo que podem porque sabem que as informações desejadas podem colocar em risco uma operação e até os interesses de uma nação. O texto acima relata um momento crucial para o cristianismo, pois os apóstolos são pressionados a desistirem da ideia de serem embaixadores à custa da própria vida.  Qual a sua reação diante das pressões? O propósito aqui é enfatizar a postura dos apóstolos como sendo um modelo para a igreja de Cristo. 

I – A oposição v, 17 “levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos que estavam com ele”.  A presença e pregação dos apóstolos incomodavam, sobretudo porque ameaçava o sistema político e religioso ali constituído. Em relação ao aspecto político o que Roma menos queria era o estouro de uma revolução e, como não entendiam muito bem o propósito dos apóstolos, era muito melhor que aquele “movimento” fosse desmobilizado antes de ganhar proporções gigantescas. 
Já em relação ao aspecto religioso, o texto diz “... a seita dos saduceus, tomaram de inveja” v, 17. A bíblia cita duas alas religiosas existentes nos dias de Jesus, a saber, os fariseus e saduceus. Acontece que os saduceus não acreditavam na vida após a morte e, portanto, negavam a idéia de ressurreição, por isso, fizeram tanta oposição aos apóstolos que anunciavam o Cristo ressurreto, além do mais, ao contrário dos fariseus, eram pessoas abastadas e por esta razão tinham influência o suficiente para tirar seus opositores da jogada. Portanto, como àquela altura os apóstolos já tinham caído na graça do povo, o mais urgente a fazer seria tirá-los de cena, daí a parceria religiosa e política no intuito de calá-los: “Prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública”v, 18. Contudo, Deus tinha um propósito maior a realizar por meio daqueles homens, conforme veremos a seguir.  

II- A ordem v, 19,20 “Ide e apresentai-vos no templo”. Qual o motivo desta ordem? Pela manhã por volta das nove da manhã, uma grade multidão se reuniria no templo para oferecer sacrifícios e, portanto, um momento propício para que o evangelho fosse anunciado. Aprouve a Deus ter libertado miraculosamente os seus servos, agora os impele a colocar-se em uma hora e local estratégico para denunciar os pecados e fazer um apelo ao arrependimento.
Grande susto tomaria  os  soldados  ao  irem  até  a  salinha insalubre para  buscar os prisioneiros para as autoridades interrogá-los. “... a ninguém encontramos dentro” v 23. A idéia aqui é a de um grande silêncio. Eles ficaram atônitos sem entenderem o que exatamente teria acontecido, aliás, a mesma reação tomará também as autoridades: “Então o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.” V, 24. Ao chegarem ao templo, lá estavam os apóstolo cumprindo o que lhes foi determinado. Contudo, os soldados não queriam correr o risco de serem apedrejados pelo povo e nem as autoridades, daí a razão pela qual os pregadores não foram tratados com hostilidade, conforme registra o verso 26: “Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).” Na seqüência veremos o desfecho daquela situação.

III- A decisão v, 29 “Importa obedecer a Deus do que aos homens”. Esta foi a resposta que aquelas autoridades obtiveram ao inquirirem os apóstolos sobre a desobediência de continuarem anunciando o Cristo ressurreto. A vida deles certamente estava por um fio, mas o comprometimento deles na condição de embaixadores era muito maior.
É fato que temos na própria Palavra de Deus a determinação expressa para obedecermos às autoridades constituídas, porém, eles estavam ali obedecendo aquele que é muito maior. O fato é que eles estavam tão envolvidos com aquela causa que não pouparam palavras ao acusarem as autoridades ali presentes de serem coniventes com a morte de Cristo. Aliás, aquela acusação deixou políticos e religiosos tão furiosos que decidiram imediatamente pela morte dos pregadores, que só foram poupados devido à intervenção de um fariseu cujo nome era Gamaliel.
Os apóstolos estavam convictos quanto à posição que deveriam tomar diante da pressão e até mesmo à custa da própria vida. Decidir por obedecer a Deus sempre deixará os transgressores furiosos e, portanto, sempre virão com toda força para cima daqueles que apontarem seus erros à luz das Escrituras.
Quanto à realidade dos nossos dias, a sociedade quer nos moldar com suas práticas e valores, é um sistema perverso sem parâmetros espirituais, com uma idéia de sexualidade distorcida e intelectualmente comprometida, quanto a este último item basta atentarmos para as músicas mais tocadas no rádio e televisão.  Portanto, somos conclamados a tomarmos a mesma postura dos apóstolos e com ousadia declararmos que nos recusamos a ceder às imposições diabólicas, pois somos súditos e embaixadores do Rei. Decida se você quer ser aplaudido por todos os homens ou rejeitado por Deus. O que importa? É obedecer a Deus. 


Pastor Givaldo Santana