Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quarta-feira, 6 de março de 2013

A importância da compreensão At 8.26-40




No livro de Romanos, capítulo doze, o apóstolo Paulo exortará a igreja para que apresente a Deus um culto racional. Isto pressupõe que o adorador deve estar ciente do seu papel na condição de alguém criado por Deus e, que todos os seus atos devem ter como meta a exaltação do soberano criador. Enganam-se aqueles que acham que a adoração só acontece quando se está reunido em um templo com outras pessoas, assim como também estão enganados aqueles que pensam que basta evidenciar espiritualidade sem uma real compreensão do que se está fazendo. No texto acima descrito vemos a realidade de muitas pessoas que se dispõem a adorar, isto é, simplesmente reproduzem um ato sem nem ao menos compreenderem a razão porque fazem. Lêem a Bíblia e até decoram versículos, mas não conseguem extrair das páginas da bíblia ensinamentos para o cotidiano. Sem falar daqueles que até recebem as devidas explicações, mas ainda assim preferem manter-se fechados, cultivando um ritual sem que isto mude efetivamente as suas vidas. Este episódio envolvendo o eunuco certamente tem muito a lhe ensinar. “Compreendes o que vens lendo”?  Vamos ao texto.
A adoração v, 27 – “E eis que um etíope... que viera adorar em Jerusalém”.  Ao que tudo indica, foi em função do cargo de tesoureiro, que o eunuco teve contato com judeus egípcios e identificou-se com a crença deles. É provável também que as idas para Jerusalém já fossem um hábito para aquele homem. Porém, embora tivesse disposição para adorar, ao que tudo indica o eunuco não compreendia o significado deste texto. Num primeiro momento faz-se necessário ressaltar que a verdadeira adoração é prestada a Deus somente por aquele que nasceu do Espírito (Jo 3.6). Disse Charnock: “Toda adoração que se origina na natureza morta é apenas serviço morto”. A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé. Logo, se não há vida espiritual, não há adoração. Daí porque dizer que só através do convencimento que o Espírito Santo aplica ao nosso coração, é que nossa adoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus.  É preciso destacar ainda que esta adoração, envolve sinceridade, fé, amor e humilhação. Para John Owen: “A adoração não é somente uma expressão de gratidão, mas também é um meio de graça, através da qual os famintos são alimentados, e os pobres são enriquecidos”. Na adoração o Senhor comunica a sua graça ao alimentar a alma daqueles que crêem. Sendo assim, Deus é a fonte de toda água viva, ele é o Deus de toda graça, paz e consolação e, a menos que o adorador creia nesta verdade a sua alma não poderá ser saciada. Exatamente por isso, Felipe é conduzido para chamar o eunuco para prestar uma adoração consciente.
A meditação  v, 28- 31- Compreendes o que vens lendo”? Não é muito raro nos depararmos com pessoas que até lêem as Escrituras com certa regularidade, entretanto, não são capazes de extrair ensinamentos para o próprio enriquecimento espiritual, decoram apenas o que lhes convêm a ponto de ignorar as implicações da falta de compreensão do texto lido. Certamente se o eunuco continuasse aquela leitura e centenas de viagens para Jerusalém, de certo, sem um processo de reflexão, continuaria apenas sendo um homem religioso. Na verdade, não experimentaria da fonte da água da vida, aliás, esta é a realidade de muitas pessoas que nos cercam. O desafio é para que você peça sempre a intervenção do Espírito para que possa, desta maneira, entender o que o Senhor quer te ensinar a partir do texto lido. Não seja um mero papagaio que simplesmente reproduz o que ouviu falar, mas busque a compreensão do texto de tal maneira que entenda os propósitos de Deus para a sua vida. O convite do eunuco para que Felipe subisse ao seu carro para explicá-lo o texto de Isaias, denota uma certa urgência, ou seja, aquele homem tinha sede de aprender corretamente sobre como prestar uma adoração com entendimento. Conta-se que certa vez uma mulher sempre cortava as juntas do frango antes de colocá-lo no forno, quando questionada sobre a razão porque sempre procedia assim, ela respondeu que aprendeu com a sua mãe, e quando foram questionar a sua mãe, a mesma disse que tinha aprendido com a avó, e quando foram até a sua avó para saber a razão de tal prática ela respondeu: é porque o meu forno era pequeno, e como não cabia o frango inteiro, eu tinha que cortar uma parte. E assim, muitos agem em relação à religião, todavia, você precisa agir com a mesma humildade do eunuco e dizer: Eu não sei, me ensina.
A decisão v, 36-38 “Eis aqui água, que impede que seja eu batizado?” – A determinação é imprescindível, o eunuco não protelou a sua decisão, ele não disse que ia consultar algum parente ou amigo para saber qual resposta dar ao apelo do evangelho, mas em um ato corajoso e decisivo ele disse para Felipe: Sim, eu reconheço os meus pecados e quero firmar um compromisso com Cristo agora mesmo. Muitas pessoas não compreendem que o amanhã pertence a Deus e que, por isso, as Escrituras apelam: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação Hb3:15.  É impressionante como as pessoas muitas vezes são ágeis em relação à busca pela estabilidade financeira, na busca pelo restabelecimento da saúde física, mas quando o assunto é bem-estar da alma as pessoas querem sempre adiar a decisão pensando que estão no controle das circunstâncias, mas quanto a esta questão o canto sacro afirma: “amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar”. O texto nos diz que após o batismo o eunuco saiu cheio de júbilo. É exatamente este o sentimento do coração de todo aquele que experimenta o novo nascimento em Cristo.   
            Certamente havia sinceridade na vida daquele homem, a religião para ele era algo importante e que deveria ser levado a sério, mas assim como hoje muitos não sabem exatamente porque crêem, assim era com o eunuco. Como vimos, ele tinha o hábito de subir a Jerusalém e até lia as Escrituras, coisa que muitos religiosos hoje não fazem, mas acontece que ele não compreendia as idéias exaradas nas Escrituras. Então, foi necessário que o apóstolo o esclarecesse apontando Cristo que foi anunciado pelo profeta Isaias a setecentos anos A.C. Mas, o que mais chama a atenção, foi que após o esclarecimento do texto o eunuco reconhece que até então estava professando uma fé vazia. O que ocorre na vida daquele homem a partir daí, não é apenas uma mudança de religião, mas de vida, e certamente aquela data jamais sairia da sua lembrança, pois agora o texto sagrado passa a ter real sentido em sua vida, pois agora ele tornou-se uma nova criatura em Cristo Jesus.   
                                                                                                                          Pastor Givaldo Santana

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Avaliados pelo prumo de Deus III



           

Am 7.7-8; 9.11-12, Atos 15: 14-20 Dentre os vários assuntos que o apóstolo Paulo aborda, penso eu que os decretos é um dos mais fascinantes. A bíblia é clara ao afirmar que Deus trabalha a fim de fazer cumprir seus santos propósitos. O que os apóstolos farão no concílio de Jerusalém é apontar para as profecias de Amós, com o objetivo de afirmar que a entrada dos gentios para a igreja é a culminação dos propósitos de Deus anunciados pelos profetas e que estavam se cumprindo nos dias dos apóstolos, onde ficou evidente, que ao longo da história Deus sempre foi servido em preservar alguns para que não se contaminassem com a decadência moral e espiritual de seus respectivos dias, conforme veremos.   

A)   Por que se dá a preservação do remanescente fiel? - Por causa do propósito de Deus. “...para que possuam o restante de Edom e todas as nações...” (Am 9.12). Temos aqui o prenúncio de que Israel e as demais nações fariam parte da casa de Davi. Para que a idéia fique mais clara se faz necessário ressaltar aqui que Edom era o pior inimigo de Israel (Edom eram os descendentes de Esaú), mas eles também seriam chamados para fazer parte do povo de Deus. Vale ainda lembrar que apesar de haver profecia de destruição para Edom, ainda assim, é lançado um lampejo de esperança: “Deixa os teus órfãos, e eu os guardarei em vida; e as tuas viúvas confiem em mim”. (Jer. 49 v.1). Deus não age sem finalidade, portanto, qual é o propósito em ligar as profecias? 
B) – O cumprimento da aliança- A motivação principal da ação de Deus não é primeiramente por causa do homem, mas por causa de seu reino, sua aliança pela qual ele tem zelo em cumpri-la como se pode ver: “E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir. (Jer 1:12). É importante lembrar que Deus disse para Abraão que nele seriam benditas todas as famílias da Terra: E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz. (Gn 22:18). O apóstolo João fará um link entre o pai da fé e Cristo: Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu- o, e alegrou-se. (Jo 8:56).  Como vimos, todos os eventos caminham para um único ponto, ou seja, a concretização das promessas feitas pelo Senhor. Mas aí surge outra questão: Qual a finalidade?    
C) A glória de Deus ao transformar a vida do pecador. Em relação a este aspecto, o evangelista Lucas registra:Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lc 15:7). Quando falo em preservar o remanescente fiel estou destacando a glória do Reino de Deus e expansão desde Reino no mundo. Visto que uma pessoa prostrada pelo pecado não tem condições de glorificar a Deus, esta pessoa será tirada do seu estado de miséria e pecados pela ação do Senhor em sua vida e nisso Deus é glorificado, pois a ação é dele na medida que converte o coração recalcitrante em uma vida de pronta obediência.
            No paralelo de Amós com Atos dos apóstolos vimos que o grande descendente de Davi é Jesus Mt. 1:1 – Verdadeiro Rei da linhagem de Davi. Observamos também nesta série que em todos os tempos Deus preservou um remanescente fiel.  Conforme destacamos a igreja começou a ser formada pelos Judeus e em Jerusalém onde foi realizado o primeiro concílio, pois os gentios estavam entrando para a igreja e estavam recebendo os mesmos sinais  Rom. 1:16 – “Primeiro para o Judeu e depois para o gentio”. É importante que você entenda que Tiago citou o profeta Amós como representativo dos profetas. A igreja é o Israel de Deus hoje. Preservado para adoração e expansão do Reino de Deus em nossos dias. Dentro desta linha ele afirmou “cumpridas estas coisas” em contraste com “naquele dia” para ressaltar que as profecias estavam se cumprindo. Outro aspecto de bastante relevância é o termo: “Tabernáculo caído”. O termo “tabernáculo” pode ser traduzido como habitação permanente e não tenda provisória, ou seja, indica a construção de uma habitação sólida.
Portanto, visto que Deus é quem nos preserva por intermédio da obra de Cristo, cumpre-nos reconhecer que dependemos dele para tudo, e que devemos como o Israel de Deus, ser fiéis a Aliança, na observância dos mandatos, além de reconhecermos o cuidado de Deus por nós.    

Pastor Givaldo Santana

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os desafios da igreja em meio à pós-modernidade



Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; 2 Tm 3:1  
De um modo profético o apóstolo Paulo alertará Timóteo para a realidade que vivenciamos hoje na pós-modernidade, a narrativa de Paulo é como se estivéssemos lendo o jornal que ainda concentra o calor da máquina que o imprimiu. A inversão de valores tornou-se algo tão patente em nossa época que o certo e o errado são descartados como lembranças arcaicas de um passado opressivo. Por isso não se admite termos como: "perdição" e “julgamento”. A pós-modernidade apresenta algumas características em sua maneira de interpretar a verdade bíblica conforme apresentaremos em três aspectos:
A) Aceitação sem arrependimento e completude sem redenção. Você consegue imaginar o cristianismo sem o evangelho? É claro que uma concepção desta é no mínimo absurda, a Palavra é clara ao desafiar o pecador a uma mudança de vida, e não simplesmente dar uma nova roupagem para os antigos hábitos. Mas a grande questão é: Redimir do que, se não existe consciência de pecado? Diga-se de passagem, não foi Cristo quem criou o cristianismo e, portanto, a religião é quem tenta impor os seus conceitos e pré-conceitos querendo redimir as pessoas, a fim de ajustar aos seus dogmas, diz os adeptos da pós-modernidade.  Em contra partida, o texto sagrado diz: “e sem derramamento de sangue não há remissão Hb 9:22b. Ao citar e defender a literalidade desta afirmação, fatalmente você será taxado de radical e intolerante, e é neste momento que o servo(a) de Deus precisa manter a postura e confrontar os pecadores com as Escrituras. 
B) Não se pode atribuir um único significado para o texto. Vivemos em uma época plural, e exatamente, por isso, a ideologia é de que se deve evitar de todas as maneira ter um único alvo como padrão a ser seguido. Daí a razão para afirmarmos que o deus permitido no pós-modernismo não é o Deus da Bíblia, exatamente porque a idéia dos nossos dias é a de um deus permissivo, ao passo que a Palavra nos apresenta outra realidade como podemos observar: “Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça  Is 59:2. Mas talvez alguém diga: Este é um texto do Antigo Testamento! Vamos ao Novo: “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;” Mt 25:41.  Devido a uma leitura superficial ou tendenciosa do texto, muitos são levados a uma vaga idéia de espiritualidade. Este é o motivo pelo qual a nossa reivindicação é de que a Bíblia é a Palavra de Deus para todos. Com isto, estamos afirmando que não cabe ao homem fazer leituras subjetivas e tendenciosas das Escrituras, mas aplicar o ensino bíblico no coração por ser esta a vontade de Deus.
C) Não há regras. Assisti certa vez a um filme onde apostadores inveterados recrutaram um grupo de pessoas que tiveram como desafio procurar um suposto tesouro perdido, e antes da largada para a busca pelo tesouro, o líder da façanha disse: Não existem regras! Assim eles ficaram assistindo por um telão como cada um agia para alcançar seus objetivos. É exatamente assim que vive a sociedade pós-moderna, aliás, alegam que uma estrutura de pensamento conveniente foi planejado para oprimir aqueles que não estão no poder e, sendo assim,  cada cultura deve estabelecer a sua própria verdade. Lembra-se da celebre indagação de Pilatos? “Que é a verdade”? Jo 18.38. A questão é que quando a verdade é negada, o que prevalece é a terapia, isto é, todas as questões acabam girando em torno do eu, ou seja, haverá sempre uma tentativa de elevar a auto-estima. Por isso, palavras como "pecado" são rejeitadas sob a alegação de serem opressivas e prejudiciais à auto-estima. Portanto, compete a cada indivíduo fazer a sua própria leitura e interpretação do que entende ser verdade e ser crida e obedecida.
Sendo um ramo fiel da igreja de Cristo, compete à Igreja Presbiteriana Conservadora manter a firme posição de que a nossa reivindicação não é pregar uma verdade entre muitas, mas como disse Francis Schaeffer: “A igreja cristã deve lutar pela verdade verdadeira”. Louvamos ao Senhor porque nestes 73 anos da seara conservadora temos nos mantido firmes na observação das Escrituras.
Pastor Givaldo Santana