Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O preço da desobediência



     

     I Rs 13.11-32 Lamentavelmente se tornou muito comum vermos mães chorando na TV a morte de seus filhos jovens e adolescentes, quando dizem em meio ao desabafo: Eu disse para ele não andar na companhia daquelas pessaos, eu pedi para não sair de casa, eu tinha alertado para não frequentar aquele ambiente.
      Por estarem no lugar errado, com pessoas erradas em desobediência aos pais, acabam perdendo a vida.
   O texto acima nos traz um quadro semelhante e, muito embora, aquele jovem profeta afirmasse ter consciência do seu compromisso, acabou perdendo a vida por causa da desobediência. Mostrarei esta realidade em quatro momentos à luz do texto lido.
     A)           O convite, 7- “...Vem comigo a casa e fortalece-te; e eu te recompensarei.O jovem profeta tinha sido levantado pelo Senhor para denunciar a condição de idolatria em que o povo de Betel estava vivendo, e até por aquela condição de idolotria é dada a ordem para que ele não usufruisse de nada daquela terra, para não dar a entender que compactuava com aquela prática abominável aos olhos do Senhor. Mas acontece que após ter sido instrumento para aplicar naquele rei o juízo de Deus, de igual forma é usado como instrumento para conferir favor àquele monarca ao suplicar para Deus a cura, o que acontece instantaneamente. Este feito do jovem profeta lhe rendeu um “honroso” convite. Aquele que antes foi hostilizado, agora é bajulado. Não se engane, o convite para o erro virá sempre como algo agradável e cortêz. 
B) A consciência, 9 – “Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra.O jovem profeta deixa claro que sabia da ordem expressa do Senhor. Não muito raro me deparo com pessoas vivendo uma vida deplorável e, no entanto, procuram provar que conhecem as Escrituras, porém as suas vidas reprovam completamente o conhecimento que afirmam ter. Aqui fica estabelecido o distanciamento que existe entre o aspecto teórico e a prática, ou seja, uma coisa é você estar ciente do conteúdo bíblico, outra é este conteúdo servir de parâmetro para a sua vida. O profeta diz não para o convite e justifica a razão da indelicadeza. Neste momento me vem à memória a exortação de Tiago para que não sejamos meros ouvintes(conhecedores), mas operosos, praticantes. A sua consciência a cerca da vontade do Senhor é capaz de levá-lo a rejeitar as propostas agradáveis aos olhos? 
     C)A desobediência, 21 “... Assim diz o SENHOR: Porquanto foste rebelde à palavra do SENHOR e não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus te mandara,”. Esta herança maldita herdada por meio de Adão tem levado ao longo da história a humanidade à ruína. Quando alguém toma uma postura desta natureza, pode dar margem para duas ideias: Descaso em relação à vontade do Senhor, ou a falsa certeza da impunidade. O jovem profeta será agora confrontado pelo Senhor no tocante aos seus mandamentos. Portanto, não basta ser um exímio conhecedor da vontade de Deus, mas todo este conhecimento deve se transportar para o cotidiano, a fim de dizer não para as propostas que chegam a todo instante.      
    D) O preço, “...Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou. O jovem profeta perdeu a sua vida pela desobediência de ter parado na cidade e tomado refeição. Olha só o perigo de uma frase bastante utilizada em nosso dias: “O que é que tem de mau?” Aliás, ele estava com fome e com sede e foi convidado por um outro profeta. Mas o zelo do Senhor o consumiu pelo fato de ter sido desobediente. Tome muito cuidado com esta tendência de querer minimizar a gravidade da advertência dada por Deus em sua Palavra. Lembre-se, não basta saber o que fazer, é preciso decidir fazer o que se sabe que é correto.
      Evite os lugares errados, o profeta enganado pisou no caminho errado e morreu. O grande desafio é para que você rejeite os supostos benefícios propostos para a tua vida por satanás, lembrando que esta estratégia é antiga, mas derrubou os nossos primeiros pais e continua derrunado muitos ainda hoje. É como os truques usados pelo golpistas; as pessoas sabem como funcionam, mas ainda assim na busca da suposta vantagem muitos acabam caindo e alguns chegam a perder tudo. Lembr-se, não vale a pena desobedecer os mandamentos do Senhor.
Pastor Givaldo Santana

terça-feira, 16 de abril de 2013

A IGREJA E A PARCERIA


              Fl 4.14-18 A obra missionária é uma extensão da obra realizada pela igreja. Isto equivale a dizer que a igreja realiza missão ao destinar parte do seu recurso para o sustento dos obreiros distribuídos dentro do departamento missionário.  O termo associar que aparece duas vezes no texto tem a idéia de parceria. O departamento missionário não consegue realizar as suas ações sem que as igrejas tenham em mente a importância de sustentar os trabalhos por meio das orações e o sustento financeiro.
            Atualmente o departamento missionário da IPCB mantém um trabalho que está situado entre os países: Brasil, Colômbia e Peru. As cidades de Letícia (Colômbia) e Tabatinga (Brasil). Em termos de localização geográfica de Manaus até Letícia dista em média hum mil e seiscentos quilômetros, o que equivale a uma semana de viagem de barco.
            O trabalho começou a partir do momento em que a missionária Telma conheceu Enoc em São Bernardo, por ocasião do curso de enfermagem em São Bernardo do Campo. Foi amor à primeira vista, que resultaria no casamento dos dois irmãos. Após casarem-se resolveram começar o trabalho de evangelização entre os Ticunas, que é a etnia da qual o irmão Enoc faz parte. Essa etnia habita a região do Alto dos Solimões.
            Em setembro de 2010 os irmãos, Presb. Jurandir e Rev. Flávio, foram à região, para se certificarem se era viável ou não abraçar aquele trabalho como mais um campo da Conservadora.  Em dezembro de 2010 finalmente uma parceria entre a primeira igreja de Guarulhos, IPC do Riacho Grande e departamento missionário resolveram investir no campo dando início a construção da casa onde os obreiros passariam a residir e também a construção do salão de culto, onde os irmãos passariam a cultuar ao Senhor nosso Deus. Devido a distância, tudo custa muito caro naquela região e, este é um dos desafios para a manutenção daquele trabalho.   
Em 2012 foi formada uma comissão composta por três irmãos para saber do andamento do trabalho: Presb. Jurandir, Rev. Wilson e irmã Henriqueta, estes dois últimos da IPC do Riacho Grande. O propósito era acompanhar o andamento do trabalho.
            O irmão Enoc é uma pessoa muito dedicada e, por isso, conhece outras línguas, devido ao fato de residir em uma região que recebe muitos estrangeiros (turistas) que vão até lá em busca de artigos artesanais. Por conhecer entre outras o português e o ticuna, isso permitiu traduzir parte de uma apostila de catecúmenos para o dialeto dos ticunas a fim de doutrinar aquele povo.
            Vale destacar que a irmã Henriqueta mantém em seu estabelecimento comercial, um bazar permanente e reverte toda a renda para o campo de Tabatinga.
            Quanto à cultura daquele povo podemos destacar alguns aspectos. A base de subsistência dos ticunas é a banana, a mandioca e o peixe, e outras frutas nativas, que servem de base para todas as refeições daquele povo. E outro aspecto de grande relevância é que já a partir dos treze anos as meninas já casam e passam a ser mães, devido a pouca perspectiva em que eles vivem.
            De tudo o que foi relatado, o que se pode dizer é que até aqui a parceria tem dado certo, só para que se tenha noção à expectativa é que no final deste ano o irmão Enoc se apresente no Presbitério de Guarulhos a fim de ser ordenado como evangelista para que possa batizar e realizar os atos pastorais naquela região.
            Tabatinga/Letícia é uma extensão do que Presidente Prudente faz como Missão. Ore por este trabalho e continue sendo um mantenedor, pois esta parceria é muito importante.
Extraído da exposição feita pelo Rev. Flávio A. A. Costa na IPC de Prudente em 14 de abril de 2-13
Rev. Givaldo Santana

segunda-feira, 25 de março de 2013

Escolha solene Josué 24.15



   
         Zero ou Um. Quem não se lembra deste método de escolha utilizado nas brincadeiras de criança? Assim é a nossa vida, é feita de escolhas. Até mesmo aqueles que ficam “em cima do muro” decidiram ficar na indecisão. As escolhas que fazemos podem ser de baixa ou alta complexidade, algumas podem ser com conseqüências de pouca duração e outras, de efeitos eternos.
            Josué está diante de um povo que não conheceu aqueles que subiram para o Egito ainda tementes ao Deus vivo, e nem conheceu seus descendentes que lá se corromperam, esquecendo-se de quem os havia criado. Moisés recebe de Deus a tarefa de tirar da terra egípcia um povo completamente idólatra, e introduzir em Canaã um povo de coração purificado e temente tão somente a Deus. Foram quarenta longos anos andando em círculos, vivendo momentos de altos e baixos. Se por um lado os hebreus tinham muito respeito e admiração pelo seu líder, por outro, a dureza de coração deste povo ao longo da jornada deixou muitas vezes Moisés angustiado e até furioso em decorrência dos declínios e constantes murmurações.
        O texto acima traz um momento em que Moisés já foi tomado para o SENHOR, e o seu sucessor Josué está prestes a introduzir os hebreus na terra prometida, então ele fará o desafio para que o povo faça uma decisão que será crucial em suas vidas. Vamos ao texto.     
Por que escolher?  Escolhei” A decisão era de natureza espiritual. Levando em consideração que Deus lembrou-se do seu povo, e que o mesmo foi servido em libertá-lo da escravidão, agora este povo teria que evidenciar onde de fato estava a sua confiança, se nos deuses do Egito ou no Deus que os libertou. Além da decisão ser individual, era necessário que cada um firmasse uma posição quanto ao caminho a ser seguido (1 Rs 18.21). O ato daquele líder em confrontar os seus liderados, justifica em decorrência do contexto de idolatria em que seus pais estavam envolvidos e que de certa maneira também tinham recebido alguma influência. Josué queria ter a certeza de que o povo de Deus tinha de fato purificado o coração e estava disposto a testemunhar dos seus grandes feitos diante das nações pagãs. Portanto, era preciso tomar a decisão correta (Dt 30.19-20).
Quando escolher? Escolhei hoje”. As pessoas reagem de diferentes formas quando são pressionadas para tomarem uma determinada decisão, normalmente pedem cinco minutos ou até dias, a fim de darem a resposta, no entanto, Josué entende que aquelas pessoas já tiveram tempo o suficiente para refletir e exatamente por isso, conclui que já não havia mais sobre o que pensar. É impressionante como as pessoas gostam de protelar a decisão que determinará o destino da alma. A exemplo dos hebreus que já tinham contemplado o poder de Deus, muitos hoje que também já o experimentaram e tantas mensagens ouviram, ainda assim preferem simplesmente protelar um pouco mais. Porém, faz-se necessário frisar que a decisão demanda urgência, “Hoje” (Hb 4.7). “Meu amigo, hoje tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.”
  Na escolha exige-se uma postura A quem haveis de servir”. Não é possível seguir em direções opostas ao mesmo tempo (Mt 6.24). É como se Josué estivesse dizendo: Se vocês quiserem depositar a confiança em deuses mortos como fizeram os seus pais, fiquem à vontade, mas que fique claro que eu e a minha família permaneceremos fiéis ao SENHOR.
O coração idólatra tende a atribuir um deus para cada tipo de situação como era o caso do povo egípcio em que estão relacionadas cada uma das pragas que foram lançadas por Deus sobre eles durante a peregrinação. O que Josué vai enfatizar é que DEUS é o suficiente para intervir e suprir em todas as circunstâncias sem a necessidade de mediadores idealizados por homens. Aquele líder reafirma a sua postura e exige que os seus liderados apresentem-se de modo convicto, pois eles passariam a ser as testemunhas vivas do Deus vivo e atuante diante dos pagãos a exemplo do que descreve o Salmo 126.
  Após o apelo de Josué, o povo decidiu que não só permaneceria firme na presença de Deus, como também daria testemunho do modo maravilhoso como os conduziu até a terra prometida. Caso ficassem com o coração dividido certamente evidenciariam não só a desobediência, mas também a ingratidão.  
Você já tomou uma postura? Qual a sua decisão? A exemplo de Josué e seus liderados você reconhece que há um só Deus e um só SENHOR, ou continua como aqueles que ficaram prostrados no deserto por acharem que precisavam de um deus para cada situação de suas vidas? Tome hoje mesmo a firme postura de reconhecer o senhorio de “אלהים, elohim” (Deus) em sua vida.
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quando a glória de Deus se vai



Ez 9.1-6. Os dias de Ezequiel foram marcados pela decadência moral e espiritual de Israel. O profeta vai registrar que aquela situação incomodava a poucos. Sem que o povo se desse conta da gravidade de seus pecados, gradativamente a glória do Senhor os abandonava, mas a função do profeta era chamar Israel à restauração para evitar a ruína que seria o exílio babilônio.
A glória de Deus é essencial em nossa vida, mas em que consiste a glória de Deus?  Significa a presença divina no meio do povo de Deus, ou ainda, é a manifesta vontade do Senhor em abençoar o seu povo.
            Com base nos relatos feitos pelo profeta Ezequiel apresentaremos as causas do afastamento da glória de Deus.

          1) A corrupção presente na casa de Deus -“...E levantei os meus olhos para o caminho do norte, e eis que da banda do norte, à porta do altar, estava esta imagem de ciúmes, à entrada. Ez 8:5. Muito embora em nosso contexto a corrupção esteja relacionada com a política associada ao desvio de recursos, a ênfase bíblica nos remete para outra ideia, isto é, ela ocorre quando os homens devotam aos deuses a adoração que é devida a Deus. Isaias registrou esta reivindicação da parte do Senhor: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura. Is 42:8. Os ídolos estavam agindo como usurpadores, uma vez que vinham roubando no coração do povo o lugar devido tão somente ao soberano Deus. A corrupção se devia, portanto, ao desvio do propósito que era viver para louvor e glória daquele que nos criou, ao invés de depositar a confiança em deuses mortos (Sl 115).    
            2) A depravação da liderança - E setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jazanias, filho de Safã, que se achava no meio deles, estavam em pé diante das pinturas,...” (Ez 8.11). Se por um lado a liderança não tem a atribuição de ser perfeita, até mesmo pela sua condição de pecadora, espera-se, no entanto, que ela sirva como modelo de fidelidade a Deus para os seus liderados. E o que dizer quando o mau exemplo parte de quem deveria apontar a postura correta? Era exatamente este o problema denunciado pelo profeta Ezequiel, ou seja, a liderança que deveria combater a idolatria éra na verdade a principal motivadora. Quanto a isto o profeta Isaías mais uma vez denuncia: “Congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar  Is 45:20. A consequência disso veremos a seguir.   
            3) A inconsciência da presença divina- “...E eles dizem: O SENHOR não nos vê, o SENHOR abandonou a terra” (Ez 8.12). Dentre as muitas características da idolatria está a desconfiança e o guiar-se pelo visível. Enquanto o Senhor é acusado de ter abandonado a sua criação, o profeta Isaias registra: “O teu Deus reina!Is 52:7. A decadência espiritual de Israel não lhe permitia ver o agir de Deus apesar da vida de desobediência do povo. A cegueira era tamanha que o povo não se dava conta do quão distante estava do Senhor e, por isso, preferia acusar o Senhor de ter se ausentado.
Um aspecto a ser observado é que quando atentamos para a peregrinação dos hebreus do Egito para Canaã, vemos que no momento em que entenderam que Deus os havia abandonado, correram para construir-lhes um deus, a fim de sentirem-se seguros. O idólatra fala muito de fé, mas se guia tão somente por aquilo que está diante dos seus olhos e é, por esta razão, que estarão sempre cercados por ídolos, para quem apelarão todas as vezes que sentirem-se ameaçados ou em dificuldades. 
            Qual foi a resposta do Senhor para os dias de Ezequiel?Matai velhos, e jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los... EZ 9:6.  Como somos um povo culturalmente passivo, nos recusamos a acreditar que o Senhor tomou esta medida tão drástica, no entanto, o zelo do Senhor se manifestaria em resposta ao coração endurecido do povo e como conseqüência, o cativeiro babilônico seria inevitável.  “E porei contra ti o meu zelo, e usarão de indignação contigo....” Ez 23:25.  
A mensagem de Ezequiel não consistia apenas em apontar o juízo de Deus, mas também em lançar uma mensagem de renovo e esperança: “E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória (Ez 43:2). Contudo, Israel manteve-se na cegueira espiritual, a glória do Senhor se foi e o cativeiro tornou-se inevitável. A pergunta a ser feita é: Você pode dizer que a glória Deus está presente em sua vida?
Pastor Givaldo Santana

quarta-feira, 13 de março de 2013

O que realmente importa?




 
Lc 12.13-21 Li há alguns meses uma reportagem a respeito de uma enfermeira australiana por nome Bronnie Ware que teria dedicado boa parte de sua vida nos cuidados de doentes em estado terminal. Devido ao tempo dedicado às pessoas nestas condições ela pode destacar as cinco coisas que mais importa para aqueles que estão à beira do fim, das quais eles mais se arrependem de não ter realizado, a saber: 1) Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros. 2) Quem me dera não ter trabalhado tanto. 3) Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos. 4) Quem me dera ter mantido contacto com os meus amigos. 5) Quem me dera ter-me permitido ser feliz.

Jesus foi bastante enfático em vários momentos ao desafiar seus ouvintes a não depositar o coração nas coisas transitórias e, mais uma vez, devido às circunstancias ele o fará com propriedade. Tudo começa quando ele é posto na condição de juiz para repartir uma herança. Naturalmente Jesus se recusa a prestar-se a tal papel, e ainda repreenderá aquele homem contando uma parábola no intuito de desafiá-lo a depositar o coração no que realmente vale apena. A sede insaciável do ter faz com que muitas pessoas desprezem o que realmente importa VV 17-19. De acordo com a narrativa feita por Cristo podemos destacar três problemas na vida daquele homem:
             I - Via somente a si mesmo- Aquele homem tinha um sério problema com o “eu”, ele estava voltado para si mesmo de tal maneira que estabelece um monólogo e fala de si para si mesmo.  meu, me, eu”. É como se não existisse nada mais à sua volta, a não ser a sua sede avarenta de acumular mais e mais. Fico triste ao ver algumas pessoas que em dez coisas que falam, pelo menos nove estão relacionadas com dinheiro. Quem vive desta maneira certamente deve atentar para a advertência de Cristo em Mateus 6 quando ele diz que a traça e a ferrugem mais cedo ou mais tarde consumirá o perecível.
            II- Não conseguia ver Deus - Na parábola contada, o homem rico ignorou aquele de quem vem as condições climáticas favoráveis: “Então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua novidade, e a árvore do campo dará o seu fruto. (Lv) 26:4. Esta certamente não é uma postura restrita àquele homem, mas está impregnado nesta sociedade consumista, o coração avarento de algumas pessoas chega a consumi-los de tal forma que elas ignoram a razão de suas existências. A secularização envolve-os de tal maneira que muitos preferem ignorar o fato de que possuem uma alma e que esta precisa ser alimentada. Daí a advertência de Cristo: “...LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” v, 20. Aquele homem ignorou quem lhe havia feito prosperar (Dt 8.17-18), e esta é a realidade de muitos hoje.
            III- Não conseguia ver os outros – Até por uma questão lógica ele ignorava a necessidade alheia v, 12. Uma das características do avarento é o ganhar e ganhar, não importa o quanto o seu semelhante está perdendo ou precisa de sua ajuda, não significa que necessariamente este acúmulo de riqueza se deva a atitudes desonestas, mas é fato que a “lei de Gerson” normalmente prevalece. Não é verdade que o “EU” é o grande problema desta sociedade pós-moderna, onde o individualismo tem levado cada vez mais pessoas a viver de si para si? É justamente contra este tipo de inclinação que  Jesus combate com tanta veemência. A vida vai além das suas ambições. Você consegue enxergar alguém além de você? Sendo a resposta positiva significa que você está no caminho certo, porque um dia estaremos diante de Deus e então saberemos se de fato foi dada ênfase no que realmente importa ou não.   
Conclui-se, portanto, que aquele homem desprezava um critério simples: “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. V, 15.  Um dia estaremos na condição daqueles que foram atendidos por Bronnie Ware, daí a razão pela qual devemos decidir se vamos ou não dar ouvidos à advertência dada por Cristo. Não seja alguém que um dia se remediará, mas decida agora mesmo a dar valor ao que realmente importa. Este foi o desafio de Jesus para aquele home, assim como também é para você hoje.
Pastor Givaldo Santana