Encontro de Jovens Presidente Prudente

Dias 7 e 8 de Setembro em Presidente Prudente

Encontro de Jovens em Palmares Paulista

Realizado nos dias 7, 8 e 9 o encontro reuniu várias pessoas do Presbitério Oeste Paulista

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Programação Especial em Palmares Paulista

Trabalho organizado pelos juvenis da IPC de Palmares, confira mais informações!

Salmo 19.1

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos."

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O que importa?


At 5.17-30 Normalmente as tramas de investigação envolvem bastante pressão por parte dos investigadores para obter a informação desejada. Alguns cedem diante do primeiro aperto, enquanto outros resistem o máximo que podem porque sabem que as informações desejadas podem colocar em risco uma operação e até os interesses de uma nação. O texto acima relata um momento crucial para o cristianismo, pois os apóstolos são pressionados a desistirem da ideia de serem embaixadores à custa da própria vida.  Qual a sua reação diante das pressões? O propósito aqui é enfatizar a postura dos apóstolos como sendo um modelo para a igreja de Cristo.  
I – A oposição v, 17 “levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos que estavam com ele”.  A presença e pregação dos apóstolos incomodavam, sobretudo porque ameaçava o sistema político e religioso ali constituído. Em relação ao aspecto político o que Roma menos queria era o estouro de uma revolução e, como não entendiam muito bem o propósito dos apóstolos, era muito melhor que aquele “movimento” fosse desmobilizado antes de ganhar proporções gigantescas.  
Já em relação ao aspecto religioso, o texto diz “... a seita dos saduceus, tomaram de inveja” v, 17. A bíblia cita duas alas religiosas existentes nos dias de Jesus, a saber, os fariseus e saduceus. Acontece que os saduceus não acreditavam na vida após a morte e, portanto, negavam a idéia de ressurreição, por isso, fizeram tanta oposição aos apóstolos que anunciavam o Cristo ressurreto, além do mais, ao contrário dos fariseus, eram pessoas abastadas e por esta razão tinham influência o suficiente para tirar seus opositores da jogada. Portanto, como àquela altura os apóstolos já tinham caído na graça do povo, o mais urgente a fazer seria tirá-los de cena, daí a parceria religiosa e política no intuito de calá-los: “Prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública”v, 18. Contudo, Deus tinha um propósito maior a realizar por meio daqueles homens, conforme veremos a seguir.   
II- A ordem v, 19,20 “Ide e apresentai-vos no templo”. Qual o motivo desta ordem? Pela manhã por volta das nove da manhã, uma grade multidão se reuniria no templo para oferecer sacrifícios e, portanto, um momento propício para que o evangelho fosse anunciado. Aprouve a Deus ter libertado miraculosamente os seus servos, agora os impele a colocar-se em uma hora e local estratégico para denunciar os pecados e fazer um apelo ao arrependimento. 
Grande susto tomaria  os  soldados  ao  irem  até  a  salinha insalubre para  buscar os prisioneiros para as autoridades interrogá-los. “... a ninguém encontramos dentro” v 23. A idéia aqui é a de um grande silêncio. Eles ficaram atônitos sem entenderem o que exatamente teria acontecido, aliás, a mesma reação tomará também as autoridades: “Então o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.” V, 24. Ao chegarem ao templo, lá estavam os apóstolo cumprindo o que lhes foi determinado. Contudo, os soldados não queriam correr o risco de serem apedrejados pelo povo e nem as autoridades, daí a razão pela qual os pregadores não foram tratados com hostilidade, conforme registra o verso 26: “Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).” Na seqüência veremos o desfecho daquela situação.
III- A decisão v, 29 “Importa obedecer a Deus do que aos homens”. Esta foi a resposta que aquelas autoridades obtiveram ao inquirirem os apóstolos sobre a desobediência de continuarem anunciando o Cristo ressurreto. A vida deles certamente estava por um fio, mas o comprometimento deles na condição de embaixadores era muito maior. 
É fato que temos na própria Palavra de Deus a determinação expressa para obedecermos às autoridades constituídas, porém, eles estavam ali obedecendo aquele que é muito maior. O fato é que eles estavam tão envolvidos com aquela causa que não pouparam palavras ao acusarem as autoridades ali presentes de serem coniventes com a morte de Cristo. Aliás, aquela acusação deixou políticos e religiosos tão furiosos que decidiram imediatamente pela morte dos pregadores, que só foram poupados devido à intervenção de um fariseu cujo nome era Gamaliel.
Os apóstolos estavam convictos quanto à posição que deveriam tomar diante da pressão e até mesmo à custa da própria vida. Decidir por obedecer a Deus sempre deixará os transgressores furiosos e, portanto, sempre virão com toda força para cima daqueles que apontarem seus erros à luz das Escrituras. 
Quanto à realidade dos nossos dias, a sociedade quer nos moldar com suas práticas e valores, é um sistema perverso sem parâmetros espirituais, com uma idéia de sexualidade distorcida e intelectualmente comprometida, quanto a este último item basta atentarmos para as músicas mais tocadas no rádio e televisão.  Portanto, somos conclamados a tomarmos a mesma postura dos apóstolos e com ousadia declararmos que nos recusamos a ceder às imposições diabólicas, pois somos súditos e embaixadores do Rei. Decida se você quer ser aplaudido por todos os homens ou rejeitado por Deus. O que importa? É obedecer a Deus.  
Pastor Givaldo Santana

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que importa?


Jo 4.23-24 A Igreja em adoração. O ajuntamento nos dias de culto é um dos importantes meios para que a igreja se relacione com Deus. Sendo assim, o culto glorifica ao Senhor e preenche o adorador. Todos nós somos desafiados a adorar o onipotente Deus que compensa a adoração em forma de bênçãos incontáveis. Que sensação maravilhosa esta! A de aguardarmos com ansiedade o dia de terça-feira, no intuito de examinarmos as Escrituras e, munidos da mesma, passarmos para o momento de oração, onde expressamos a nossa gratidão ao Deus, dado o modo extraordinário como Ele cuida de cada um de nós e, por nos confirmar como árvores frutíferas (Sl 1).
Os salmos 19 e 148 ressaltam a criação em ato de adoração ao seu Criador, mas o mais fantástico é que esta atribuição vai recair com mais intensidade sobre nós por sermos a coroa da criação; seres que possuem autoconsciência e, por este motivo, prestam a Deus uma adoração consciente. Portanto, meu irmão (a) ouse ser um adorador por excelência! O verdadeiro adorador não se permite cair no marasmo espiritual. Pelo contrário, quanto mais ele busca, maior a intensidade da adoração, pois a chama do Espírito Santo tende a ser fortalecida no coração à medida que o adorador intensifica o desejo de estar na presença do Senhor em comunhão com os santos.
O que dizer do domingo? Amados, a nossa sensação deve ser a mesma que invadiu o coração do salmista quando disse: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor ” Sl 122.1.  O verdadeiro adorador encara esta oportunidade com uma expressão festiva, alegre e sincera. Certamente não deve haver maior alegria do que o estar na casa do Senhor. Como perde aquele que se acostuma a colocar barreiras a fim de não subir à casa do Senhor! Contudo, para aqueles que entendem a importância de congregar, é necessário frisarmos que o culto a Deus não pode ficar restrito às expressões litúrgicas formais. Pois esta tendência pode levar o ajuntamento a ser algo insípido e perigoso, na medida em que corremos o sério risco de cairmos em uma adoração rotineira, onde muitos caem em um círculo vicioso e aos poucos vão tornando-se vazios e insensíveis ao toque do Espírito.
Apresente-se como um verdadeiro adorador! Diga para o Senhor que você O ama e que sente alegria de estar em seu santo templo.

Rev. Givaldo de Jesus Santana  

terça-feira, 9 de julho de 2013

O QUE IMPORTA?


Mt 27.3-10 Não vemos nas Escrituras apelos para que as pessoas se deixem levar pelo remorso, mas sim, para que sejam tomadas pelo profundo arrependimento. Portanto, procurarei fazer uma clara distinção sobre remorso e arrependimento, afirmo desde já que o remorso trás sempre conseqüências danosas conforme veremos na vida de Judas Iscariotes, que foi um dos dozes discípulos de Cristo. Apresentarei inicialmente um paralelo entre estes dois pontos antagônicos.
O remorso é uma impotência, os erros são sempre repetidos na mesma medida, enquanto que o arrependimento é uma força que põe termo a tudo.
O remorso é uma culpa tóxica e não permite avançar, enquanto que o arrependimento é produto de profunda reflexão.
O remorso é tristeza para a morte, enquanto que o arrependimento é tristeza para a vida.

À luz do texto lido vemos que o remorso:

A) Tenta reverter às ações v, 3 “...tocado de remorso, devolveu as trinta moedas...”. Um adágio popular afirma que a palavra dita não volta, é exatamente, por isso, que é um grande equivoco alguém lançar uma palavra de ofensa para depois afirmar: Não foi bem isso que eu quis dizer! Ora, talvez o mais correto seria dizer que foi infeliz na colocação, ao invés de simplesmente tentar negar a declaração. É aqui que entra o disparate do remorso, pois a pessoa é impulsionada por uma tentativa desesperada de tentar reverter a cão em decorrência das conseqüências danosas. Portanto, quando Judas viu a grande bobagem que tinha feito, quis reverter o processo devolvendo a moeda. Mas não vemos em momento algum, referência à reflexão. 

B) Tem a própria consciência como acusadora v, 4 “Pequei, traindo sangue inocente.” Se o arrependimento trás tristeza pelo erro cometido, o remorso pelas conseqüências; exemplificarei isto por meio de ilustrações; imagine um aluno que prestou uma prova sem estudar, daí ele ficará muito triste ao saber que não foi aprovado, observe que a sua tristeza não foi pelo fato de não ter estudado, mas sim, por não ter sido aprovado. Vamos imaginar ainda um motorista que passa no sinal vermelho. Dias depois a multa chega a sua casa e ele fica bastante chateado. Ora, a sua tristeza não se deu pelo fato do mesmo ter infligido a lei e colocado a vida dele e de outros em perigo, mas sim, por ter sido multado. Este é o grande problema do remorso, a consciência doerá sempre que vierem as conseqüências, mas isto não significa que os mesmos erros não serão repetidos posteriormente. 

C) Apela para atos extremos, v 5 “retirou-se e foi enforcar-se”. O remorso impulsiona a pessoa a uma tentativa desesperada no intuito de reverter o processo conforme já mencionamos, sendo assim, é correto dizer que o remorso sempre conduz a um mal maior, que no caso aqui foi a tentativa contra a própria vida. Ao contrário da postura de Judas vemos que o apóstolo Pedro seguiu uma vertente diferente: “Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26:75). Portanto, se o remorso gera morte pelo circulo vicioso que possibilita, o arrependimento produz vida. Ou seja, o arrependimento leva sempre a uma profunda tristeza que produz mudança. Desta forma, arrependimento e conversão se somam em um conjunto.

Conclusão


O que está presente em sua vida, o remorso ou arrependimento? Morte ou vida? A palavra te desafia ao arrependimento, a voltar-se para Deus, a fim de confessar os pecados e aplicar o coração para não mais dar lugar as inclinações do coração pecaminoso que trás resultados danosos para as nossas vidas. O verdadeiro arrependimento consiste em refletir, confessar e, tomar a firme decisão de não mais viver em desobediência. Portanto, ouse vencer o remorso.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O que importa?


Jr. 2.18 Normalmente quando se fala em ateu, tem-se em mente um grupo minoritário que formula inúmeras teses na tentativa de provar que Deus não existe. Contudo, o que se vê efetivamente é uma grande massa que é classificada pelo teólogo puritano Stephen Charnock como ateus práticos. São pessoas que afirmam crer na existência de Deus, mas cujos corações o negam na prática.  Quanto a isso, Tito registra: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” Tito 1:16
 Mas o que o texto bíblico tem a nos ensinar por meio das experiências vivenciadas pelo povo de Israel? Quais foram os erros cometidos por este povo? E quais as conseqüências? Farei esta abordagem em três momentos. 
1) Abandonou o Senhor v, 13 – O profeta denuncia e diz que foram cometidos dois males como seguem: “A mim me deixaram” (O manancial de águas vivas). A tônica do profeta Jeremias consiste em denunciar a inclinação da nação de Israel para adorar os deuses egípcios e assírios, sendo que o desafio era exatamente o contrário, isto é, Israel deveria levar estes povos a voltarem-se para o SENHOR. O verso cinco diz: “Assim diz o SENHOR: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade, e tornando-se levianos?” O termo “vaidade” pode ser traduzido como “nulidade”, e pode ser entendido também assim: Tal deus tal povo – Esta idéia pode ficar muito mais clara ao olharmos para o Salmo 115 onde o salmista afirma que os ídolos das nações são inexpressivos, e de igual forma, os seus adoradores. Portanto, a denúncia é que Israel encontrava-se desprovida de valores éticos, morais e espirituais.   
2) Desprezou a sua doutrina v, 13 - “Cavaram cisternas rotas” – A idéia aqui é a de uma cisterna que não retém água (falsa esperança). Imagine aqui o seguinte: uma pessoa presta concurso e mesmo sem saber o resultado passa a fazer compromissos como se aquele salário fosse certo, mas, sai o resultado e ela descobre que não conseguiu ficar nem mesmo entre os classificados. Aqui está uma grande verdade, se o texto sagrado afirma que Deus trabalha por aqueles que nele esperam, por outro lado, afirma que os ídolos não são capazes de fazer absolutamente nada nem por si mesmos, afinal de contas, não passam de criação dos homens que idealizam os deuses de acordo com as suas necessidades. O que acontecia com Israel, portanto, era que ele estava se deixando influenciar pelas filosofias vãs, ou seja, ensinamentos e esperanças que não têm base na Palavra de Deus. É realmente um equívoco muito grande acreditar que alguém poderá desfrutar das bênçãos de Deus mesmo contrariando os seus ensinamentos e ordenanças. 
3) Obteve resposta v, 18-19 - “Que lucro terás... indo para beberes?” (idolatria)v, 18. O SENHOR não age com complacência quando os homens insistem em contrariar os seus alertas. Quando Moisés foi levantado como líder foi dito para os hebreus: “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êx .20:3), contudo, o tempo passa e esta advertência cai no esquecimento, daí vem a resposta: “A tua malícia te castigará” v, 19. Visto que Israel não depositava a esperança no SENHOR, mas sim nos deuses pagãos, o resultado era inevitável: “Os leões novos rugiram contra ele” v, 15 (Fúria dos leões) – símbolo da Assíria que daria com fúria para assolar e devastar Israel como resposta do desprezo ao SENHOR e à sua Palavra.
 Muito embora Israel afirmasse crer na existência e direção de Deus, na prática ficava evidente que seus corações estavam bem distantes. 
O que ocorria com o povo de Israel é o que acontece em nossos dias. O ateísmo prático é uma realidade no cotidiano de nossa sociedade. Existe uma negação velada. O iluminismo disse: Deus, pode deixar que nós daremos conta, pode deixar que sabemos o que fazer de nossas vidas. Stephen Charnock afirmou: “Qualquer desejo que houver para que Deus mude, ou para que Ele mude a maneira de tratar conosco, é a própria essência do ateísmo prático”.
O que importa? É que Deus tenha primazia em sua vida, em seus projetos e decisões. Que Ele não seja excluído de sua vida como se fosse um intruso.  

Pr. Givaldo Santana

quarta-feira, 19 de junho de 2013

LIDANDO COM A SOLIDÃO


Rm. 12.15  Segundo estimativas, já somos mais de sete bilhões de habitantes, as pessoas se aglomeram nos transportes públicos e nos grandes centros, se acotovelam nestes espaços, mas, mesmo assim, permanecem solitárias. A solidão tem tomado as pessoas dentro de casa, no espaço de trabalho e nas ruas. As pessoas moram anos no mesmo lugar e não conhecem o vizinho, trabalham anos no mesmo setor e não sabem quem são os seus colegas de trabalho. Estas afirmativas equivalem a dizer que a humanidade vive uma solidão social crônica.
Porque nos relacionar com as pessoas? É exatamente sobre isto que quero abordar, ainda que de modo breve.
1) Porque Deus nos criou como ser gregários – “...Que nos amemos uns aos outros.” 2 Jo1. 5b. A teologia sistemática afirma que Deus nos fez pessoa para que tivéssemos a capacidade de nos relacionarmos com Ele e também com as demais pessoas. Sendo assim, na medida em que nos isolamos, vamos na contra mão da vontade de Deus, e isto é desastroso, não só para as pessoas, mas também para toda  a sociedade.
Os animais estão fazendo a vez do ser humano e, por isso, se fala em humanização dos animais. A coisa mais comum é ouvirmos as pessoas dizendo que o cachorro é parte integrante da família, sendo que há pouco tempo era só um bicho de estimação. Não é que eu seja contra ter animais e cuidar bem deles, mas penso que a humanidade tem perdido o foco e, por esta razão, já não consegue enxergar o outro como seu próximo.
2) Porque o mundo virtual não revela quem são as pessoas – “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito..” 2 RS 5.1. Quantos seguidores você tem? Esta é a pergunta mais comum entre os internautas. Daí o motivo pelo qual muitos pedem: Siga-me! O mais contraditório é que alguns têm milhões de seguidores e morrem isolados de overdose em seus esconderijos secretos. Na verdade, você não sabe quem está do outro lado, pode ser alguém bem intencionado, mas também pode ser um inescrupuloso e oportunista pronto para dar o próximo golpe. Por este motivo entendo que o calor humano é fundamental, pois só com o contato cotidiano podemos saber de fato com quem contar. Entretanto, na era da tecnologia estamos nos abrindo para o mundo, mas os relacionamentos dentro de casa muitas vezes estão comprometidos.
3) Porque a solidão trás prejuízos físicos e emocionais – “Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.” SL 25:16.  As pessoas estão adoecendo emocional e fisicamente porque estão se privando do contato humano. Olha o que Salomão diz: “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” Pv 17:17. O individualismo é cada vez mais a marca de nossa sociedade, talvez, por isso, tenha surgido o ditado: “Antes só do que mal acompanhado”. O ‘x’ da questão é saber quem é má companhia para quem. Penso que o grande desafio é caminhar na contra mão desta tendência anti-bíblica para que a solidão não adoeça a nossa alma a ponto de trazer outras grandes e graves conseqüências.  Ouse construir pontes onde a solidão tem causado abismos. Saia da toca e torne a vida mais bela e agradável de ser vivida.
A solidão causa sofrimento e dor justamente porque Deus nos criou com um condicionamento exatamente contrário. Portanto, não fuja das pessoas como se elas fossem o pivô de seus problemas. O isolar-se talvez seja um mecanismo de defesa para não expor as suas fraquezas. Porém, é na convivência diária com outras pessoas que aprendemos a lidar com as nossas imperfeições. Sendo assim, relacione-se com as pessoas, converse mais, sorria mais, tenha um espírito menos armado e procure extrair lições da convivência diária com aqueles que te cercam.

                                                                                                                                    Pr. Givaldo Santana

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ser Mãe


I Timóteo 2:15 Não tenho como propósito fazer aqui uma análise do texto dentro do seu contexto, mas sim pegar o gancho da conclusiva que Paulo faz sobre o resultado na vida daquela mulher que vive em obediência às Escrituras. Trabalharei, portanto, em cima da expressão: “Será preservada através de sua missão de mãe”.
O nome que Adão dá para a sua mulher trás consigo um significado que está relacionado com uma de suas funções. EVA: “Mãe de todos os viventes” “Doadora da vida”, “Vida”.  
Algumas civilizações antigas, como Egito e Babilônia, cultuavam a mulher. Elas eram símbolos de fertilidade.
As feministas acusam o apóstolo Paulo de ser machista, porém, entendo que isto é um equívoco, até porque, vemos em suas cartas que ele tratava de problemas específicos que ocorriam nos grupos para os quais escrevia. Desta maneira, para evitar um entendimento errado se faz necessário analisar o contexto das cartas. Quanto à origem da mulher é importante destacar que Moisés dirá que ela foi dada ao homem como auxiliadora e o nome Eva descreve a ideia de alguém da mesma composição que o homem, sendo assim, vamos ao texto em destaque.   

I - SER MÃE É UMA MISSÃO
O texto fará uma estreita relação entre a postura de obediência da mulher, com a missão que ela recebeu do criador, ou seja, gerar vida. 
A Bíblia fala do papel de ser genitora como sendo uma dádiva de Deus à mulher, aliás, a tarefa de ser mãe era visto como algo tão importante que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, visto que furtava da mulher uma de suas funções mais importantes, dar à luz, trazer um ser à vida. Esta ideia é claramente vista envolvendo três personagens bíblicas: a) Sara( Gn 17:15),  b) Raquel (Gn 301-2) c) Ana (I Sm 1:2). Ao ler qualquer um destes textos constataremos o mesmo princípio ensinado pelo apóstolo Paulo, onde conceber a vida estará diretamente ligado à bênção divina. Entretanto, este privilégio concedido por Deus a maior parte das mulheres trás consigo duas dinâmicas conforme destacaremos a seguir.

1.1  – Tem um caráter negativo

 a) Frustrações - Este sentimento normalmente bate  forte no coração da mãe em forma de angústia ao se deparar com a ingratidão de filhos que são incapazes de reconhecer o quanto esta mãe se deu na busca do seu bem-estar. A frase que penso que mais machuca o coração de uma mãe é: “Eu não pedi para nascer”. Além de grosseira, esta declaração descreve alguém que ainda não sabe o que é a vida e muito menos, aprendeu de fato a valorizar a dedicação recebida, daí a razão pela qual isto se configura como um aspecto negativo, pois leva a mãe a concluir que foi tudo uma perda de tempo.
 b) Renúncias – Já ouvir algumas mulheres afirmando que seus filhos nunca lhes impediram de alcançarem seus objetivos. Muito embora, isto seja possível, em algumas realidades não se pode dizer que esta experiência se aplique para todas, aliás, existe uma série de fatores que poderiam ser levados em consideração, mas não vem ao caso aqui. Portanto, ao invés de trabalhar com as exceções, citaremos as regras. Qual mãe não teve que interromper aquele sono gostoso para acudir aquele (a) que estava aos berros? Muitas tiveram que adiar seus estudos ou até mesmo interromper a continuidade deles, algumas até deixaram de comer ou de vestir algo melhor para ver seus filhos assistidos. Embora eu aponte estes aspectos como negativos, estas mães agiram assim porque certamente queriam o melhor para seus filhos. Pensando nisso, é importante lembrar que missão é igual a compromisso, portanto, compete à mãe devotar amor e cuidado à sua prole. Penso que um grande problema dos nossos dias é que este papel está sendo transferido para a escola, e isso, tem se tornado um problema social. 
1.2 – Tem um caráter positivo
Qual mãe não se alegra ao ver seus filhos criados e fazendo progresso? Talvez seja desta postura que algumas adquirem o apelido de “mãe coruja”. Quando assim acontece, elas não medem esforços para compartilhar com outros as conquistas feitas por estes filhos. Na verdade é como se a mãe visse nestes filhos suas próprias virtudes
Tratando ainda do aspecto positivo, pergunto: Qual mãe não se alegra ao ouvir um filho dizendo: A minha mãe sempre esteve ao meu lado! (É bom deixar claro que não me refiro aqui àquela mãe que acoberta os erros dos filhos sob a falsa impressão de cuidado). Dentro da nossa cultura a figura masculina protagoniza como o provedor, desta forma a mãe ganha muito mais a conotação daquela que educa, consola e anima. Talvez por esta razão o sábio Salomão declare: “O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe Pv 10:1. Portanto, não tem como um projeto ser próspero sem que haja investimento com compromisso, assim age a mãe em relação aos filhos. É por isso que você mãe, sempre regou suas sementes com amor, paciência e oração.
Parabéns a todas as mães que geraram e também aquelas que são apenas de coração.

Pastor Givaldo Santana


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A ingratidão e seu preço




            Ez 16. 1-14 Você é uma pessoa que sabe reconhecer quando é beneficiada, ou é daquelas que conseguem enxergar apenas o que não recebeu? A ingratidão se revela na vida daquelas pessoas que estão sempre a reclamar e, jamais param para dizer obrigado por algo recebido. Pessoas assim sempre terão necessidades insaciáveis por não serem capazes de vislumbrar aquilo que já foi conquistado.
    O povo para quem o profeta Ezequiel escreve revela um comportamento exatamente assim, por não reconhecerem os favores vindo de Deus, evidenciaram a ingratidão, esquecendo-se dEle e buscando nos ídolos dos pagãos a resposta para os anseios do coração conforme veremos.
     I- A situação natural do pecador - “Eu te banhei” v, 4. A condição natural daquele povo era de mancha e impureza.  Aliás, para exemplificar esta situação o profeta lhe dará a atribuição de abandonado – Ninguém te recebeu v, 5; e mais: Rejeitado – “lançado no campo v, 5”. É como se este povo possuísse alguma marca que levava aqueles à sua volta a afastar-se naturalmente. Por ter um aspecto de quem não tinha nada a oferecer sob nenhum aspecto, não atraía, por sua vez, a atenção de ninguém, muito pelo contrário, era um povo visto como desprezível.
       II – A misericórdia de Deus – ainda que estás no teu sangue vive”.v, 6. Imagine alguém com aspectos de sujeira e ameaçador, você seria capaz de aproximar-se e oferecer ajuda? Pois bem, esta era a situação deste povo e, no entanto, Deus graciosamente estendeu a sua mão e lhe proferiu uma palavra de amor, conforme descrito no texto acima citado. Portanto, Ele viu o miserável e lhe deu uma palavra de amor v, 6.  Um aspecto que desperta a nossa atenção é que as Escrituras sempre nos mostram Deus tomando uma direção que contraria a tendência natural do homem, enquanto este afirma ter “sede de justiça”, Deus faz transbordar a sua misericórdia. 
     III- A ingratidão – “Tomastes dos teus vestidos e fizestes lugares altos adornados” v, 16. A ingratidão dos exilados consistia no fato de pegar tudo aquilo que foi graciosamente dado por Deus e dedicar aos ídolos, evidenciando por um lado, a vaidade e, por outro, a idolatria. Como vemos a seguir: “Tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu ouro a da minha prata..” v, 17. Ezequiel denuncia que ao invés do povo usufruir de tudo aquilo que Deus lhes deu, simplesmente colocava as melhores roupas e se adornavam com jóias para atribuir aos ídolos a glória pertencente a Deus. A ingratidão fica evidente em não reconhecer os cuidados do Senhor.
      IV – A advertência – “...Ai, ai de ti” v, 23. Como resultado da ingratidão, a resposta do Senhor virá em forma de advertência. O profeta adverte que aquele ato insano terá um preço, conforme podemos observar: Eu farei recair sobre a tua cabeça” v, 43. Se por um lado podemos enfatizar a misericórdia de Deus, por outro, não podemos omitir a manifestação da sua ira contra aqueles que insistem em desprezá-lo como se nada fosse, pois foi assim que procederam os exilados ao tributar aos ídolos a honra devida ao Senhor. O que agora os deuses babilônios poderiam fazer por eles? A resposta é se compensaria continuar profanando o nome do Senhor.  
     Enquanto teve fôlego, o profeta Ezequiel advertiu os seus conterrâneos no exílio babilônico, ora falando do juízo divino, ora lançando palavras de renovação e esperança. Mas o mais marcante foi Ezequiel ter dito que a condição desfavorável em que seus ouvintes se encontravam era decorrente da ingratidão revelada no paganismo expresso por meio da condição idólatra revelada na vida daquele povo.
     Você é reconhecedor de que é Deus o doador da vida e que é ele que na sua graça tem te sustentado e suprido as tuas necessidades dia após dia? Pense nisso.
 Pastor Givaldo Santana